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O SARS‑CoV‑2 faz parte de uma família de vírus que causam infecções respiratórias, e o novo agente do coronavírus que provoca a doença é chamado de covid‑19. Considerando essa informação, é correto afirmar que o tratamento recomendado para os casos leves deve considerar acompanhamento ambulatorial, monitoramento de sintomas e
Arepouso, hidratação e uso de medicamentos sintomáticos.
Banticoagulação profilática com enoxiparina 40 mg/dia.
Cazitromicina 500 mg/dia durante três dias.
Divermectina 6 mg/dia durante dez dias.
Edexametasona 6 mg/dia endovenosa durante dez dias.
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GabaritoA — repouso, hidratação e uso de medicamentos sintomáticos.
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Tratamento da COVID-19 leve: manejo ambulatorial
Gabarito: letra A. Para casos leves de COVID-19, o tratamento recomendado é o acompanhamento ambulatorial com monitoramento dos sintomas, repouso, hidratação e uso de medicamentos sintomáticos — conduta de suporte, sem necessidade de terapias específicas ou hospitalização. As demais alternativas trazem intervenções indicadas para quadros mais graves ou sem eficácia comprovada, como anticoagulação profilática, antibióticos, ivermectina e corticoides.
A COVID-19, doença causada pelo SARS-CoV-2, apresenta espectro clínico variado, desde infecções assintomáticas até síndrome respiratória aguda grave. A classificação da gravidade é o ponto central para definir a conduta: casos leves são aqueles sem sinais de desconforto respiratório, sem hipóxia e sem necessidade de oxigenoterapia. Para esses pacientes, a abordagem é essencialmente de suporte — o organismo precisa de tempo para montar a resposta imunológica, e o tratamento visa aliviar os sintomas e prevenir complicações.
O repouso e a hidratação são medidas inespecíficas, mas fundamentais: reduzem o consumo de oxigênio, mantêm a volemia e ajudam na recuperação. Os medicamentos sintomáticos — como antitérmicos e analgésicos — controlam febre e dor, que são os sintomas mais comuns. Não há evidência de que antibióticos, antiparasitários ou antivirais específicos tragam benefício nessa fase, e o uso indiscriminado pode causar efeitos adversos e resistência bacteriana.
A distinção crucial é entre o tratamento de suporte (casos leves) e as terapias específicas (casos graves). A anticoagulação profilática, por exemplo, é considerada em pacientes hospitalizados com risco de tromboembolismo, não em ambulatoriais. A dexametasona, corticosteroide, mostrou benefício apenas em pacientes com necessidade de oxigenioterapia, pois modula a resposta inflamatória exacerbada — em casos leves, pode até ser prejudicial. Já a azitromicina, antibiótico, não tem ação antiviral e só se justifica se houver suspeita de coinfecção bacteriana. A ivermectina, antiparasitário, foi amplamente testada, mas sem eficácia comprovada contra o SARS-CoV-2.
A banca explora exatamente essa confusão: o candidato que memorizou os tratamentos "da moda" durante a pandemia pode marcar uma alternativa com medicação específica, esquecendo que o enunciado delimita o cenário — casos leves, acompanhamento ambulatorial. O critério decisivo é a gravidade: leve = suporte; grave = terapias específicas. Guarde essa fronteira, pois é nela que as alternativas se dividem.
Tratamento COVID-19
1Casos leves (ambulatorial)
Repouso
Hidratação
Sintomáticos
Sem terapias específicas
2Casos graves (hospitalar)
Anticoagulação profilática
Dexametasona (se oxigenioterapia)
Antibiótico (só coinfecção)
Ivermectina (sem eficácia)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa descreve com precisão a conduta para casos leves de COVID-19: repouso, hidratação e medicamentos sintomáticos. Essas medidas de suporte são o padrão-ouro para o manejo ambulatorial, pois não há terapia antiviral específica de rotina para essa fase, e o tratamento visa aliviar os sintomas enquanto o sistema imunológico combate o vírus. O acompanhamento ambulatorial com monitoramento dos sintomas é essencial para detectar precocemente qualquer sinal de agravamento.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A anticoagulação profilática com enoxaparina 40 mg/dia é uma medida indicada para pacientes hospitalizados com COVID-19 moderada a grave, especialmente aqueles com fatores de risco para tromboembolismo venoso. Em casos leves, ambulatoriais, não há indicação de anticoagulação profilática, pois o risco de eventos trombóticos é baixo e o benefício não supera o risco de sangramento. A alternativa erra ao aplicar uma conduta hospitalar a um cenário de baixa gravidade.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A azitromicina é um antibiótico macrolídeo, sem atividade antiviral contra o SARS-CoV-2. Seu uso na COVID-19 foi estudado, mas sem benefício comprovado, e a recomendação atual é reservá-lo apenas para casos de suspeita ou confirmação de coinfecção bacteriana. Em casos leves, sem evidência de infecção bacteriana, o uso de antibiótico é desnecessário e contribui para a resistência antimicrobiana. A alternativa erra ao indicar um antibiótico sem indicação.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A ivermectina, antiparasitário, foi amplamente divulgada durante a pandemia como possível tratamento para COVID-19, mas estudos clínicos robustos não demonstraram eficácia na redução de mortalidade, hospitalização ou tempo de recuperação. As principais agências reguladoras e sociedades médicas não recomendam seu uso para COVID-19 fora de ensaios clínicos. A alternativa erra ao apresentar uma medicação sem eficácia comprovada como tratamento recomendado.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A dexametasona 6 mg/dia é um corticosteroide que demonstrou benefício em pacientes com COVID-19 que necessitam de oxigenioterapia ou ventilação mecânica, reduzindo a mortalidade. No entanto, em casos leves, sem hipóxia, o uso de corticoides não é recomendado e pode até ser prejudicial, pois suprime a resposta imunológica necessária para combater o vírus. A alternativa erra ao indicar um tratamento reservado para casos graves em um cenário de doença leve.