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Questão de Medicina — Pneumologia — Quadrix 2025

MedicinaPneumologia
Código
qg602146
Banca
Quadrix
Órgão
FMJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Especialidades com Acesso Direto
Um homem de 55 anos de idade era tabagista já há 40 anos. Durante a consulta, ele manifestou desejo em parar de fumar, porém não referiu tentativas anteriores. Nos últimos 10 anos, tem fumado 30 cigarros por dia. O homem afirmou que fuma o primeiro cigarro imediatamente após acordar. Ele referiu que fuma mais frequentemente pela manhã e que tinha dificuldade para deixar de fumar o primeiro cigarro matinal. Além disso, ele citou que não considerava difícil evitar fumar em locais proibidos e que, quando estava doente, não fumava.Com base nesse caso clínico hipotético e utilizando a escala de Fagerstron, que avalia o grau de dependência química à nicotina, é correto afirmar que a pontuação e a classificação da dependência referente a esse paciente é
  1. A7 pontos, dependência BAIXA.
  2. B7 pontos, dependência ELEVADA.
  3. C7 pontos, dependência MODERADA.
  4. D8 pontos, dependência ELEVADA.
  5. E9 pontos, dependência MUITO ELEVADA.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — 7 pontos, dependência ELEVADA.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Escala de Fagerström: avaliação da dependência à nicotina

Gabarito: letra B. O paciente pontua 7 na escala de Fagerström, o que o classifica com dependência ELEVADA (6–7 pontos). A pontuação é obtida somando-se os escores de cada uma das seis perguntas: 3 (primeiro cigarro em até 5 minutos após acordar) + 0 (não acha difícil evitar fumar em locais proibidos) + 1 (primeiro cigarro da manhã é o que traz mais satisfação) + 2 (fuma 21–30 cigarros/dia) + 1 (fuma mais frequentemente pela manhã) + 0 (não fuma quando doente).

A escala de Fagerström é o instrumento mais utilizado na prática clínica para quantificar o grau de dependência física à nicotina. Ela é composta por seis perguntas objetivas, cada uma com pontuação própria, e o escore total varia de 0 a 10. A classificação da dependência é feita por faixas: 0–2 pontos = dependência muito baixa; 3–4 = baixa; 5 = média; 6–7 = elevada; 8–10 = muito elevada. O ponto de corte clínico relevante é o escore acima de 6 pontos, que indica maior probabilidade de sintomas desconfortáveis da síndrome de abstinência durante a tentativa de parar de fumar — informação essencial para o médico decidir a estratégia terapêutica, incluindo a indicação de reposição de nicotina ou outras medicações.

A pontuação de cada pergunta segue uma lógica que reflete a intensidade da dependência. A pergunta 1 (tempo até o primeiro cigarro após acordar) é a que mais pesa: fumar nos primeiros 5 minutos vale 3 pontos; de 6 a 30 minutos, 2 pontos; de 31 a 60 minutos, 1 ponto; e mais de 60 minutos, 0 pontos. Quanto mais precoce o primeiro cigarro, maior a dependência, pois indica que o organismo já sente necessidade da nicotina durante a noite. A pergunta 4 (quantidade de cigarros por dia) também tem peso importante: menos de 10 cigarros = 0; 11–20 = 1; 21–30 = 2; mais de 31 = 3. As demais perguntas (dificuldade de não fumar em locais proibidos, cigarro mais satisfatório, fumar mais pela manhã, fumar mesmo doente) valem 1 ponto cada quando a resposta é afirmativa.

No caso apresentado, a aplicação da escala é direta. O paciente fuma o primeiro cigarro imediatamente após acordar, o que corresponde à opção "nos primeiros 5 minutos" — 3 pontos. Ele não considera difícil evitar fumar em locais proibidos — 0 pontos. O primeiro cigarro da manhã é o que traz mais satisfação — 1 ponto. Fuma 30 cigarros por dia, o que se enquadra na faixa de 21–30 — 2 pontos. Fuma mais frequentemente pela manhã — 1 ponto. E, quando doente, não fuma — 0 pontos. Somando: 3 + 0 + 1 + 2 + 1 + 0 = 7 pontos, o que corresponde a dependência elevada.

A pegadinha desta questão está em dois pontos. Primeiro, o candidato pode se confundir com a faixa de classificação: 7 pontos não é dependência moderada nem muito elevada — é elevada. Segundo, é preciso atenção à pergunta 6: o paciente afirmou que "quando estava doente, não fumava", o que dá 0 ponto, e não 1. Se o candidato marcar 1 ponto nessa pergunta, o total seria 8, caindo na alternativa D (muito elevada) — um erro clássico de leitura desatenta do enunciado.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a leitura apressada da pergunta 6. O enunciado diz claramente que o paciente "não fumava" quando doente — isso vale 0 ponto, não 1. Quem marca 1 ponto nessa pergunta soma 8 e cai na alternativa D (muito elevada). Outra armadilha é a classificação: 7 pontos é dependência ELEVADA (faixa 6–7), não moderada (5) nem muito elevada (8–10).

Alternativa A — ❌ Incorreta

A pontuação de 7 pontos está correta, mas a classificação está errada. Dependência BAIXA corresponde à faixa de 3–4 pontos, não a 7. O erro está na classificação, que subestima o grau de dependência do paciente.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A pontuação de 7 pontos está correta e a classificação de dependência ELEVADA também. A faixa de 6–7 pontos corresponde exatamente a dependência elevada, conforme a escala de Fagerström. O somatório das seis perguntas (3 + 0 + 1 + 2 + 1 + 0) confirma o resultado.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A pontuação de 7 pontos está correta, mas a classificação de dependência MODERADA está errada. A dependência moderada (ou média) corresponde a 5 pontos, não a 7. O paciente está na faixa seguinte, de dependência elevada.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A pontuação de 8 pontos está errada. Para chegar a 8, seria necessário pontuar 1 na pergunta 6 (fumar mesmo doente), mas o paciente afirmou que não fuma quando doente — portanto, 0 ponto. A classificação de dependência ELEVADA também não corresponderia a 8 pontos, que se enquadra em muito elevada (8–10).

Alternativa E — ❌ Incorreta

A pontuação de 9 pontos está errada, pois o somatório correto é 7. A classificação de dependência MUITO ELEVADA corresponde à faixa de 8–10 pontos, que não se aplica a este paciente. O erro está tanto na pontuação quanto na classificação.

Gabarito: letra B

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