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Questão de Medicina — Pneumologia — Quadrix 2025

MedicinaPneumologia
Código
qg602134
Banca
Quadrix
Órgão
FMJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Especialidades com Acesso Direto
Um paciente de 72 anos de idade compareceu à UBS apresentando dispneia para tomar banho e fazer a barba, limitação para atividades diárias e agravamento do padrão de tosse produtiva, com mudança da coloração do escarro. Durante a consulta, o médico observou múltiplas contusões em diferentes estágios de cicatrização nos membros superiores e abrasões no dorso. Após estabelecer vínculo de confiança, o idoso revelou que o seu filho, com quem reside, tem consumido álcool excessivamente e se tornado agressivo, especialmente quando o pai tosse durante a noite. O paciente referiu histórico de tabagismo (50 maços/ ano), duas internações por exacerbação de DPOC no último ano e que o filho frequentemente se apropriava de sua aposentadoria e não permitia que o pai adquirisse as suas medicações regularmente.Considerando esse caso clínico hipotético, que envolve manejo clínico da DPOC e situação de vulnerabilidade por violência, assinale a opção que apresenta a conduta adequada.
  1. Atratar a exacerbação da DPOC com antibioticoterapia oral, utilizar terapia tripla inalatória e reforçar a indicação de cessar o tabagismo. O caso de violência deve ser notificado, acionar a rede de proteção social e articular com CAPS AD para abordagem do filho dependente químico
  2. Bprescrever corticoide oral e antibiótico para a exacerbação da DPOC, orientar o paciente a procurar ajuda de outros familiares e retornar em 30 dias para reavaliação clínica, evitando interferir na dinâmica familiar para não piorar a situação de violência
  3. Cencaminhar o paciente ao pneumologista para a avaliação especializada da DPOC, sugerindo que ele considere mudar‑se para uma instituição de longa permanência para idosos como solução definitiva para o problema de violência
  4. Dinternar o paciente imediatamente para tratar a exacerbação da DPOC e afastá‑lo temporariamente da situação de violência, sem realizar a notificação para que se preserve o vínculo terapêutico com a família
  5. Etratar a DPOC com broncodilatadores de curta ação, orientando o idoso sobre a importância da cessação tabágica, e sugerir que tente dialogar com o filho sobre a situação de violência antes de qualquer intervenção externa
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GabaritoA — tratar a exacerbação da DPOC com antibioticoterapia oral, utilizar terapia tripla inalatória e reforçar a indicação de cessar o tabagismo. O caso de violência deve ser notificado, acionar a rede de proteção social e articular com CAPS AD para abordagem do filho dependente químico

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Manejo da DPOC e Violência contra o Idoso: uma abordagem integrada

Gabarito: letra A. A conduta adequada combina o tratamento da exacerbação da DPOC (antibioticoterapia oral, terapia tripla inalatória e reforço da cessação do tabagismo) com a abordagem da violência: notificação obrigatória, acionamento da rede de proteção social e articulação com o CAPS AD para o filho dependente químico. A alternativa correta é a única que integra o manejo clínico da doença com a proteção integral do idoso, conforme o Estatuto do Idoso e as diretrizes da Política Nacional de Atenção Básica.

O caso clínico apresenta dois problemas interligados: a exacerbação da DPOC e a violência doméstica contra o idoso. O manejo da exacerbação, segundo as diretrizes GOLD e as recomendações da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, envolve o uso de antibióticos quando há critérios (mudança de coloração do escarro, como no caso), broncodilatadores e corticosteroides. A terapia tripla inalatória (LAMA + LABA + CI) é indicada para pacientes com exacerbações frequentes e sintomas significativos, como o paciente do caso, que teve duas internações no último ano. A cessação do tabagismo é a medida mais importante para modificar a progressão da doença.

A violência contra o idoso é um problema de saúde pública com notificação compulsória. O Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003) estabelece que a violência contra o idoso deve ser notificada aos órgãos competentes, como o Conselho do Idoso, o Ministério Público e a autoridade policial. A notificação é obrigatória para os profissionais de saúde, conforme a Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violências. Além disso, a abordagem deve ser multiprofissional e intersetorial, acionando a rede de proteção social (CRAS, CREAS, Conselho do Idoso) e, no caso de dependência química do agressor, o CAPS AD (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas).

A conduta correta não se limita ao tratamento da doença, mas também à proteção do idoso. A alternativa A é a única que contempla todos os aspectos: tratamento adequado da exacerbação, notificação da violência, acionamento da rede de proteção e articulação com o CAPS AD. As demais alternativas apresentam condutas inadequadas, como não notificar a violência, encaminhar para instituição de longa permanência sem avaliação, internar sem notificar, ou apenas orientar o diálogo sem intervenção externa.

A pegadinha da questão está em separar o manejo clínico da DPOC da abordagem da violência. O candidato pode focar apenas no tratamento da doença e esquecer a obrigatoriedade da notificação, ou focar apenas na violência e negligenciar o tratamento da exacerbação. A alternativa correta integra ambos os aspectos, demonstrando a abordagem holística que o médico da família deve ter.

Conduta correta (gabarito A)
  • 1Manejo da DPOC
    • Antibioticoterapia oral (escarro com mudança de cor)
    • Terapia tripla inalatória (LAMA + LABA + CI)
    • Reforço da cessação do tabagismo
  • 2Abordagem da violência
    • Notificação compulsória (Estatuto do Idoso)
    • Acionar rede de proteção social (CRAS/CREAS/Conselho)
    • Articular com CAPS AD (filho dependente químico)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa A está correta porque aborda de forma completa e adequada os dois problemas do paciente. O tratamento da exacerbação da DPOC com antibioticoterapia oral é indicado, pois o paciente apresenta mudança na coloração do escarro, critério para uso de antibiótico. A terapia tripla inalatória (LAMA + LABA + CI) é recomendada para pacientes com exacerbações frequentes, como o caso (duas internações no último ano). O reforço da cessação do tabagismo é fundamental, pois é a medida mais eficaz para modificar a progressão da doença. Além disso, a notificação da violência é obrigatória, o acionamento da rede de proteção social é essencial para garantir a segurança do idoso, e a articulação com o CAPS AD é adequada para abordar o filho dependente químico, que é o agressor.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa B está incorreta porque, embora prescreva corticoide oral e antibiótico para a exacerbação, ela orienta o paciente a procurar ajuda de outros familiares e retornar em 30 dias, evitando interferir na dinâmica familiar. Essa conduta é inadequada porque a violência contra o idoso é um crime e deve ser notificada, não se pode simplesmente evitar interferir na dinâmica familiar. Além disso, o retorno em 30 dias pode ser tardio, considerando a gravidade da situação. A conduta correta é notificar a violência e acionar a rede de proteção, não apenas orientar o paciente a buscar ajuda de familiares.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C está incorreta porque sugere encaminhar o paciente ao pneumologista para avaliação especializada da DPOC, o que é adequado, mas propõe a mudança para uma instituição de longa permanência como solução definitiva para o problema de violência. Essa conduta é inadequada porque a institucionalização não é a primeira opção e deve ser avaliada caso a caso, com a participação do idoso e da rede de proteção. Além disso, a violência deve ser notificada, e a solução definitiva não é simplesmente mudar o idoso de local, mas sim abordar a situação de violência de forma integral.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D está incorreta porque, embora interne o paciente para tratar a exacerbação da DPOC e afastá-lo temporariamente da violência, ela não realiza a notificação para preservar o vínculo terapêutico com a família. Essa conduta é inadequada porque a notificação da violência é obrigatória e não pode ser omitida. Além disso, a internação pode ser necessária em casos graves, mas não deve ser usada como única medida para afastar o idoso da violência, sem acionar a rede de proteção.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E está incorreta porque trata a DPOC apenas com broncodilatadores de curta ação, o que é insuficiente para o caso, que apresenta exacerbação com critérios para antibiótico e necessidade de terapia tripla inalatória. Além disso, sugere que o idoso tente dialogar com o filho sobre a situação de violência antes de qualquer intervenção externa, o que é inadequado, pois a violência deve ser notificada e a rede de proteção acionada, não se pode deixar a resolução do problema a cargo do idoso, que está em situação de vulnerabilidade.

Gabarito: letra A

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