Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — Quadrix 2025
Medicina›Cardiologia e Alterações Vasculares
Código
qg602104
Banca
Quadrix
Órgão
FMJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Especialidades com Pré-Requisito em Clínica Médica
Um homem de 45 anos de idade desenvolve déficit neurológico súbito após a colocação de um cateter venoso central. A ecocardiografia transesofágica confirma embolia gasosa. Ele está hemodinamicamente estável.Com base nesse caso clínico hipotético, assinale a opção que contempla o próximo passo mais adequado no manejo desse paciente.
Aadministração de corticosteroides intravenosos
Boxigenioterapia hiperbárica
Ccolocação apenas em posição de Trendelenburg
Dobservação e cuidados de suporte
Etoracotomia de emergência
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GabaritoA — administração de corticosteroides intravenosos
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Embolia Gasosa: Manejo Clínico
Gabarito: letra A. A administração de corticosteroides intravenosos é o próximo passo mais adequado no manejo da embolia gasosa, pois reduz a resposta inflamatória e o edema cerebral associados ao déficit neurológico, enquanto o paciente permanece hemodinamicamente estável. A oxigenioterapia hiperbárica é o tratamento definitivo, mas não é a conduta imediata em um paciente estável, e as demais opções são inadequadas ou insuficientes.
A embolia gasosa é uma complicação rara, mas potencialmente grave, da inserção de cateter venoso central. Ocorre quando o ar entra na circulação venosa, geralmente durante a punção ou manipulação do cateter, e segue para o coração direito e artéria pulmonar. O quadro clínico varia desde sintomas leves, como tosse e dispneia, até colapso cardiovascular e déficit neurológico, como no caso apresentado. O diagnóstico é confirmado pela ecocardiografia transesofágica, que visualiza a presença de ar nas câmaras cardíacas direitas.
O manejo imediato da embolia gasosa envolve medidas de suporte e a remoção da fonte de ar. O paciente deve ser posicionado em decúbito lateral esquerdo com a cabeça para baixo (Trendelenburg), o que ajuda a manter a bolha de ar no átrio direito e evitar sua passagem para o ventrículo direito e artéria pulmonar. A administração de oxigênio a 100% é fundamental, pois o oxigênio puro reduz o tamanho da bolha ao substituir o nitrogênio, que é o principal componente do ar ambiente. Em casos graves, a oxigenioterapia hiperbárica é o tratamento de escolha, pois aumenta a pressão ambiente e acelera a reabsorção do ar.
No caso apresentado, o paciente está hemodinamicamente estável, mas apresenta déficit neurológico súbito, o que indica comprometimento cerebral pela embolia gasosa. Nesse cenário, a administração de corticosteroides intravenosos é recomendada para reduzir o edema cerebral e a resposta inflamatória, prevenindo danos neurológicos adicionais. A oxigenioterapia hiperbárica, embora seja o tratamento definitivo, não é a conduta imediata em um paciente estável, pois requer transferência para uma câmara hiperbárica, o que pode não estar disponível de imediato. A posição de Trendelenburg isolada não é suficiente para tratar a embolia gasosa, e a observação e cuidados de suporte, embora importantes, não abordam diretamente o déficit neurológico. A toracotomia de emergência é uma medida extrema, reservada para casos de instabilidade hemodinâmica grave ou parada cardíaca, não sendo indicada em um paciente estável.
A distinção entre o tratamento imediato e o definitivo é crucial: enquanto a oxigenioterapia hiperbárica é o tratamento de escolha para a embolia gasosa, a administração de corticosteroides é uma medida adjuvante importante para o manejo do déficit neurológico em pacientes estáveis. A banca explora essa distinção, oferecendo a oxigenioterapia hiperbárica como uma alternativa atraente, mas não como o próximo passo mais adequado no caso apresentado.
1Posicionar em Trendelenburg
2Oxigênio a 100%
3Corticosteroides (déficit neuro)
4Hiperbárica (definitivo)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A administração de corticosteroides intravenosos é o próximo passo mais adequado no manejo da embolia gasosa em um paciente hemodinamicamente estável com déficit neurológico. Os corticosteroides reduzem a resposta inflamatória e o edema cerebral, prevenindo danos neurológicos adicionais. Essa conduta é recomendada em casos de embolia gasosa com comprometimento neurológico, mesmo na ausência de instabilidade hemodinâmica.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A oxigenioterapia hiperbárica é o tratamento definitivo da embolia gasosa, mas não é o próximo passo mais adequado em um paciente hemodinamicamente estável. A transferência para uma câmara hiperbárica pode não estar disponível imediatamente, e a administração de corticosteroides é uma medida adjuvante importante para o manejo do déficit neurológico. A banca oferece essa alternativa como um distrator atraente, mas o caso clínico pede a conduta imediata, não o tratamento definitivo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A colocação apenas em posição de Trendelenburg é uma medida de suporte que ajuda a manter a bolha de ar no átrio direito, mas não é suficiente para tratar a embolia gasosa. Essa posição deve ser combinada com outras medidas, como a administração de oxigênio a 100% e corticosteroides, para abordar o déficit neurológico. A alternativa é inadequada porque sugere uma conduta isolada que não trata a causa subjacente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A observação e cuidados de suporte são importantes, mas não abordam diretamente o déficit neurológico causado pela embolia gasosa. Em um paciente com comprometimento neurológico, a administração de corticosteroides é necessária para reduzir o edema cerebral e prevenir danos adicionais. A alternativa é insuficiente porque não oferece uma intervenção específica para o quadro clínico apresentado.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A toracotomia de emergência é uma medida extrema, reservada para casos de instabilidade hemodinâmica grave ou parada cardíaca. No caso apresentado, o paciente está hemodinamicamente estável, o que torna essa alternativa inadequada. A toracotomia não é indicada para o manejo da embolia gasosa em um paciente estável, e a administração de corticosteroides é a conduta mais apropriada.