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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — Quadrix 2025

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
qg602138
Banca
Quadrix
Órgão
FMJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Especialidades com Acesso Direto
Novas infecções vêm fazendo parte, de forma endêmica ou epidêmica, do dia a dia das gestantes e das puérperas, dentre elas, a covid‑19. Com relação às gestantes e às puérperas, segundo dados de 2023 do boletim do Observatório Obstétrico Brasileiro covid‑19 (OOBr covid‑19), no Brasil já houve 25.163 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) confirmados por covid‑19 e 2.000 óbitos. Houve redução de 462 óbitos maternos em 2020 para 75 óbitos em 2022. Com base nessas informações, bem como em relação à covid‑19 e à gestação, assinale a opção correta.
  1. AOs principais sintomas da covid‑19 na gestação são tosse produtiva e dor abdominal.
  2. BA vacina AstraZeneca/Fiocruz é atualmente recomendada para as gestantes.
  3. CAs vacinas de vírus inativado, ou com mRNA, podem ser administradas a qualquer momento na gravidez.
  4. DAs gestantes no primeiro trimestre têm maior risco de desenvolver doença grave, em relação ao terceiro trimestre.
  5. EAs comorbidades pré‑gestação não aumentam o risco para hospitalização.
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GabaritoC — As vacinas de vírus inativado, ou com mRNA, podem ser administradas a qualquer momento na gravidez.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Covid-19 na Gestação: Vacinação e Fatores de Risco

Gabarito: letra C. As vacinas de vírus inativado ou com mRNA podem ser administradas em qualquer momento da gravidez, pois não contêm vírus vivo e, portanto, não apresentam risco teórico de infecção fetal. Essa recomendação é amplamente aceita por órgãos de saúde, incluindo o Ministério da Saúde e a Febrasgo, e é a única alternativa que reflete corretamente a conduta atual para imunização de gestantes contra a covid-19.

A covid-19, causada pelo SARS-CoV-2, tornou-se uma preocupação adicional no pré-natal devido às alterações fisiológicas da gestação. O aumento da necessidade de oxigênio, a diminuição da capacidade pulmonar e as modificações no sistema imune tornam as gestantes mais suscetíveis a infecções respiratórias graves. No entanto, é importante destacar que a maioria das gestantes infectadas apresenta sintomas leves ou é assintomática, evoluindo como um quadro gripal comum. O risco de complicações graves, como SRAG, internação em UTI e óbito, é maior em gestantes com fatores de risco específicos, como idade avançada, obesidade, diabetes e comorbidades pré-existentes.

A vacinação é a principal medida de prevenção. As vacinas disponíveis no Brasil contra a covid-19 são de plataformas diferentes: as de vírus inativado (CoronaVac) e as de mRNA (Pfizer/BioNTech). Ambas são seguras e recomendadas para gestantes, em qualquer trimestre da gestação, pois não utilizam vírus vivo atenuado, eliminando o risco de doença vacinal. A vacina da AstraZeneca/Fiocruz, por ser de vetor viral (adenovírus), não é recomendada para gestantes, pois há falta de dados robustos de segurança nessa população específica, embora não haja evidência de dano. Essa distinção é crucial e frequentemente cobrada em provas.

O risco de doença grave por covid-19 aumenta com o avançar da gestação. Gestantes no terceiro trimestre têm maior risco de desenvolver formas graves da doença, necessidade de UTI e ventilação mecânica, em comparação com o primeiro trimestre. Isso se deve, em parte, ao aumento da carga viral e às alterações respiratórias e imunológicas mais acentuadas no final da gestação. Além disso, a presença de comorbidades pré-gestacionais, como diabetes, obesidade e hipertensão, é um fator de risco independente para hospitalização e desfechos adversos, não sendo correto afirmar que não aumentam o risco.

Os sintomas da covid-19 na gestação são semelhantes aos da população geral, incluindo tosse seca, febre, fadiga, mialgia, cefaleia e, em alguns casos, sintomas gastrointestinais como diarreia e dor abdominal. A tosse produtiva e a dor abdominal não são os principais sintomas, sendo mais comuns a tosse seca e a febre. A banca explora a confusão entre os sintomas típicos da covid-19 e os de outras infecções respiratórias ou gastrointestinais.

A questão exige conhecimento atualizado sobre a conduta em relação à vacinação e aos fatores de risco na gestação. A alternativa correta é a que afirma a segurança das vacinas de vírus inativado ou mRNA em qualquer momento da gravidez, o que está alinhado com as recomendações do Ministério da Saúde e da Febrasgo. As demais alternativas apresentam informações incorretas ou incompletas, que serão detalhadas a seguir.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Os principais sintomas da covid-19 na gestação não são tosse produtiva e dor abdominal. O quadro clínico típico é semelhante ao da população geral, com tosse seca, febre, fadiga, mialgia e cefaleia. A tosse produtiva é mais característica de outras infecções respiratórias bacterianas, e a dor abdominal pode ocorrer, mas não é um sintoma principal. A banca troca os sintomas mais comuns por outros menos específicos, tentando confundir o candidato.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A vacina AstraZeneca/Fiocruz, por ser de vetor viral (adenovírus), não é atualmente recomendada para gestantes. A recomendação do Ministério da Saúde é priorizar vacinas de vírus inativado ou mRNA para essa população, devido à maior segurança e aos dados disponíveis. A banca explora a confusão entre as plataformas vacinais, pois a AstraZeneca é amplamente utilizada na população geral, mas não é a primeira escolha para gestantes.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

As vacinas de vírus inativado (CoronaVac) ou com mRNA (Pfizer/BioNTech) podem ser administradas a qualquer momento na gravidez. Essas plataformas não utilizam vírus vivo, portanto não há risco teórico de infecção fetal. A recomendação é que a gestante seja vacinada independentemente do trimestre gestacional, pois os benefícios da proteção contra a covid-19 superam os riscos potenciais. Essa é a conduta preconizada pelo Ministério da Saúde e pela Febrasgo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

As gestantes no terceiro trimestre têm maior risco de desenvolver doença grave por covid-19, não no primeiro trimestre. O risco de complicações, como SRAG, internação em UTI e necessidade de ventilação mecânica, aumenta com o avançar da gestação. A banca inverte a relação entre o trimestre gestacional e o risco de doença grave, uma pegadinha clássica.

Alternativa E — ❌ Incorreta

As comorbidades pré-gestação, como diabetes, obesidade e hipertensão, aumentam sim o risco de hospitalização e desfechos adversos em gestantes com covid-19. Esses fatores de risco são bem estabelecidos na literatura e são considerados na avaliação de risco e na conduta clínica. A banca nega uma relação que é amplamente reconhecida, tentando confundir o candidato.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre as plataformas vacinais e o risco gestacional. A vacina de vetor viral (AstraZeneca) não é recomendada para gestantes, enquanto as de vírus inativado e mRNA são seguras em qualquer trimestre. Além disso, o risco de doença grave aumenta com o avançar da gestação, não diminui. Fique atento a essas inversões.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre vacinação na gestação, lembre-se: vacinas com vírus vivo atenuado são contraindicadas, enquanto as de vírus inativado, mRNA ou de subunidade são seguras. No caso da covid-19, a AstraZeneca (vetor viral) não é recomendada para gestantes, mas CoronaVac e Pfizer são. Essa distinção é a chave para acertar a questão.

Gabarito: letra C

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