Questão de Português — Significação Contextual de Palavras e Expressões. Sinônimos e Antônimos. — Quadrix 2025
- Código
- qg598207
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRESS-PR
- Ano
- 2025
- Nível
- Médio
- Cargo
- Assistente Administrativo

- CCerto
- EErrado

GabaritoE — Errado
Gabarito: ERRADO. A substituição não mantém a correção gramatical nem o sentido original, porque “devem ser tratadas” é uma voz passiva sintética (com o pronome apassivador “se”), enquanto “tem que ser tratadas” exigiria sujeito de 3ª pessoa e quebraria a estrutura passiva, além de alterar a relação de sentido. A passagem que sustenta a análise está no trecho em que o autor afirma que as questões “devem ser tratadas” — a forma original indica que algo recebe a ação, e a substituição proposta não preserva essa construção.
A questão pede que se julgue se a troca de “devem ser tratadas” por “tem que ser tratadas” manteria a correção gramatical e o sentido original. Isso é uma questão de reescritura: não basta que as palavras sejam parecidas; é preciso que a nova estrutura respeite a regência, a voz verbal e o valor semântico do original. O verbo “ter” (em “tem que”) é transitivo direto e exige sujeito de 3ª pessoa; já “devem ser tratadas” está na voz passiva, com sujeito paciente. A troca, portanto, não é neutra: ela muda a sintaxe e o sentido.
No texto-base, a expressão “devem ser tratadas” aparece em um contexto em que se fala de medidas ou ações que precisam ser realizadas. A forma original é uma locução verbal composta por “devem” (verbo auxiliar) + “ser tratadas” (verbo principal no particípio), formando a voz passiva analítica. O sujeito é paciente: ele sofre a ação de “tratar”. Já “tem que ser tratadas” — se fosse usada — teria “tem” como verbo principal, que exige sujeito de 3ª pessoa do singular (ele/ela), e “ser tratadas” como infinitivo. Isso criaria uma incoerência com o sujeito plural do original e quebraria a passiva, pois “tem que” não admite o pronome apassivador “se” da mesma forma.
“devem ser tratadas” — a forma original indica que algo recebe a ação, e a substituição proposta não preserva essa construção.
Para julgar a substituição, teste três coisas: 1) a regência do novo verbo — “ter” exige objeto direto, mas o original tem sujeito paciente; 2) a voz verbal — “devem ser tratadas” é passiva, “tem que ser tratadas” não é; 3) o sentido — “dever” expressa obrigação/necessidade, enquanto “ter que” expressa obrigação também, mas com matiz de imposição externa e, no registro, é mais coloquial. A banca explora exatamente essa diferença: a troca não é sinônima perfeita, pois altera a estrutura sintática e o valor semântico.
A afirmativa de que a substituição manteria a correção e o sentido é falsa. O erro está em ignorar a regência e a voz passiva: “devem ser tratadas” é passiva sintética (com “se” implícito), enquanto “tem que ser tratadas” exigiria sujeito de 3ª pessoa e quebraria a construção. Além disso, “tem que” é uma locução mais coloquial, o que altera o registro e, em contexto formal, compromete a adequação. Portanto, a substituição não é válida.
A alternativa E (Errado) é o gabarito, pois a substituição não mantém a correção gramatical nem o sentido original. A forma “devem ser tratadas” está na voz passiva analítica, com sujeito paciente; “tem que ser tratadas” não preserva essa estrutura, pois “tem” exige sujeito de 3ª pessoa e não admite o mesmo apassivamento. Além disso, o sentido de “dever” (obrigação/necessidade) difere do de “ter que” (obrigação com matiz de imposição), e o registro coloquial de “tem que” destoa do texto formal. A troca, portanto, altera tanto a gramática quanto o sentido.
Ao julgar substituições, verifique sempre a regência e a voz verbal — a banca adora trocar uma passiva por uma ativa, ou um verbo que exige preposição por outro que não exige, mudando o sentido.
Gabarito: letra E (Errado).
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