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Questão de Medicina — Legislação Profissional do Médico — Quadrix 2025

MedicinaLegislação Profissional do Médico
Código
qg597886
Banca
Quadrix
Órgão
CREMESE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Fiscal
A respeito da telemedicina e das novas tecnologias, julgue o item a seguir.No cuidado clínico apoiado por ferramentas de inteligência artificial é recomendável que o profissional de saúde aceite as sugestões das ferramentas.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Telemedicina e inteligência artificial: autonomia do médico

Gabarito: letra E (ERRADO). No cuidado clínico apoiado por ferramentas de inteligência artificial, o profissional de saúde não deve aceitar passivamente as sugestões — ele deve manter sua autonomia e responsabilidade, avaliando criticamente cada recomendação antes de aplicá-la. A recomendação é que a IA atue como ferramenta de apoio à decisão, e não como substituta do julgamento clínico.

A inteligência artificial (IA) em medicina é uma área que une ciências da computação e saúde para desenvolver sistemas capazes de auxiliar no diagnóstico, no monitoramento e na tomada de decisão clínica. Esses sistemas analisam grandes volumes de dados — sintomas, histórico do paciente, resultados de exames — e geram alertas, lembretes e sugestões. No entanto, a IA não possui capacidade de julgamento ético, nem responsabilidade legal, e pode cometer erros ou apresentar vieses. Por isso, a função da IA é apoiar o profissional, fornecendo informações e recomendações, mas a decisão final deve ser sempre do médico, que avalia o contexto individual do paciente e assume a responsabilidade pelo ato.

A autonomia do médico é um princípio fundamental da ética médica. O Código de Ética Médica estabelece que é vedado ao médico "delegar a outros profissionais atos ou atribuições exclusivos da profissão médica" e que ele deve "exercer a Medicina com autonomia". A IA não é um profissional de saúde e não pode substituir o raciocínio clínico. O médico que aceita cegamente as sugestões de uma ferramenta de IA estaria abdicando de sua autonomia e de sua responsabilidade, o que é eticamente incorreto e pode colocar o paciente em risco.

Na prática, o uso adequado da IA envolve um fluxo de trabalho em que o profissional: (1) recebe a sugestão da ferramenta; (2) analisa criticamente a recomendação à luz do quadro clínico do paciente; (3) decide se a aceita, a rejeita ou a adapta; e (4) documenta sua decisão. Por exemplo, um sistema de IA pode sugerir um diagnóstico de pneumonia com base em uma radiografia, mas o médico deve correlacionar essa sugestão com os sintomas, o exame físico e outros dados antes de confirmar o diagnóstico e prescrever o tratamento. A IA é uma ferramenta poderosa, mas o julgamento final é sempre humano.

A banca explora aqui uma armadilha comum: o candidato pode pensar que, como a IA é uma tecnologia avançada e útil, o profissional deve aceitar suas sugestões. No entanto, a ética médica e as boas práticas clínicas exigem o contrário: a IA é um apoio, não um substituto do julgamento médico. O termo "recomendável" no enunciado é o gatilho — a recomendação é justamente que o profissional não aceite as sugestões de forma acrítica, mas que as avalie com autonomia.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte o papel da IA: em vez de "ferramenta de apoio", apresenta-a como se fosse uma autoridade a ser seguida. O candidato que confunde "auxílio tecnológico" com "decisão automática" cai na armadilha. Lembre-se: a IA sugere, o médico decide.

PEGA ESSA DICA!

Em questões sobre telemedicina e IA, o princípio que resolve é sempre o mesmo: a tecnologia apoia, mas a autonomia e a responsabilidade do médico são irrenunciáveis. Se a alternativa diz que o profissional deve "aceitar", "seguir" ou "adotar" as sugestões da IA sem ressalvas, ela está errada. Se diz que ele deve "avaliar", "analisar" ou "decidir" com base nas sugestões, está certa.

  1. 1Recebe a sugestão
  2. 2Analisa criticamente
  3. 3Aceita, rejeita ou adapta
  4. 4Documenta a decisão
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Alternativa E — ❌ Incorreta (gabarito)

A afirmação está errada. O enunciado diz que é "recomendável que o profissional de saúde aceite as sugestões das ferramentas" de IA, mas isso contraria o princípio da autonomia médica. O correto é que o profissional avalie criticamente as sugestões, usando-as como apoio, mas mantendo a decisão final sob seu controle. Aceitar passivamente as sugestões significaria delegar a decisão clínica a uma máquina, o que é eticamente inaceitável e juridicamente irresponsável.

Gabarito: letra E (ERRADO).

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