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Questão de Medicina — Neurologia — Quadrix 2025

MedicinaNeurologia
Código
qg602155
Banca
Quadrix
Órgão
FMJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Especialidades com Acesso Direto
Acerca do transtorno do espectro autista (TEA), é correto afirmar que
  1. Aa prevalência do TEA é em torno de 10% da população mundial, com maior prevalência no sexo feminino.
  2. Bos sinais de alerta no primeiro ano de vida incluem anormalidades no controle motor, atraso no desenvolvimento motor, sensibilidade diminuída a recompensas sociais, baixo contato visual e pouca resposta ao chamado pelo nome.
  3. CO M‑CHAT‑R/F (Modified Checklist for Autism in Toddlers) é um questionário de triagem que deve ser respondido pelos pais ou pelos cuidadores de crianças entre 6 e 12 meses de vida, em uma consulta de puericultura.
  4. DRaramente indivíduos com TEA apresentam disfunções no processamento sensorial.
  5. EPara o diagnóstico, é imprescindível a realização de ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — os sinais de alerta no primeiro ano de vida incluem anormalidades no controle motor, atraso no desenvolvimento motor, sensibilidade diminuída a recompensas sociais, baixo contato visual e pouca resposta ao chamado pelo nome.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Transtorno do Espectro Autista (TEA) – Sinais de Alerta e Diagnóstico

Gabarito: letra B. A alternativa B está correta porque descreve com precisão os sinais de alerta para TEA no primeiro ano de vida, incluindo anormalidades no controle motor, atraso no desenvolvimento motor, sensibilidade diminuída a recompensas sociais, baixo contato visual e pouca resposta ao chamado pelo nome. Esses sinais são amplamente reconhecidos na literatura médica e em diretrizes de triagem precoce, como as da Academia Americana de Pediatria.

O transtorno do espectro autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por déficits persistentes na comunicação e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Os sinais precoces podem ser identificados já nos primeiros meses de vida, e o diagnóstico confiável é possível por volta dos 2 anos de idade. A identificação precoce é crucial para o início de intervenções comportamentais intensivas, que melhoram significativamente o prognóstico.

A prevalência do TEA é estimada em cerca de 1,5% da população mundial, com uma relação de 4:1 entre meninos e meninas. Essa diferença de gênero é atribuída a fatores genéticos e hormonais, mas também à maior capacidade de meninas de camuflar sintomas, o que leva a um subdiagnóstico. Os sinais de alerta no primeiro ano de vida incluem: baixo contato visual, pouca resposta ao chamado pelo nome, atraso no desenvolvimento motor, anormalidades no controle motor, sensibilidade diminuída a recompensas sociais, movimentos estereotipados, comportamentos autolesivos e reações emocionais extremas.

O diagnóstico do TEA é essencialmente clínico, baseado em critérios do DSM-5 e em avaliação multidisciplinar. Não há necessidade de exames de imagem ou eletroencefalograma para o diagnóstico, embora possam ser solicitados para investigar comorbidades ou causas orgânicas quando indicado. Instrumentos como o M-CHAT-R/F são utilizados para triagem, mas devem ser aplicados na faixa etária correta e não substituem a avaliação diagnóstica completa.

A alternativa B é a única que apresenta corretamente os sinais de alerta, enquanto as demais contêm erros conceituais ou de dados. Vamos analisar cada uma.

1Sinais de alerta (1º ano)
Baixo contato visual
Pouca resposta ao chamado
Atraso motor
Sensibilidade diminuída a recompensas sociais
2Prevalência
~1,5% da população
4:1 (meninos:meninas)
3Diagnóstico
Clínico (DSM-5)
Sem necessidade de imagem/EEG
4Triagem
M-CHAT-R/F: 16 a 30 meses
TEA
LEVELsoulevel.com.br
TEA: Sinais de alerta (1º ano) (Baixo contato visual, Pouca resposta ao chamado, Atraso motor, Sensibilidade diminuída a recompensas sociais); Prevalência (~1,5% da população, 4:1 (meninos:meninas)); Diagnóstico (Clínico (DSM-5), Sem necessidade de imagem/EEG); Triagem (M-CHAT-R/F: 16 a 30 meses)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A prevalência do TEA é de aproximadamente 1,5% da população mundial, e não 10%. Além disso, a prevalência é maior no sexo masculino, com uma relação de 4:1 entre meninos e meninas. A alternativa inverte ambos os dados: superestima a prevalência e afirma maior prevalência no sexo feminino, o que contraria a literatura.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa descreve corretamente os sinais de alerta no primeiro ano de vida, incluindo anormalidades no controle motor, atraso no desenvolvimento motor, sensibilidade diminuída a recompensas sociais, baixo contato visual e pouca resposta ao chamado pelo nome. Esses sinais são reconhecidos como indicadores precoces de TEA e são fundamentais para a triagem e o encaminhamento precoce.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O M-CHAT-R/F (Modified Checklist for Autism in Toddlers) é um questionário de triagem para TEA, mas deve ser aplicado em crianças entre 16 e 30 meses de idade, e não entre 6 e 12 meses. A faixa etária indicada na alternativa está incorreta, pois o instrumento foi desenvolvido para rastrear TEA em crianças a partir de 16 meses.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Indivíduos com TEA frequentemente apresentam disfunções no processamento sensorial, como hipersensibilidade a sons, hipossensibilidade térmica e dolorosa, e comportamentos de busca ou evitação sensorial. Essas disfunções são comuns e fazem parte do quadro clínico, não sendo raras como afirma a alternativa.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O diagnóstico de TEA é clínico e não requer exames de imagem ou eletroencefalograma. A ressonância magnética de crânio e o eletroencefalograma podem ser solicitados em casos específicos para investigar comorbidades, mas não são imprescindíveis para o diagnóstico. A alternativa está incorreta ao afirmar que são imprescindíveis.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre a faixa etária do M-CHAT-R/F (16 a 30 meses) e a de outros instrumentos, além de inverter a prevalência e a proporção por sexo. Fique atento a esses números e à faixa etária correta dos instrumentos de triagem.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre TEA, memorize os principais sinais de alerta precoce e a faixa etária dos instrumentos de triagem. Lembre-se: prevalência ~1,5%, relação 4:1 (meninos:meninas), e o diagnóstico é clínico, sem necessidade de exames de imagem.

Gabarito: letra B

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