Questão de Sistemas Operacionais — Linux — Quadrix 2025
- Código
- qg602068
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRP - SP
- Ano
- 2025
- Nível
- Médio
- Cargo
- Técnico Especializado em Suporte Administrativo - Técnico em Tecnologia da Informação e Comunicação
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ERRADO (alternativa E). A restauração de dados não exige, obrigatoriamente, o software original que gerou o backup, especialmente quando os arquivos estão em formatos padrão e abertos, como .zip ou .tar — esses formatos podem ser lidos e extraídos por uma ampla variedade de ferramentas, inclusive utilitários nativos do Linux, como unzip e tar. A exigência de software específico só se aplica a formatos proprietários ou a backups que dependem de metadados exclusivos do programa.
O que está em jogo aqui é o conceito de portabilidade de formatos de backup. Um backup pode ser feito de duas formas principais: (1) cópia simples de arquivos — que preserva os dados em sua estrutura original, podendo ser restaurada por qualquer sistema que acesse o sistema de arquivos; e (2) arquivo compactado/empacotado — como .zip, .tar, .gz, que são formatos padronizados e amplamente suportados. Nesses casos, a restauração consiste em extrair o conteúdo do arquivo, o que pode ser feito por qualquer ferramenta compatível com o formato, não necessariamente a mesma que criou o backup.
A confusão que a banca explora é a ideia de que backup e restauração são processos acoplados ao software que os gerou. Na prática, isso só é verdade para soluções proprietárias que usam formatos fechados ou que incluem metadados específicos (como permissões, donos, timestamps) que só o software original sabe interpretar. Mas, para formatos padrão, a restauração é independente do software de origem. Por exemplo, um arquivo .tar criado com o comando tar pode ser extraído com tar -xf em qualquer distribuição Linux, ou até com ferramentas gráficas como o Ark ou o File Roller, sem qualquer vínculo com o sistema que o gerou.
Além disso, mesmo em backups de bancos de dados ou de sistemas completos, a restauração frequentemente exige o mesmo tipo de software (por exemplo, o mesmo SGBD) para interpretar os dados, mas não necessariamente a mesma versão ou o mesmo programa específico. A regra geral é: quanto mais padrão e aberto o formato, menor a dependência do software original.
A pegadinha está no advérbio "obrigatoriamente" e na generalização para "formato padrão". O candidato que conhece a diferença entre formatos proprietários e abertos percebe que a afirmação é falsa. Guarde o critério: formato padrão = restauração independente do software original; formato proprietário = pode exigir o software específico. É exatamente essa distinção que decide a questão.
A afirmação está errada porque impõe uma obrigatoriedade que não existe para formatos padrão. Arquivos .zip e .tar são formatos abertos e amplamente suportados: o .zip pode ser extraído com unzip, 7z, ou até pelo gerenciador de arquivos gráfico; o .tar (e suas variações .tar.gz, .tar.bz2) é nativo do Linux e pode ser extraído com tar -xf. Nenhum desses utilitários precisa ser o mesmo software que criou o backup. A exigência de software original só se aplica a formatos proprietários ou a backups que dependem de metadados exclusivos do programa — o que não é o caso dos formatos citados.
A banca usa o termo "obrigatoriamente" para generalizar indevidamente. O candidato pode pensar que, como o backup foi feito com um software específico, a restauração só pode ser feita com ele. Mas, para formatos padrão, qualquer ferramenta compatível resolve. Fique atento a palavras como "sempre", "nunca", "obrigatoriamente" — elas costumam sinalizar uma generalização que a realidade não confirma.
Gabarito: ERRADO (alternativa E).
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