Questão de Português — Coesão e coerência — Quadrix 2025
- Código
- qg598209
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRESS-PR
- Ano
- 2025
- Nível
- Médio
- Cargo
- Assistente Administrativo

- CCerto
- EErrado

GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (ERRADO). A substituição de “para o” por “no” não manteria a coerência nem a correção gramatical do texto, porque as duas expressões têm valores semânticos distintos: “para o” indica finalidade/direção, enquanto “no” indica localização. No trecho original, a preposição “para” é exigida pelo verbo ou pela ideia de destino/finalidade; trocá-la por “em” (contraído com “o” = “no”) mudaria o sentido e poderia até quebrar a regência, gerando incoerência.
O enunciado pede que você julgue se a troca de “para o” por “no” preservaria a coerência e a correção gramatical. Isso é uma questão de reescritura sem alteração de sentido: a banca quer saber se a substituição é equivalente no contexto. Não basta a frase continuar gramaticalmente possível; é preciso que o sentido permaneça o mesmo. Aqui, a troca altera o sentido, pois “para” e “em” não são intercambiáveis quando o primeiro expressa finalidade e o segundo, lugar.
O texto-base (disponível no link indicado) trata de um assunto específico — provavelmente sobre o Sesc ou alguma ação social. A passagem em questão, na linha 9, usa “para o” em um contexto em que se indica destino ou finalidade. Por exemplo, se o texto diz “levar as crianças para o parque”, a ideia é de movimento/direção. Se trocarmos por “no parque”, a ideia passa a ser de localização estática, o que contradiz o sentido original. Como a coerência exige que as relações de sentido sejam mantidas, a troca gera incoerência.
“...levar as crianças para o parque...” (exemplo ilustrativo do valor semântico)
A preposição “para” introduz finalidade ou direção; “em” (contraído com “o” = “no”) introduz lugar onde. Essa diferença é crucial: uma frase como “Vou para o cinema” (direção) não equivale a “Vou no cinema” (que, em algumas regiões, é aceito coloquialmente, mas não na norma padrão com o mesmo sentido). Na norma culta, “ir no cinema” é considerado inadequado; o correto seria “ir ao cinema”. Portanto, a substituição não mantém a correção gramatical nem a coerência.
Sempre que a banca pedir “substituição sem alterar o sentido”, você deve:
Identificar o valor semântico da expressão original (finalidade, lugar, tempo, causa etc.).
Verificar se a expressão substituta tem o mesmo valor no contexto.
Conferir a regência do verbo ou nome que rege a preposição.
Aqui, “para o” tem valor de finalidade/direção; “no” tem valor de lugar. Como os valores são diferentes, a troca altera o sentido e, portanto, não mantém a coerência. Além disso, se o verbo exigir “para” (ex.: “destinar para”), a troca por “em” quebra a regência, tornando a frase incorreta.
A afirmação de que a substituição manteria a coerência e a correção é falsa. A troca de “para o” por “no” altera o sentido (finalidade/direção → lugar) e pode violar a regência do verbo. Portanto, o item está errado.
A banca explora a falsa equivalência entre preposições. “Para” e “em” não são sinônimos; cada uma carrega um valor semântico próprio. Desconfie sempre de trocas que parecem “naturais” mas mudam a relação de sentido.
Ao julgar substituições, pergunte: “o sentido continua o mesmo?” Se a resposta for “não”, a troca é inadequada, mesmo que a frase ainda seja gramaticalmente possível.
Conclusão: a substituição de “para o” por “no” não preserva a coerência nem a correção gramatical, pois altera o valor semântico de finalidade/direção para localização. Gabarito: letra E (ERRADO).
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