Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — Quadrix 2025
Medicina›Cardiologia e Alterações Vasculares
Código
qg602145
Banca
Quadrix
Órgão
FMJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Especialidades com Acesso Direto
Um homem de 53 anos de idade era acometido por asma desde a infância e relata hipertensão há 10 anos. Na última prescrição, constavam os medicamentos anti‑hipertensivos de uso contínuo: hidroclorotiazida 25 mg uma vez por dia; losartana 50 mg duas vezes por dia; e anlodipina 2,5 mg uma vez por dia. A pressão arterial aferida por automonitoramento nos últimos três meses apresentava diversos valores acima de 140 x 90 mmHg, e, durante a consulta, a pressão arterial aferida foi de 155 x 95 mmHg. O médico orientou e repactuou a intensificação na mudança do estilo de vida e certificou‑se de que as medicações prescritas têm sido utilizadas adequadamente.Com base nesse caso clínico hipotético e em relação ao ajuste medicamentoso, a assinale a opção que apresenta a conduta adequada para o manejo da hipertensão.
Aacrescentar espironolactona 25 mg uma vez por dia
Baumentar a dose da anlodipina para até 10 mg uma vez por dia
Cacrescentar atenolol 50 mg duas vezes por dia
Dacrescentar enalapril 20 mg uma vez por dia
Eacrescentar metildopa 250 mg duas vezes por dia
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoB — aumentar a dose da anlodipina para até 10 mg uma vez por dia
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Manejo da hipertensão arterial: ajuste medicamentoso
Gabarito: letra B. O paciente está em uso de três classes anti-hipertensivas (diurético tiazídico, BRA e BCC) em doses subótimas, com PA não controlada. A conduta adequada é otimizar as doses até as máximas toleradas antes de adicionar nova classe — no caso, aumentar a anlodipina de 2,5 mg para até 10 mg/dia, conforme as diretrizes de hipertensão arterial.
O caso descreve um paciente com hipertensão arterial não controlada (PA 155x95 mmHg) apesar do uso de três medicamentos: hidroclorotiazida 25 mg/dia, losartana 100 mg/dia e anlodipina 2,5 mg/dia. A anlodipina está em dose subterapêutica — a faixa usual varia de 2,5 a 10 mg/dia. Antes de acrescentar um quarto fármaco, a recomendação é ajustar as doses dos medicamentos atuais até as máximas preconizadas e toleradas. A diretriz brasileira de 2025 é clara: "Caso a meta de PA não seja alcançada com dois medicamentos, ajustes de doses até as máximas preconizadas e toleradas deverão ser utilizados de acordo com as particularidades de cada paciente. Na sequência, outras classes de medicamentos anti-hipertensivos deverão ser acrescentadas até ser alcançado o controle da PA". Portanto, a primeira medida é aumentar a dose da anlodipina, que está muito abaixo da dose máxima.
A espironolactona é a quarta opção medicamentosa, mas somente após a otimização das doses das três classes já em uso. O atenolol é um betabloqueador, que não é primeira escolha em hipertensão sem comorbidade específica (como pós-IAM, angina ou IC com FE reduzida). O enalapril é um IECA, e a associação de IECA com BRA é contraindicada. A metildopa é um simpatolítico de ação central, reservado para situações especiais como hipertensão na gestação.
A pegadinha da questão está em oferecer opções de "acrescentar" medicamentos quando o correto é "otimizar" a dose de um fármaco já prescrito. O candidato deve reconhecer que a anlodipina em dose baixa (2,5 mg) é o ponto de ajuste, e não a introdução de uma quarta droga.
Hipertensão não controlada (3 classes em uso): Conduta: otimizar doses atuais (Aumentar anlodipina (2,5 → 10 mg/dia), Antes de acrescentar 4ª classe); Espironolactona (Só após otimização (4ª opção)); Atenolol (betabloqueador) (Sem comorbidade específica); Enalapril (IECA) (IECA + BRA contraindicado); Metildopa (Reservada à gestação)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A espironolactona é a quarta opção medicamentosa na hipertensão resistente, mas somente após a otimização das doses das três classes já em uso. Como a anlodipina está em dose subterapêutica, a conduta correta é aumentar sua dose antes de considerar a espironolactona.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A anlodipina está em dose baixa (2,5 mg/dia), muito abaixo da dose máxima de 10 mg/dia. A diretriz recomenda ajustar as doses até as máximas toleradas antes de acrescentar nova classe. Aumentar a dose da anlodipina é a conduta adequada para otimizar o tratamento atual.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O atenolol é um betabloqueador, que não é primeira escolha em hipertensão sem comorbidade específica (pós-IAM, angina, IC com FE reduzida). Além disso, acrescentar um quarto fármaco sem otimizar as doses atuais contraria a recomendação de ajuste de doses.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O enalapril é um IECA, e a associação de IECA com BRA (losartana) é contraindicada por promover aumento de efeitos adversos sem redução de desfechos. Além disso, a conduta correta é otimizar a dose da anlodipina, não acrescentar nova classe.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A metildopa é um simpatolítico de ação central, reservado para situações especiais como hipertensão na gestação. Não é a conduta adequada neste caso, em que a otimização da dose da anlodipina é o passo correto.