Questão de Português — Sintaxe — Quadrix 2025
- Código
- qg599446
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRMV-PE
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Fiscal Médico Veterinário

- CCerto
- EErrado

GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A substituição de "visto que" por "haja visto que" não é possível sem prejuízo à correção gramatical, pois "haja visto" é uma forma incorreta — o correto é "haja vista", expressão cristalizada que não varia. A banca explora a confusão entre a locução conjuntiva causal "visto que" e a expressão "haja vista", que têm funções e grafias distintas.
O enunciado pede um julgamento sobre a substituição de uma expressão por outra no texto, verificando se a troca mantém a correção gramatical. Isso é diferente de uma questão de interpretação: aqui, o foco é a norma culta e o emprego correto das expressões. A pergunta é: "haja visto que" pode substituir "visto que" sem erro? A resposta é não, porque "haja visto" simplesmente não existe na norma padrão.
A expressão correta é "haja vista", e não "haja visto". Ela é uma expressão cristalizada, de origem verbal (do verbo "haver" + substantivo "vista"), que significa "considerando-se", "tendo em vista", "a exemplo de". Veja os usos corretos:
"Haja vista o desempenho dos candidatos, a prova foi bem elaborada."
"Haja vista os argumentos apresentados, o juiz decidiu favoravelmente."
A forma "haja visto" é um erro gramatical — não há registro na norma culta. Portanto, substituir "visto que" (locução conjuntiva causal) por "haja visto que" introduziria um erro, pois a forma correta seria "haja vista que", e mesmo assim a substituição não seria adequada, pois "haja vista" não é uma conjunção, mas uma expressão que introduz uma ideia de consideração, não de causa.
A banca arma uma pegadinha clássica: trocar um termo por outro que parece semelhante, mas que é incorreto. O candidato que conhece a expressão "haja vista" pode até perceber que "haja visto" está errado, mas a banca conta com a confusão entre as duas formas. A dica é: desconfie de variações de expressões cristalizadas — "haja vista" não varia, assim como "à toa", "em vez de", etc.
A banca troca "visto que" (locução conjuntiva) por "haja visto que" (forma inexistente), explorando a confusão com a expressão correta "haja vista". A armadilha é a troca de termo que parece equivalente, mas é gramaticalmente incorreta.
A afirmação de que "visto que" poderia ser substituída por "haja visto que" sem prejuízo à correção gramatical é falsa. A forma "haja visto" é um erro; o correto é "haja vista". Além disso, mesmo que se usasse "haja vista que", a substituição não seria adequada, pois "haja vista" não é uma conjunção causal como "visto que", mas uma expressão que introduz uma consideração. Portanto, a troca alteraria a correção gramatical e o sentido do período.
Conclusão: a substituição proposta é inaceitável na norma culta. O item está errado.
Ao julgar substituições, verifique se a expressão proposta é gramaticalmente correta e se mantém o sentido. "Haja visto" não existe; o correto é "haja vista".
Gabarito: E (Errado).
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