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Questão de Medicina — Pneumologia — Quadrix 2025

MedicinaPneumologia
Código
qg602131
Banca
Quadrix
Órgão
FMJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Especialidades com Acesso Direto
Um paciente de 68 anos de idade, motorista aposentado, relatou que fica acometido por tosse seca matinal e dispneia progressiva atualmente, quando caminha no plano. Era tabagista de 45 maços‑ano. O paciente negou internação hospitalar e exacerbação respiratória nos últimos 12 meses. Ele realizou espirometria com o seguinte resultado: capacidade vital forçada (CVF) com 78% do previsto; volume expiratório forçado no primeiro segundo pós‑BD (VEF1): 48%; relação VEF1/CVF pós‑BD: 64% do previsto; e resposta negativa ao broncodilatador.A partir desse caso clínico hipotético, assinale a opção que apresenta a classificação do DPOC e a conduta terapêutica adequada, conforme as recomendações GOLD 2025.
  1. AGOLD 2 E. Uso inalatório contínuo: umeclidínio + vilanterol + fluticasona
  2. BGOLD 2 B. Uso inalatório contínuo: umeclidínio + vilanterol
  3. CGOLD 2 E. Uso inalatório contínuo: tiotrópio + olodaterol
  4. DGOLD 2 B. Uso inalatório contínuo: formoterol + budesonida
  5. EGOLD 2 B. Uso inalatório contínuo: glicopirrônio + formoterol + budesonida
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GabaritoB — GOLD 2 B. Uso inalatório contínuo: umeclidínio + vilanterol

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

DPOC: Classificação GOLD 2025 e Conduta Terapêutica

Gabarito: letra B. O paciente apresenta VEF1 pós-broncodilatador de 48% do previsto, o que o classifica como GOLD 2 (VEF1 entre 50% e 79% do previsto, conforme a classificação espirométrica da GOLD). Como não houve exacerbações nos últimos 12 meses e a dispneia é apenas ao caminhar no plano (mMRC 2), o grupo é B (poucos sintomas, baixo risco). A conduta inicial recomendada pela GOLD 2025 para o grupo B é o uso contínuo de um broncodilatador de longa duração (LABA ou LAMA), sendo a combinação umeclidínio + vilanterol (LAMA + LABA) uma opção adequada. As demais alternativas ou classificam erroneamente o paciente como grupo E (que exigiria exacerbações frequentes ou internação) ou indicam associações com corticosteroide inalatório (CSI), que não é a primeira escolha para o grupo B.

A DPOC é uma doença respiratória crônica caracterizada por obstrução persistente do fluxo aéreo, geralmente progressiva, associada a uma resposta inflamatória anormal dos pulmões a partículas ou gases nocivos. O diagnóstico é confirmado pela espirometria, que demonstra obstrução ao fluxo aéreo não completamente reversível, definida pela relação VEF1/CVF pós-broncodilatador < 0,7. No caso, o paciente apresenta relação VEF1/CVF de 64%, confirmando o diagnóstico. A classificação da gravidade da DPOC pela GOLD 2025 não se baseia mais apenas no VEF1, mas sim em uma avaliação combinada que considera o nível de sintomas (avaliado pelo mMRC ou CAT) e a história de exacerbações.

A classificação GOLD 2025 divide os pacientes em grupos A, B e E, com base em duas dimensões: sintomas (mMRC ou CAT) e risco de exacerbações. O grupo A inclui pacientes com poucos sintomas (mMRC 0-1 ou CAT < 10) e baixo risco (0-1 exacerbação moderada sem internação). O grupo B inclui pacientes com mais sintomas (mMRC ≥ 2 ou CAT ≥ 10) e baixo risco. O grupo E inclui pacientes com alto risco (≥ 2 exacerbações moderadas ou ≥ 1 exacerbação com internação), independentemente dos sintomas. No caso, o paciente tem mMRC 2 (dispneia ao caminhar no plano) e nenhuma exacerbação nos últimos 12 meses, o que o coloca no grupo B.

A conduta terapêutica inicial para o grupo B é o uso de um broncodilatador de longa duração, podendo ser um LAMA (tiotrópio, umeclidínio, glicopirrônio) ou um LABA (vilanterol, olodaterol, formoterol). A combinação LAMA + LABA é uma opção quando há sintomas persistentes ou limitação importante, como no caso de dispneia progressiva. A associação com corticosteroide inalatório (CSI) é reservada para pacientes do grupo E, especialmente aqueles com eosinofilia sanguínea ≥ 300 células/µL, ou para aqueles com exacerbações frequentes apesar do tratamento broncodilatador. No caso, o paciente não tem indicação de CSI, pois não apresenta exacerbações e não pertence ao grupo E.

A pegadinha da questão está em classificar o paciente como GOLD 2 E, o que seria incorreto, pois o grupo E exige exacerbações frequentes ou internação, o que não ocorre no caso. Além disso, a alternativa que indica formoterol + budesonida (LABA + CSI) é inadequada para o grupo B, pois o CSI não é a primeira escolha nesse grupo. A alternativa com glicopirrônio + formoterol + budesonida (LAMA + LABA + CSI) também é inadequada, pois a tripla terapia é reservada para o grupo E. A alternativa com tiotrópio + olodaterol (LAMA + LABA) é uma opção válida, mas a combinação umeclidínio + vilanterol é igualmente adequada e é a que consta no gabarito.

Guarde a fronteira entre os grupos B e E: é exatamente nela que as alternativas se dividem. O grupo B tem baixo risco de exacerbações (0-1 moderada sem internação) e sintomas mais pronunciados (mMRC ≥ 2 ou CAT ≥ 10), enquanto o grupo E tem alto risco (≥ 2 exacerbações moderadas ou ≥ 1 com internação). A conduta para o grupo B é broncodilatador de longa duração (LAMA ou LABA), enquanto para o grupo E é LAMA + LABA + CSI (se eosinófilos ≥ 300) ou LAMA + LABA.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Classifica o paciente como GOLD 2 E, o que é incorreto, pois o grupo E exige exacerbações frequentes (≥ 2 moderadas) ou internação (≥ 1), o que não ocorre no caso. Além disso, a conduta com umeclidínio + vilanterol + fluticasona (LAMA + LABA + CSI) é reservada para o grupo E, não para o grupo B. O paciente tem baixo risco de exacerbações, portanto não pertence ao grupo E.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Classifica o paciente como GOLD 2 B, o que está correto, pois o VEF1 de 48% do previsto indica GOLD 2 (50-79% do previsto) e a ausência de exacerbações com mMRC 2 indica grupo B. A conduta com umeclidínio + vilanterol (LAMA + LABA) é adequada para o grupo B, pois ambos são broncodilatadores de longa duração, e a combinação é uma opção válida para pacientes com sintomas persistentes.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Classifica o paciente como GOLD 2 E, o que é incorreto, pois o grupo E exige exacerbações frequentes ou internação, o que não ocorre. A conduta com tiotrópio + olodaterol (LAMA + LABA) é uma opção válida para o grupo B, mas a classificação como grupo E é o erro principal. O paciente tem baixo risco de exacerbações, portanto não pertence ao grupo E.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Classifica o paciente como GOLD 2 B, o que está correto, mas a conduta com formoterol + budesonida (LABA + CSI) é inadequada para o grupo B, pois o CSI não é a primeira escolha nesse grupo. O CSI é reservado para o grupo E, especialmente com eosinofilia ≥ 300 células/µL. Para o grupo B, a conduta inicial é broncodilatador de longa duração (LAMA ou LABA), não a associação com CSI.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Classifica o paciente como GOLD 2 B, o que está correto, mas a conduta com glicopirrônio + formoterol + budesonida (LAMA + LABA + CSI) é inadequada para o grupo B, pois a tripla terapia é reservada para o grupo E. O paciente não tem indicação de CSI, pois não apresenta exacerbações frequentes nem eosinofilia elevada. Para o grupo B, a conduta inicial é broncodilatador de longa duração, não a tripla terapia.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de DPOC, memorize a classificação GOLD: grupo A (poucos sintomas, baixo risco), grupo B (mais sintomas, baixo risco) e grupo E (alto risco de exacerbações). A conduta varia: grupo A (broncodilatador de curta duração), grupo B (LAMA ou LABA), grupo E (LAMA + LABA + CSI se eosinófilos ≥ 300). Identifique o grupo pelo mMRC/CAT e pela história de exacerbações, e a conduta seguirá automaticamente.

Gabarito: letra B

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