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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — Quadrix 2025

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
qg602169
Banca
Quadrix
Órgão
FMJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Especialidades com Acesso Direto
Uma primigesta, com 40 semanas e 1 dia de vida, compareceu ao pronto‑socorro relatando perda de líquido vaginal que vinha ocorrendo há aproximadamente 20 horas, em moderada quantidade. A paciente referiu poucas cólicas irregulares, e desejava parto normal. O pré‑natal apresentava‑se de risco habitual, sem comorbidades.O exame físico apontou os dados a seguir.• Altura uterina: 37 cm.• BCF: 135–150 bpm, sem desacelerações.• Movimentação fetal presente.• Dinâmica uterina: 1 contração fraca a cada 10 minutos.• Toque vaginal: colo posterior; 2 cm; 40% apagado; e apresentação cefálica alta.• Especular: saída de líquido claro, odor característico.• Bolsa rota confirmada.Com base nesse caso clínico hipotético, assinale a opção que apresenta a conduta adequada para esse caso.
  1. Aprofilaxia para estreptococo do grupo B com penicilina G e indução do parto com misoprostol
  2. Bparto cesárea por provável desproporção céfalo‑pélvica
  3. Cprofilaxia para infecção por estreptococo do grupo B com ampicilina, internação para indução de trabalho de parto com método de Krause
  4. Dinternação para indução de trabalho de parto com ocitocina
  5. Ereavaliação clínica em 12 horas
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GabaritoA — profilaxia para estreptococo do grupo B com penicilina G e indução do parto com misoprostol

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Rotura prematura de membranas a termo: conduta obstétrica

Gabarito: letra A. Em gestação a termo (≥ 37 semanas) com rotura prematura de membranas (RPM), a conduta recomendada é a indução do parto para reduzir o risco de corioamnionite e sepse neonatal, associada à profilaxia para estreptococo do grupo B (EGB) quando indicada — aqui, pela rotura > 18 horas. A alternativa A combina exatamente esses dois elementos: penicilina G cristalina (droga de escolha para quimioprofilaxia do EGB) e misoprostol (prostaglandina E1, método de indução adequado para colo desfavorável, como o deste caso: 2 cm, 40% apagado). A conduta se baseia nas diretrizes de obstetrícia (ACOG, Febrasgo/MS) e na prevenção da transmissão vertical do EGB.

A rotura prematura de membranas é a ruptura das membranas corioamnióticas antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre a termo (≥ 37 semanas), o principal risco é a infecção ascendente — corioamnionite e sepse neonatal —, que aumenta com o tempo de latência (intervalo entre a rotura e o parto). Por isso, a recomendação atual é não aguardar passivamente: a indução do parto está indicada, idealmente nas primeiras 12–24 horas, pois reduz complicações infecciosas maternas e neonatais sem aumentar as taxas de cesariana. No caso, a paciente já está com 20 horas de rotura, o que reforça a urgência da indução.

A profilaxia para EGB é indicada quando há fatores de risco, entre eles rotura de membranas ≥ 18 horas — exatamente o caso (20 horas). A droga de escolha é a penicilina G cristalina (5 milhões UI IV, depois 2,5–3 milhões UI a cada 4 horas), e a alternativa para alérgicas é a cefazolina (ou clindamicina/vancomicina em casos específicos). A ampicilina também é aceita, mas a penicilina G é a primeira escolha. O misoprostol é uma prostaglandina E1, indicada para amadurecimento cervical e indução do parto em colo desfavorável (Bishop < 6), como o da paciente (colo posterior, 2 cm, 40% apagado). A ocitocina seria mais adequada se o colo já estivesse favorável.

A alternativa D (apenas ocitocina) está incompleta: falta a profilaxia para EGB, e o colo desfavorável torna o misoprostol mais apropriado. A alternativa C troca a penicilina G pela ampicilina (aceitável, mas não é a primeira escolha) e cita o "método de Krause" — que não é um método reconhecido de indução; o correto seria misoprostol ou ocitocina. A alternativa B (cesariana por desproporção céfalo-pélvica) não se sustenta: não há evidência de DCP (apresentação cefálica alta pode ser normal em primigesta no início do trabalho de parto; altura uterina de 37 cm é compatível com 40 semanas). A alternativa E (reavaliação em 12 horas) contraria a conduta ativa recomendada, pois aumenta o risco infeccioso.

A pegadinha central é a troca de drogas e a omissão da profilaxia: o candidato pode lembrar da indução, mas esquecer que a rotura > 18 horas exige quimioprofilaxia para EGB. Além disso, a banca pode confundir o método de indução: em colo desfavorável, usa-se prostaglandina (misoprostol), não ocitocina isolada. Guarde o par: RPM a termo → indução + profilaxia EGB se rotura ≥ 18h.

Conduta

Profilaxia EGB

Método de indução

Indicação no caso

A — Penicilina G + misoprostol

✅ Penicilina G (1ª escolha)

✅ Misoprostol (colo desfavorável)

✅ Completa e correta

B — Cesariana por DCP

❌ Não se aplica

❌ Não se aplica

❌ Sem indicação de DCP

C — Ampicilina + método de Krause

⚠️ Ampicilina (alternativa)

❌ Método inexistente

❌ Parcialmente errada

D — Ocitocina isolada

❌ Ausente (rotura ≥ 18h)

⚠️ Ocitocina (colo favorável)

❌ Incompleta

E — Reavaliação em 12h

❌ Não se aplica

❌ Conduta passiva

❌ Contraria diretrizes

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A conduta está completa e correta: profilaxia para EGB com penicilina G (indicada pela rotura ≥ 18 horas) e indução do parto com misoprostol (adequado para colo desfavorável — Bishop baixo). A penicilina G é a droga de primeira linha para quimioprofilaxia intraparto do EGB; o misoprostol é a prostaglandina de escolha para amadurecimento cervical e indução em colo desfavorável. A associação atende às diretrizes de manejo da RPM a termo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Não há indicação de cesariana por "provável desproporção céfalo-pélvica". A apresentação cefálica alta em primigesta no início do trabalho de parto é comum e não configura DCP; a altura uterina de 37 cm é compatível com a idade gestacional. A cesariana não é a conduta de primeira linha na RPM a termo sem outras indicações.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A profilaxia com ampicilina é aceitável (alternativa à penicilina G), mas o "método de Krause" não é um método reconhecido de indução do parto — o correto seria misoprostol ou ocitocina. Além disso, a penicilina G é a droga de primeira escolha; a ampicilina é alternativa. A conduta, portanto, está parcialmente errada.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A indução com ocitocina é uma opção, mas falta a profilaxia para EGB (rotura ≥ 18 horas) e o colo desfavorável (2 cm, 40%) torna o misoprostol mais adequado para amadurecimento cervical. A ocitocina isolada seria indicada em colo favorável, o que não é o caso.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Reavaliar em 12 horas contraria a conduta ativa recomendada na RPM a termo: a indução deve ser realizada precocemente (idealmente < 24 horas) para reduzir risco de corioamnionite e sepse neonatal. Aguardar passivamente aumenta a morbidade materno-fetal.

Gabarito: letra A

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