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Questão de Medicina — Pneumologia — Quadrix 2025

MedicinaPneumologia
Código
qg602105
Banca
Quadrix
Órgão
FMJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Especialidades com Pré-Requisito em Clínica Médica
Uma mulher de 65 anos de idade, em rastreamento anual com tomografia computadorizada de baixa dose para câncer de pulmão, apresenta a imagem abaixo. Ela está assintomática.Com base nesse caso clínico hipotético, assinale a opção que contempla a característica mais associada à malignidade.Imagem associada para resolução da questão
  1. ALocalização do nódulo
  2. BMargens lisas do nódulo
  3. CCalcificação central densa
  4. DBordas espiculadas do nódulo
  5. ETamanho do nódulo menor que 5 mm
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GabaritoD — Bordas espiculadas do nódulo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Nódulo pulmonar solitário: características de malignidade na TC de baixa dose

Gabarito: letra D. Em um nódulo pulmonar solitário (NPS) identificado na tomografia computadorizada de baixa dose, a característica mais fortemente associada à malignidade é a presença de bordas espiculadas — margens irregulares, com projeções lineares que se estendem para o parênquima adjacente, classicamente descritas como "espículas" ou "raios de coroa". Essa é uma das principais características morfológicas que distinguem lesões malignas de benignas na imagem, conforme a literatura de pneumologia e radiologia torácica.

O nódulo pulmonar solitário é definido como uma lesão única, arredondada, com até 3 cm de diâmetro, envolta por parênquima pulmonar normal. Embora possa representar uma neoplasia maligna — principalmente adenocarcinoma de pulmão —, o diagnóstico diferencial inclui diversas etiologias benignas, como hamartomas, granulomas infecciosos (histoplasmose, coccidioidomicose, tuberculose), abscessos, malformações arteriovenosas e atelectasia redonda. A avaliação por imagem busca, portanto, identificar características que aumentem ou diminuam a probabilidade de malignidade, orientando a conduta (seguimento, biópsia ou ressecção).

As características de imagem que favorecem malignidade incluem: tamanho maior (lesões > 2 cm têm probabilidade de malignidade em torno de 50%, contra 0,9% para lesões de 4–7 mm), margens irregulares ou espiculadas, calcificações excêntricas ou pontilhadas (em oposição aos padrões benignos: central, em pipoca, difuso e laminado), e crescimento ao longo do tempo (um nódulo estável por mais de 2 anos é improvável de ser maligno, exceto nódulos em vidro fosco). Por outro lado, margens lisas e bem definidas, calcificação central densa e tamanho pequeno são características que apontam para benignidade.

A localização do nódulo, isoladamente, tem pouco valor preditivo: nódulos podem ocorrer em qualquer lobo, embora haja leve predileção pelos lobos superiores em algumas neoplasias. O tamanho, embora relevante, é um critério quantitativo que se correlaciona com probabilidade, mas não é a característica "mais associada" à malignidade quando comparado à morfologia das bordas. A calcificação central densa é um clássico marcador de benignidade (padrão de calcificação central), e margens lisas também são típicas de lesões benignas, como hamartomas e granulomas.

A pegadinha desta questão está em reconhecer que, entre as opções, apenas as bordas espiculadas são um sinal de alta suspeição para malignidade. As demais alternativas descrevem características que, na verdade, são mais comuns em lesões benignas ou têm valor preditivo limitado. O candidato que memoriza os padrões de calcificação benignos (central, em pipoca, difuso, laminado) e malignos (excêntrico, pontilhado) e associa margens espiculadas a malignidade resolve a questão com segurança.

Guarde a fronteira entre os sinais de benignidade e malignidade no NPS: é exatamente nela que as alternativas se dividem. A banca explora a inversão dos conceitos — oferece características benignas (margens lisas, calcificação central, tamanho pequeno) como se fossem malignas, e a única opção que descreve um sinal verdadeiramente maligno é a correta.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A localização do nódulo (por exemplo, lobo superior vs. inferior) não é uma característica confiável para distinguir malignidade de benignidade. Embora alguns estudos sugiram leve predileção de certos tumores por lobos superiores, a localização isolada tem baixo valor preditivo e não é considerada um sinal de malignidade na avaliação de NPS. O que importa são características morfológicas (bordas, calcificação, tamanho) e a evolução temporal.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Margens lisas e bem definidas são características de benignidade, não de malignidade. Tumores benignos, como hamartomas e granulomas, tendem a apresentar margens distintas e lisas, enquanto tumores malignos frequentemente têm margens irregulares ou espiculadas. A alternativa inverte o conceito: margens lisas são um sinal de tranquilidade, não de suspeita.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A calcificação central densa é um padrão de calcificação benigno. Os padrões de calcificação associados a benignidade são: central, em pipoca, difuso e laminado (casca de cebola). Em contrapartida, calcificações excêntricas (assimétricas) ou pontilhadas são mais provavelmente malignas. Portanto, a calcificação central densa é um marcador de benignidade, não de malignidade.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Bordas espiculadas são a característica mais fortemente associada à malignidade em um nódulo pulmonar. As espículas representam infiltração tumoral no parênquima adjacente, criando margens irregulares com projeções lineares. Essa morfologia é classicamente descrita em adenocarcinomas de pulmão e é um dos principais critérios de suspeição na avaliação de NPS por TC. A literatura é clara: tumores malignos frequentemente têm margens irregulares ou espiculadas, enquanto tumores benignos tendem a apresentar margens distintas e lisas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Nódulos menores que 5 mm têm probabilidade muito baixa de malignidade. Lesões de 4 a 7 mm em pacientes sem história prévia de câncer têm probabilidade de 0,9% de serem malignas. O tamanho pequeno é, portanto, um fator que diminui o risco de malignidade, não que o aumenta. A alternativa inverte a relação: tamanho pequeno é um sinal de benignidade, não de malignidade.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter os sinais de benignidade e malignidade no nódulo pulmonar. Aqui, as alternativas B, C e E descrevem características benignas (margens lisas, calcificação central, tamanho pequeno) como se fossem malignas, e a alternativa A (localização) é um fator sem valor preditivo. A única opção que descreve um sinal verdadeiramente maligno é a D (bordas espiculadas). Memorize os pares: benigno = margens lisas, calcificação central/em pipoca/difusa/laminada, tamanho pequeno, estabilidade > 2 anos; maligno = margens espiculadas, calcificação excêntrica/pontilhada, tamanho > 2 cm, crescimento. Com treino, você enxerga essas inversões de longe 💪

PEGA ESSA DICA!

Para questões de nódulo pulmonar, monte uma tabela mental de dois lados: de um lado, os sinais de benignidade (margens lisas, calcificação central/em pipoca/difusa/laminada, tamanho < 8 mm, estabilidade > 2 anos); do outro, os sinais de malignidade (margens espiculadas, calcificação excêntrica/pontilhada, tamanho > 2 cm, crescimento). A banca quase sempre cobra a inversão desses conceitos — identifique o padrão e elimine as alternativas que descrevem características benignas como malignas.

Gabarito: letra D

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