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Questão de Medicina — Doenças Infecto-Parasitárias — Quadrix 2025

MedicinaDoenças Infecto-Parasitárias
Código
qg602129
Banca
Quadrix
Órgão
FMJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Especialidades com Acesso Direto
Um homem de 45 anos de idade, diabético tipo 2, auxiliar de enfermagem, realizou teste tuberculínico (PPD), cujo resultado foi 7mm. A radiografia de tórax resultou normal, e ele não referiu tosse, febre ou perda ponderal não intencional.Com base nesse caso clínico hipotético e de acordo com as orientações do Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, a conduta terapêutica adequada para esse paciente é
  1. Aprescrever rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol (60 doses), seguida de rifampicina e isoniazida (120 doses).
  2. Bobservar o surgimento de sintomas como tosse, e solicitar baciloscopia de escarro.
  3. Cprescrever pirazinamida dose diária (120 doses), a ser aplicada por um período entre 4 e 6 meses.
  4. Dprescrever isoniazida e rifapentina dose semanal (12 doses), em até 15 semanas.
  5. Eprescrever rifampicina dose diária (60 doses) entre 2 a 3 meses.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — prescrever isoniazida e rifapentina dose semanal (12 doses), em até 15 semanas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tuberculose: Tratamento da Infecção Latente (ILTB) em Profissional de Saúde

Gabarito: letra D. O paciente é um profissional de saúde com PPD de 7 mm, sem sintomas e com radiografia de tórax normal — quadro clássico de infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB), não de doença ativa. Para adultos com ILTB, o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil preconiza, entre as opções, o esquema de isoniazida e rifapentina em dose semanal por 12 semanas (3 meses), que corresponde a 12 doses. A alternativa D espelha exatamente essa conduta.

A infecção latente é o estado em que a pessoa já teve contato com o bacilo e desenvolveu resposta imune (PPD reator), mas não apresenta a doença ativa — não há sintomas, e a radiografia de tórax é normal. O tratamento da ILTB (também chamado de quimioprofilaxia ou tratamento preventivo) tem como objetivo impedir que a infecção evolua para tuberculose doença, especialmente em grupos de maior risco, como os profissionais de saúde, que têm maior exposição ocupacional.

O Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, do Ministério da Saúde, define que o PPD é considerado reator quando a enduração é ≥ 5 mm em grupos específicos (como pessoas vivendo com HIV, contatos de casos de TB, profissionais de saúde) e ≥ 10 mm nos demais. No caso, o paciente é auxiliar de enfermagem (profissional de saúde) e tem PPD de 7 mm — portanto, é reator e candidato ao tratamento da ILTB, desde que afastada a doença ativa, o que foi feito pela radiografia normal e ausência de sintomas.

Os esquemas de tratamento da ILTB recomendados no Brasil incluem: isoniazida por 6 a 9 meses (180 a 270 doses); rifampicina por 4 meses (120 doses); e o esquema de isoniazida e rifapentina em dose semanal por 3 meses (12 doses). A escolha entre eles considera fatores como adesão, interações medicamentosas e disponibilidade. No caso apresentado, a alternativa D traz exatamente o esquema de isoniazida e rifapentina semanal por 12 semanas, que é uma opção válida e cada vez mais utilizada por ser mais curta.

A pegadinha central desta questão é confundir o tratamento da ILTB com o tratamento da tuberculose doença ativa. O esquema RHZE (rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol) por 2 meses seguido de RH por 4 meses — que aparece na alternativa A — é o tratamento da doença ativa, não da infecção latente. O paciente do enunciado não tem doença ativa (não tosse, não tem febre, radiografia normal), então não se trata com esquema de doença. A banca explora exatamente essa confusão entre os dois cenários clínicos.

Guarde a fronteira que decide esta questão: ILTB = PPD reator + sem sintomas + radiografia normal → tratamento preventivo (isoniazida, rifampicina ou isoniazida+rifapentina); TB doença = sintomas + radiografia alterada e/ou baciloscopia positiva → esquema RHZE/RH. É nessa linha divisória que as alternativas se separam.

ILTB (PPD reator + sem sintomas + RX normal)
  • 1Tratamento preventivo
    • Isoniazida (6–9 meses)
    • Rifampicina (4 meses)
    • Isoniazida + rifapentina (3 meses, 12 doses)
  • 2Não tratar como TB ativa
    • RHZE/RH (esquema da doença)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Este é o esquema de tratamento da tuberculose doença ativa (fase intensiva com RHZE por 2 meses, seguida de fase de manutenção com RH por 4 meses), não da infecção latente. O paciente não tem doença ativa — não há sintomas e a radiografia é normal —, portanto não há indicação de tratar com esquema de doença. A banca troca o tratamento da ILTB pelo da TB ativa, uma confusão clássica.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A conduta de apenas observar o surgimento de sintomas e solicitar baciloscopia é inadequada. O paciente já tem PPD reator (7 mm, profissional de saúde) e é candidato ao tratamento da ILTB. A conduta expectante seria aceitável apenas se o PPD fosse não reator ou se houvesse dúvida quanto à indicação de tratar. Como a ILTB está caracterizada, a conduta correta é tratar preventivamente, não apenas observar.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Pirazinamida não é utilizada isoladamente no tratamento da ILTB. A pirazinamida é um fármaco da fase intensiva do tratamento da TB doença ativa (esquema RHZE). Não há recomendação de uso de pirazinamida isolada para infecção latente. A alternativa mistura fármacos de esquemas diferentes, criando um esquema inexistente.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O esquema de isoniazida e rifapentina em dose semanal por 12 semanas (3 meses) é uma das opções recomendadas para o tratamento da ILTB em adultos, conforme o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil. O paciente, profissional de saúde com PPD reator e sem doença ativa, é candidato ao tratamento preventivo, e este esquema é válido. As 12 doses semanais correspondem exatamente às 12 semanas de tratamento.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Rifampicina isolada por 2 a 3 meses (60 doses) não é o esquema padrão recomendado. Embora a rifampicina isolada por 4 meses (120 doses) seja uma opção para ILTB, o esquema de 2 a 3 meses não é o preconizado. A alternativa apresenta um esquema incompleto e com duração incorreta, que não corresponde a nenhuma recomendação oficial.

Gabarito: letra D — isoniazida e rifapentina dose semanal (12 doses), em até 15 semanas.

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