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Questão de Português — Termos integrantes da oração: Objeto direto, Objeto indireto, Complemento nominal, Agente da Passiva — Quadrix 2025

PortuguêsTermos integrantes da oração: Objeto direto, Objeto indireto, Complemento nominal, Agente da Passiva
Código
qg597828
Banca
Quadrix
Órgão
CREMESE
Ano
2025
Nível
Médio
Cargo
Auxiliar Administrativo
 Médica suspeita de envolvimento na morte de marido em
Sergipe tem prisão convertida em domiciliar

        A médica Daniele Barreto, suspeita de envolvimento na morte do marido, o advogado criminalista José Lael Rodrigues Júnior, de 42 anos, teve a prisão convertida em domiciliar. A informação foi confirmada, nesta terça‑feira (13), pela defesa de Daniele.

         Segundo o advogado Claudio Dalledone Júnior, a decisão obtida junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) determina ainda o uso de tornozeleira eletrônica, comparecimento periódico em juízo e proibição de contato com outros acusados.

         A Secretaria de Justiça de Sergipe confirmou o recebimento da conversão da prisão durante a noite e informou que a Central de Monitoramento Eletrônico só faz a colocação da tornozeleira até as 17 horas, o que deve ser feito na manhã desta quinta‑feira (15).

         Daniele foi presa no dia 12 de novembro do ano passado, com outras seis pessoas suspeitas de envolvimento na morte. A médica foi transferida para o Presídio Feminino em Nossa Senhora do Socorro no dia 10 de janeiro de 2025.

         O advogado da família de Lael, Guilherme Maluf, disse que vai se informar sobre a decisão e se pronunciar em breve sobre o assunto.

         José Lael foi assassinado a tiros no dia 18 de outubro de 2024, na Avenida Jorge Amado, Bairro Jardins, Zona Sul de Aracaju, quando dois homens desceram de uma motocicleta e dispararam contra o carro em que estava junto com o filho. Ambos foram baleados e socorridos, mas o advogado não resistiu. Imagens de câmeras de segurança mostram que cerca de 1h30 antes da execução, a amiga e a secretária da médica são vistas conversando com os homens dentro do carro, e depois são deixadas no condomínio de uma delas.

         De acordo com as investigações, o advogado e o filho dele saíram na noite do crime, no dia 18 de outubro, até uma lanchonete para comprar açaí, a pedido da mulher. Ela teria informado a localização deles aos executores.

         Após sair de casa, o carro do advogado é seguido por uma motocicleta e por um carro, que teria sido alugado pela amiga dela. Ele foi atingido com três tiros e o filho por um. O jovem dirigiu o carro até um hospital particular, mas o pai já estava morto. Ele foi socorrido e, atualmente, passa bem.
Com base no texto, julgue o item a seguir.No trecho “Segundo o advogado Claudio Dalledone Júnior, a decisão obtida junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) determina ainda o uso de tornozeleira eletrônica”, o termo “de tornozeleira eletrônica”, por caracterizar o substantivo “uso”, funciona, sintaticamente, como adjunto adnominal.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Adjunto adnominal × complemento nominal: o caso de “de tornozeleira eletrônica”

Gabarito: E (Errado). O termo “de tornozeleira eletrônica” não funciona como adjunto adnominal; ele é complemento nominal, pois completa o sentido do substantivo abstrato “uso”, que exige complemento, e tem valor passivo (a tornozeleira é usada). A banca troca o termo acessório pelo termo integrante — a pegadinha clássica da distinção entre adjunto adnominal e complemento nominal.

O comando

A questão pede que você julgue a classificação sintática de um termo preposicionado dentro de um trecho do texto. Não é uma questão de compreensão ou inferência: é uma questão de gramática aplicada ao texto. O comando afirma que “de tornozeleira eletrônica” caracteriza o substantivo “uso” e, por isso, seria adjunto adnominal. Sua tarefa é verificar se essa classificação está correta.

O texto

O trecho relevante é:

“Segundo o advogado Claudio Dalledone Júnior, a decisão obtida junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) determina ainda o uso de tornozeleira eletrônica”

Aqui, “uso” é um substantivo abstrato (nomeia uma ação: o ato de usar). O termo “de tornozeleira eletrônica” se liga a esse substantivo por meio da preposição “de”. A pergunta é: esse termo é um adjunto adnominal (termo acessório, que apenas caracteriza) ou um complemento nominal (termo integrante, que completa o sentido)?

A técnica que decide

A distinção entre adjunto adnominal e complemento nominal é uma das mais cobradas em concursos. Veja os critérios decisivos:

Critério

Adjunto adnominal

Complemento nominal

Valor semântico

Ativo ou possessivo (o substantivo pratica a ação ou indica posse)

Passivo (o termo recebe a ação)

Exigência

Não é exigido pelo nome; é facultativo

É exigido pelo nome; sem ele, o sentido fica incompleto

Substituição por adjetivo

Pode ser substituído por um adjetivo equivalente

Não pode ser substituído por um adjetivo equivalente

Palavra a que se liga

Substantivo (concreto ou abstrato)

Substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio

Aplicando ao trecho:

  • Valor passivo: “o uso de tornozeleira eletrônica” — a tornozeleira é usada; ela sofre a ação de ser usada. Isso é valor passivo, típico de complemento nominal.

  • Exigência: o substantivo “uso” pede um complemento para ter sentido completo. “O uso” de quê? Sem “de tornozeleira eletrônica”, a frase fica vaga. Isso indica que o termo é integrante, não acessório.

  • Substituição por adjetivo: não existe um adjetivo que substitua “de tornozeleira eletrônica” sem alterar o sentido. Não se diz “uso tornozeleiral”. Isso reforça o complemento nominal.

Portanto, “de tornozeleira eletrônica” é complemento nominal, não adjunto adnominal. A assertiva está errada.

Termo preposicionado ligado a nome
  • 1Adjunto adnominal
    • valor ativo ou possessivo
    • facultativo (acessório)
    • substituível por adjetivo
  • 2Complemento nominal
    • valor passivo (recebe a ação)
    • exigido pelo nome (integrante)
    • liga-se a substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio
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NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão clássica entre adjunto adnominal e complemento nominal. O termo preposicionado com “de” ligado a substantivo abstrato é o caso mais traiçoeiro: a diferença está no valor semântico (ativo × passivo) e na exigência (facultativo × obrigatório).

PEGA ESSA DICA!

Ao classificar um termo preposicionado ligado a um nome, pergunte: “quem pratica a ação?” (adjunto adnominal) ou “quem recebe a ação?” (complemento nominal). Se o termo recebe a ação, é complemento nominal.

Conclusão

A assertiva está errada porque classifica como adjunto adnominal um termo que, na verdade, é complemento nominal. O termo “de tornozeleira eletrônica” tem valor passivo e é exigido pelo substantivo abstrato “uso”, características exclusivas do complemento nominal.

Gabarito: E (Errado).

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