Questão de Português — Interpretação de Textos — Quadrix 2025
- Código
- qg598217
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRESS-PR
- Ano
- 2025
- Nível
- Médio
- Cargo
- Assistente Administrativo

- CCerto
- EErrado

GabaritoC — Certo
Gabarito: CERTO. A inferência é plausível porque as falas de Mariana Belmont, reproduzidas no texto, expressam uma crítica à falta de prioridade das políticas climáticas no orçamento público. A passagem que ancora essa leitura é a fala em que a jornalista aponta que as ações de adaptação, mitigação e reparação climática "não são tratadas como prioridade" nas diferentes esferas de governo, o que autoriza a conclusão de que ela considera essa uma falha na alocação de recursos.
O comando pede uma inferência — "é plausível inferir" —, ou seja, não exige que a informação esteja literalmente escrita, mas que seja uma dedução ancorada em pistas do texto. A banca não pergunta se o texto afirma isso diretamente, mas se é razoável concluir isso a partir das falas da jornalista. Isso muda a estratégia: em vez de buscar uma paráfrase exata, o candidato deve procurar pressupostos e subentendidos nas palavras dela.
No texto, Mariana Belmont discute políticas públicas de adaptação, mitigação e reparação climática. A forma como ela descreve a situação — apontando deficiências, cobrando ações e destacando a necessidade de prioridade — permite inferir que, na visão dela, essas políticas não ocupam lugar de destaque no orçamento. A inferência é legítima porque se apoia em pistas textuais: a jornalista não diz apenas que as políticas existem, mas que deveriam ser tratadas com mais seriedade, o que pressupõe que atualmente não são.
A técnica central aqui é distinguir inferência legítima de extrapolação. A inferência é válida quando o texto obriga àquela conclusão, ainda que indiretamente. No caso, a fala de Mariana sobre a necessidade de priorizar essas políticas no orçamento pressupõe que elas não são priorizadas. Se ela dissesse apenas "as políticas climáticas são importantes", a inferência sobre orçamento seria uma extrapolação. Mas, ao falar de prioridade orçamentária, o texto fornece a pista necessária.
Em questões de inferência, pergunte-se: "que conclusão o texto me OBRIGA a tirar?" Se a alternativa exige acrescentar informação de fora, é extrapolação. Se a conclusão decorre das pistas, é inferência válida.
A afirmativa é correta porque a inferência proposta está ancorada nas falas de Mariana Belmont. O texto apresenta a jornalista discutindo políticas de adaptação, mitigação e reparação climática, e a forma como ela aborda o tema — cobrando prioridade e criticando a situação atual — permite deduzir que ela considera que essas políticas não são tratadas como prioridade no orçamento das diferentes esferas de governo.
A inferência é plausível (termo usado no enunciado), ou seja, é uma conclusão razoável e sustentada pelas pistas textuais. Não se trata de uma extrapolação, pois a fala da jornalista sobre a necessidade de priorizar essas políticas no orçamento pressupõe que atualmente elas não são priorizadas. O texto não diz isso literalmente, mas a dedução é obrigatória a partir do que está escrito.
Conclusão: a inferência é legítima porque se apoia em pressupostos presentes nas falas de Mariana Belmont. A jornalista, ao discutir políticas climáticas e sua prioridade orçamentária, deixa claro que considera essa prioridade insuficiente. Portanto, o item está CERTO.
Gabarito: CERTO
Link permanente: /questoes/qg598217