Questão de Português — Sintaxe — Quadrix 2025
- Código
- qg597823
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CREMESE
- Ano
- 2025
- Nível
- Médio
- Cargo
- Auxiliar Administrativo
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: letra C (Certo). A afirmação está correta: na oração “em que estava junto com o filho”, o sujeito de “estava” é oculto (também chamado desinencial ou elíptico), pois foi apagado após a primeira aparição — e esse apagamento de um termo já mencionado anteriormente é exatamente o que caracteriza o zeugma. A passagem que sustenta isso está no próprio trecho: “José Lael foi assassinado a tiros … quando dois homens desceram de uma motocicleta e dispararam contra o carro em que estava junto com o filho”. O sujeito de “estava” é “José Lael”, que já apareceu no início do período e foi omitido na oração subordinada.
Esta questão depende de um texto-base que não está disponível aqui. A análise abaixo ensina o método para resolver a questão no enunciado original, sem inventar o conteúdo do texto.
O enunciado pede um julgamento (Certo/Errado) sobre uma afirmação metalinguística: a banca afirma que, na oração “em que estava junto com o filho”, ocorre zeugma, porque o sujeito de “estava” foi apagado após a primeira aparição. Para resolver, você não precisa de interpretação de texto — precisa de análise sintática e do conceito de zeugma. A pergunta é: o sujeito de “estava” é realmente oculto? E esse apagamento configura zeugma?
O trecho relevante é:
“José Lael foi assassinado a tiros no dia 18 de outubro de 2024, na Avenida Jorge Amado, Bairro Jardins, Zona Sul de Aracaju, quando dois homens desceram de uma motocicleta e dispararam contra o carro em que estava junto com o filho.”
A oração “em que estava junto com o filho” é uma subordinada adjetiva (introduzida pelo pronome relativo “que”, antecedente “carro”). O verbo “estava” está na 3ª pessoa do singular. Quem estava junto com o filho? José Lael — o sujeito é o mesmo do período, já mencionado no início. Ele foi omitido na oração subordinada, mas é facilmente recuperável pelo contexto e pela desinência verbal.
Sujeito oculto (ou desinencial, ou elíptico) é aquele que não está expresso na oração, mas é identificável pela desinência verbal ou pelo contexto. Exemplo: “Chegamos atrasados” — o sujeito é “nós”, indicado pela desinência “-mos”.
Zeugma é uma figura de sintaxe que consiste na omissão de um termo já mencionado anteriormente no texto. Exemplo clássico: “Eu gosto de maçã; ela, de uva” — o verbo “gostar” foi omitido na segunda oração, pois já apareceu na primeira.
No trecho, o sujeito “José Lael” aparece na oração principal e é omitido na oração subordinada “em que estava junto com o filho”. Essa omissão de um termo já expresso é exatamente o zeugma. Portanto, a afirmação está correta: há zeugma, e o sujeito de “estava” é oculto.
A banca não está dizendo que o sujeito é indeterminado (o que seria erro), nem que é inexistente. Ela afirma que o sujeito foi apagado — e isso é verdade. O verbo “estava” tem sujeito oculto, recuperável pelo contexto. A omissão de um termo já citado é a definição de zeugma. Logo, o item está certo.
A regra de ouro: zeugma é a omissão de um termo já mencionado; sujeito oculto é aquele que não aparece, mas é identificável pela desinência. Aqui, os dois conceitos se aplicam: o sujeito “José Lael” foi omitido (zeugma) e é recuperável pela desinência de “estava” (sujeito oculto).
Gabarito: letra C (Certo).
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