Questão de Medicina — Medicina Preventiva — Quadrix 2025
Medicina›Medicina Preventiva
Código
qg602183
Banca
Quadrix
Órgão
FMJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Especialidades com Acesso Direto
Uma forma eficaz de prevenção do câncer de colo uterino e das verrugas genitais é a vacina contra o HPV. Em relação a essa medida, é correto afirmar que
Aa vacina deve ser aplicada em meninos e meninas de 9 a 14 anos de idade, segundo orientação do Ministério da Saúde.
Ba vacina não deve ser aplicada em pessoas imunossuprimidas e transplantadas.
Ca vacina é considerada a melhor forma de tratamento para mulheres com câncer de colo uterino IA.
Destudos recentes demonstram que a vacina também age preventivamente contra o câncer do endométrio.
Ea vacina previne infecções por qualquer tipo de HPV.
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GabaritoA — a vacina deve ser aplicada em meninos e meninas de 9 a 14 anos de idade, segundo orientação do Ministério da Saúde.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Vacina contra o HPV: indicação, esquema e prevenção
Gabarito: letra A. A vacina contra o HPV é indicada pelo Ministério da Saúde para meninos e meninas de 9 a 14 anos, com esquema de duas doses (0 e 6 meses). Essa é a recomendação oficial do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que desde 2014 ampliou o calendário vacinal com a vacina quadrivalente (tipos 6, 11, 16 e 18).
A vacina contra o HPV é uma vacina inativada, produzida por engenharia genética, que contém partículas semelhantes ao vírus (VLPs). Ela é profilática, ou seja, previne a infecção, e não é terapêutica — não trata lesões já existentes nem o câncer já instalado. A eficácia é maior quando a vacinação ocorre antes do primeiro contato sexual, pois a resposta imune é mais robusta nesse cenário.
O esquema vacinal varia conforme a faixa etária e a condição de saúde. Para crianças e adolescentes saudáveis, são duas doses com intervalo de seis meses. Para pessoas imunossuprimidas (PVHIV, transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea, pacientes oncológicos), o esquema é de três doses (0, 2 e 6 meses), com faixa etária ampliada.
A vacina quadrivalente protege contra os tipos 6 e 11 (baixo risco oncogênico, responsáveis por verrugas genitais) e 16 e 18 (alto risco oncogênico, associados ao câncer de colo do útero). Existe também a vacina nonavalente (Gardasil 9), que amplia a cobertura para os tipos 31, 33, 45, 52 e 58. Nenhuma vacina cobre todos os tipos de HPV — por isso, o exame preventivo (Papanicolaou) continua indicado mesmo após a vacinação.
A banca explora a confusão entre prevenção e tratamento, e entre a cobertura parcial e a total dos tipos virais. A alternativa correta é a única que reflete a recomendação oficial do Ministério da Saúde, sem distorções.
Vacina HPV
1Indicação (MS)
Meninos e meninas 9–14 anos
Esquema 2 doses (0 e 6 meses)
2Imunossuprimidos
Vacina indicada
Esquema 3 doses (0, 2 e 6 meses)
3Cobertura
Quadrivalente: tipos 6, 11, 16, 18
Nonavalente: + 31, 33, 45, 52, 58
Não cobre todos os tipos
4Natureza
Profilática (previne infecção)
Não terapêutica (não trata câncer)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa está correta porque reproduz a orientação do Ministério da Saúde: a vacina contra o HPV deve ser aplicada em meninos e meninas de 9 a 14 anos. O esquema é de duas doses (0 e 6 meses), conforme o Calendário Nacional de Vacinação. Essa faixa etária foi definida para vacinar antes do início da vida sexual, maximizando a eficácia da imunização.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa está incorreta porque pessoas imunossuprimidas e transplantadas devem sim receber a vacina, com esquema especial de três doses (0, 2 e 6 meses). O Ministério da Saúde incluiu esses grupos na indicação, com faixa etária ampliada (mulheres de 9 a 45 anos e homens de 9 a 45 anos, conforme atualizações). A vacina é segura e recomendada para esses pacientes, embora a eficácia possa ser menor do que em imunocompetentes.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa está incorreta porque a vacina não é tratamento para câncer de colo uterino. Ela é uma medida profilática, que previne a infecção pelo HPV. Para o câncer já diagnosticado (estádio IA), o tratamento é cirúrgico (conização, histerectomia) ou por outros métodos ablativos, conforme o estadiamento. A vacina não tem papel terapêutico.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa está incorreta porque não há evidência de que a vacina contra o HPV previna o câncer de endométrio. O câncer de endométrio tem fatores de risco diferentes (exposição estrogênica, obesidade, síndrome de Lynch) e não está associado à infecção pelo HPV. A vacina protege contra lesões cervicais, vaginais, vulvares, anais e verrugas genitais, mas não contra o câncer endometrial.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa está incorreta porque a vacina não previne infecções por qualquer tipo de HPV. A vacina quadrivalente cobre os tipos 6, 11, 16 e 18; a nonavalente cobre nove tipos. Existem mais de 100 tipos de HPV, e a vacina não protege contra todos. Por isso, o rastreamento com citologia cervical continua necessário mesmo em vacinadas.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora inverter o papel da vacina: ela é profilática, não terapêutica. A alternativa C tenta fazer o candidato acreditar que a vacina trata o câncer, quando na verdade ela previne a infecção. Além disso, a alternativa E generaliza a cobertura para "qualquer tipo de HPV", o que é falso — a vacina cobre apenas os tipos mais relevantes. Fique atento a esses dois desvios clássicos.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre vacina HPV, memorize o esquema: 2 doses (0 e 6 meses) para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos; 3 doses (0, 2 e 6 meses) para imunossuprimidos (PVHIV, transplantados, oncológicos) de 9 a 26 anos (ou até 45 anos, conforme atualizações). E lembre: a vacina não substitui o exame preventivo.