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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — Quadrix 2025

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
qg602177
Banca
Quadrix
Órgão
FMJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Especialidades com Acesso Direto
Recentemente, a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) foi incorporada ao SUS. Considerando essa informação, assinale a opção que apresenta a faixa gestacional recomendada para a administração da vacina materna contra o vírus sincicial respiratório, a fim de que haja proteção do recém‑nascido.
  1. Aentre 20‑24 semanas
  2. Bentre 24‑28 semanas
  3. Centre 32‑36 semanas
  4. Dentre 36‑40 semanas
  5. Eem qualquer trimestre, sem janela preferencial
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — entre 32‑36 semanas

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Vacinação materna contra o VSR: faixa gestacional recomendada

Gabarito: letra C. A vacina materna contra o vírus sincicial respiratório (VSR), incorporada ao SUS, deve ser administrada entre 32 e 36 semanas de gestação (preferencialmente entre 32 e 36 semanas, com janela ideal em torno de 32–34 semanas), para maximizar a transferência transplacentária de anticorpos ao recém-nascido. Essa recomendação segue o protocolo do Ministério da Saúde e da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunizações (CTAI), alinhada às diretrizes internacionais.

A vacinação materna é uma estratégia de imunização passiva: a gestante recebe o imunizante, produz anticorpos IgG e os transfere pela placenta ao feto, protegendo o bebê nos primeiros meses de vida, período de maior risco para a bronquiolite e outras infecções graves pelo VSR. O momento da aplicação é decisivo por dois motivos: (1) a transferência placentária de IgG é mais eficiente no terceiro trimestre, especialmente após a 32ª semana; e (2) é preciso garantir que a mãe tenha tempo de montar resposta imune robusta antes do parto. Aplicar cedo demais (20–28 semanas) resulta em níveis de anticorpos no recém-nascido possivelmente insuficientes no pico de circulação viral; aplicar tarde demais (36–40 semanas) arrisca o parto antes da resposta imune plena.

A incorporação ao SUS ocorreu em 2024, após aprovação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC), com recomendação de uso na gestação entre 32 e 36 semanas, em esquema de dose única. A vacina é a bivalente recombinante (RSVPreF), que demonstrou eficácia na prevenção de doença do trato respiratório inferior grave por VSR em lactentes. O programa brasileiro prioriza a vacinação de todas as gestantes nessa janela, independentemente da idade gestacional exata no momento do acesso ao serviço, mas com preferência pela janela de 32–36 semanas.

A principal distinção que a banca explora é entre a vacina contra o VSR e outras vacinas maternas: a dTpa (tríplice bacteriana acelular do tipo adulto) é recomendada a partir da 20ª semana de gestação, e a vacina contra influenza pode ser aplicada em qualquer trimestre. O candidato que confunde essas janelas erra a questão. A vacina do VSR tem janela própria, mais tardia, justamente pela fisiologia da transferência de anticorpos.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca a janela da vacina do VSR pela da dTpa. A dTpa é aplicada após 20 semanas (idealmente entre 20 e 36 semanas, com preferência a partir da 20ª), enquanto a vacina do VSR tem janela entre 32 e 36 semanas. A alternativa A (20–24 semanas) e a B (24–28 semanas) espelham a lógica da dTpa, não a do VSR. Guarde: VSR = terceiro trimestre, janela estreita de 32–36 semanas.

  1. 120–24 semanas
  2. 224–28 semanas
  3. 332–36 semanas
  4. 436–40 semanas
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

A faixa de 20–24 semanas é precoce demais para a vacina do VSR. Nessa fase, a transferência placentária de IgG ainda é limitada, e os anticorpos maternos podem não atingir níveis protetores no recém-nascido. Essa janela lembra a recomendação da dTpa (a partir de 20 semanas), mas não se aplica ao VSR.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A faixa de 24–28 semanas também é anterior à janela ideal. Embora a transferência placentária comece a aumentar, o pico de eficiência ocorre após a 32ª semana. Aplicar nesse período pode resultar em proteção subótima do lactente, especialmente se o parto ocorrer antes do termo.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A recomendação oficial é administrar a vacina materna contra o VSR entre 32 e 36 semanas de gestação. Essa janela equilibra a eficiência da transferência transplacentária de anticorpos (máxima no terceiro trimestre) com a necessidade de resposta imune materna antes do parto. É a faixa adotada pelo Ministério da Saúde após incorporação ao SUS, seguindo a recomendação da CONITEC e alinhada às agências reguladoras internacionais.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A faixa de 36–40 semanas é tardia. Próxima ao termo, há risco de o parto ocorrer antes que a mãe monte resposta imune plena e transfira anticorpos suficientes. Além disso, muitos partos ocorrem antes das 40 semanas, o que reduziria a efetividade da estratégia. A janela de 32–36 semanas foi escolhida justamente para evitar esse risco.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Não há recomendação de aplicação em qualquer trimestre. A vacina do VSR tem janela preferencial definida (32–36 semanas) por razões imunológicas — a transferência placentária de IgG é dependente da idade gestacional. Aplicar no primeiro ou segundo trimestre resultaria em níveis de anticorpos no recém-nascido abaixo do limiar protetor.

Gabarito: letra C — a vacina materna contra o VSR deve ser administrada entre 32 e 36 semanas de gestação.

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