Questão de Português — Orações subordinadas adjetivas: Restritivas, Explicativas — Quadrix 2025
- Código
- qg597979
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CREMESE
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico Fiscal
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A assertiva erra ao classificar a oração “que abriu inquérito para investigar o caso” como adjetiva e ao afirmar que ela retoma “quinta‑feira”. Na verdade, a oração é subordinada substantiva objetiva direta — completa o sentido do verbo “informou” — e o pronome relativo “que” retoma “inquérito”, não “quinta‑feira”. Como se lê no trecho: “A Polícia Civil informou nesta quinta‑feira (18) que abriu inquérito para investigar o caso.”
A questão pede um julgamento certo/errado sobre a análise sintática de um trecho específico. Não se trata de interpretação de sentido, mas de gramática aplicada ao texto: é preciso identificar a função sintática da oração introduzida por “que” e o referente desse pronome. O comando mistura duas afirmações: (1) a oração é subordinada; (2) ela retoma “quinta‑feira”. Para marcar Errado, basta que uma delas seja falsa — e ambas são, como veremos.
No período “A Polícia Civil informou nesta quinta‑feira (18) que abriu inquérito para investigar o caso”, temos:
Oração principal: “A Polícia Civil informou” — verbo transitivo direto “informou”, que exige complemento.
Oração subordinada: “que abriu inquérito para investigar o caso” — funciona como objeto direto de “informou”.
“A Polícia Civil informou nesta quinta‑feira (18) que abriu inquérito para investigar o caso.”
O “que” aqui é conjunção integrante, não pronome relativo. Ele introduz uma oração que completa o sentido do verbo — equivale a “informou isso”. Por isso, a oração é substantiva objetiva direta, e não adjetiva. As orações adjetivas são introduzidas por pronome relativo e exercem função de adjunto adnominal de um substantivo (ex.: “O médico que atendeu a adolescente foi afastado” — aqui “que” retoma “médico” e a oração o caracteriza).
A banca tenta confundir o candidato de duas formas:
Classificação da oração: ela diz que a oração é “subordinada” (isso é verdade), mas não diz que é substantiva — sugere que é adjetiva ao afirmar que “serve para retomar” um termo. Oração adjetiva sempre retoma um substantivo antecedente por meio de pronome relativo. Aqui, o “que” não é pronome relativo, é conjunção integrante.
Referente do “que”: mesmo que fosse pronome relativo, o antecedente seria “inquérito”, não “quinta‑feira”. Veja: “informou que abriu inquérito” — o “que” se refere ao inquérito (o que foi aberto). “Quinta‑feira” é apenas um adjunto adverbial de tempo, não pode ser retomado por esse “que”.
A assertiva afirma: “a oração ‘que abriu inquérito para investigar o caso’ é subordinada e serve, no período, para retomar ‘quinta‑feira’, termo que precede o relativo ‘que’ da oração.”
“é subordinada” — correto, mas incompleto: é subordinada substantiva objetiva direta.
“serve para retomar ‘quinta‑feira’” — errado: o “que” não retoma “quinta‑feira”; ele introduz a oração que funciona como objeto direto de “informou”.
“termo que precede o relativo ‘que’” — errado: “que” não é pronome relativo aqui; é conjunção integrante.
Portanto, a assertiva é falsa.
A banca mistura dois conceitos: oração subordinada substantiva (que completa o verbo) e oração subordinada adjetiva (que caracteriza um substantivo). A oração em questão é substantiva objetiva direta, e o “que” é conjunção integrante, não pronome relativo. Logo, a afirmação está errada.
Para diferenciar, troque a oração por “isso”: “A Polícia Civil informou isso”. Se a troca funcionar, é substantiva. Se a oração puder ser substituída por um adjetivo (ex.: “o médico que atendeu” = “o médico atendente”), é adjetiva.
Gabarito: E (Errado).
Link permanente: /questoes/qg597979