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Questão de Medicina — Mastologia — Quadrix 2025

MedicinaMastologia
Código
qg602184
Banca
Quadrix
Órgão
FMJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Especialidades com Acesso Direto
Paciente de 45 anos de idade, com exame ginecológico normal e assintomática, foi submetida à mamografia de rotina. O laudo concluiu como resultado BI‑RADS 3.Com base nesse caso clínico hipotético, assinale a opção correta a respeito da conduta a ser seguida.
  1. Arepetir a mamografia em um ano
  2. Bsolicitar biópsia guiada por ultrassonografia
  3. Csolicitar ressonância magnética das mamas
  4. Dsolicitar ultrassonografia das mamas em seis meses
  5. Erepetir a mamografia em seis meses
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GabaritoE — repetir a mamografia em seis meses

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

BI-RADS 3: conduta na mamografia de rotina

Gabarito: letra E. Na classificação BI-RADS 3 (achados provavelmente benignos), a conduta recomendada é o seguimento radiológico de curto prazo, com repetição da mamografia em seis meses — e não em um ano, que seria o intervalo do rastreamento habitual. Essa recomendação é padronizada pelo American College of Radiology (ACR) e adotada pelas diretrizes brasileiras de rastreamento e diagnóstico do câncer de mama.

O sistema BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) é uma classificação padronizada dos achados mamográficos, criada para uniformizar a linguagem entre radiologistas e orientar a conduta clínica. A categoria 3 corresponde a achados provavelmente benignos — ou seja, com probabilidade de malignidade muito baixa (geralmente inferior a 2%), mas não desprezível. Por isso, em vez de tranquilizar a paciente com o retorno ao rastreamento normal (como nas categorias 1 e 2), o correto é um acompanhamento mais próximo, com repetição do exame em intervalo curto, para documentar estabilidade ou detectar precocemente qualquer progressão.

A conduta clássica para BI-RADS 3 é a repetição da mamografia em 6 meses, seguida de nova avaliação em 12 meses e, depois, em 24 meses (seguimento de 2 anos). Se houver estabilidade dos achados ao longo desse período, a paciente retorna ao rastreamento habitual. Essa estratégia evita biópsias desnecessárias na grande maioria dos casos, já que a maioria dessas lesões é realmente benigna. A ultrassonografia pode ser usada como complemento em alguns cenários (por exemplo, para caracterizar melhor um achado), mas não substitui o seguimento mamográfico de curto prazo como conduta padrão.

A pegadinha da questão está em distinguir o intervalo do seguimento de curto prazo (6 meses, para BI-RADS 3) do intervalo do rastreamento de rotina (1 a 2 anos, para mulheres assintomáticas de risco habitual). A alternativa A (repetir em um ano) confunde esses dois conceitos: em um ano, a paciente já estaria no intervalo do rastreamento normal, o que não é adequado para um achado que ainda não foi confirmado como benigno. A alternativa D (ultrassonografia em 6 meses) também é um distrator: embora o prazo esteja correto, o exame de escolha para o seguimento do BI-RADS 3 detectado na mamografia é a própria mamografia, e não a ultrassonografia isolada.

Guarde a regra de ouro: BI-RADS 3 = seguimento radiológico de curto prazo (mamografia em 6 meses). É exatamente esse critério que separa a alternativa correta das demais.

  1. 10 — Complementar (US/incidências)
  2. 21 e 2 — Rastreamento normal
  3. 33 — Mamografia em 6 meses
  4. 44 e 5 — Biópsia
  5. 56 — Tratamento
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Repetir a mamografia em um ano é o intervalo do rastreamento de rotina para mulheres assintomáticas de risco habitual (a cada 2 anos no Brasil, segundo o INCA, ou anualmente em algumas diretrizes). Para um achado BI-RADS 3, esse intervalo é longo demais: a probabilidade de malignidade, embora baixa, justifica um acompanhamento mais próximo. O erro está em confundir o seguimento de curto prazo com o rastreamento periódico.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A biópsia guiada por ultrassonografia é indicada para categorias suspeitas (BI-RADS 4 e 5), não para a categoria 3. No BI-RADS 3, a conduta inicial é conservadora (seguimento), e a biópsia só é considerada se houver alteração no seguimento ou se o achado for de maior risco. Solicitar biópsia de imediato seria um overtreatment, expondo a paciente a um procedimento invasivo sem indicação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A ressonância magnética das mamas não é o exame de primeira linha para o seguimento de um achado BI-RADS 3. Ela é reservada para situações específicas, como avaliação de extensão de câncer já diagnosticado, screening de mulheres de alto risco (ex.: mutação BRCA) ou esclarecimento de achados duvidosos em casos selecionados. No caso de uma paciente assintomática com mamografia de rotina e BI-RADS 3, não há indicação de RM.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A ultrassonografia das mamas em seis meses tem o prazo correto, mas o exame errado. O seguimento do BI-RADS 3 deve ser feito com a repetição da mamografia, que é o exame que detectou o achado e que permite a comparação direta com o exame anterior. A ultrassonografia pode ser um complemento em casos específicos (ex.: para caracterizar melhor uma lesão), mas não é a conduta padrão de seguimento isolado.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Repetir a mamografia em seis meses é exatamente a conduta recomendada para BI-RADS 3. O seguimento de curto prazo permite verificar se o achado permanece estável (confirmando benignidade) ou se há progressão (indicando necessidade de investigação adicional). Essa é a recomendação do ACR e das diretrizes brasileiras, que preveem o seguimento em 6, 12 e 24 meses antes de retornar ao rastreamento habitual.

NÃO CAIA NESSA!

Para fixar, monte uma tabela mental das condutas por categoria BI-RADS: 0 → complementar com incidências adicionais ou US; 1 e 2 → rastreamento normal; 3 → seguimento em 6 meses; 4 e 5 → biópsia; 6 → tratamento do câncer já diagnosticado. A pegadinha clássica é trocar o intervalo do BI-RADS 3 (6 meses) pelo do rastreamento (1-2 anos) ou trocar o exame de seguimento (mamografia) pela US.

Gabarito: letra E

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