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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — Quadrix 2025

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
qg602185
Banca
Quadrix
Órgão
FMJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Especialidades com Acesso Direto
A endometriose pélvica afeta cerca de 10 a 12% de mulheres em idade reprodutiva, podendo causar infertilidade e dor pélvica. Em relação a essa afecção, é correto afirmar que
  1. Aa dosagem plasmática do CA 125 é diretamente proporcional à gravidade da doença.
  2. Bo local mais prevalente da endometriose é na musculatura do útero, causando a adenomiose.
  3. Cé de origem genética, e trabalhos recentes afirmam que não deve ser tentada a fertilização in vitro.
  4. Duma das formas de tratamento é o uso de progestagênios que podem induzir a amenorreia.
  5. Eseu uso é contraindicado em pacientes com endometriose, uma vez que os anticoncepcionais hormonais combinados contêm estrogênio.
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GabaritoD — uma das formas de tratamento é o uso de progestagênios que podem induzir a amenorreia.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Endometriose: diagnóstico e tratamento

Gabarito: letra D. O tratamento clínico da endometriose inclui o uso de progestagênios, que atuam suprimindo a ovulação e induzindo amenorreia, criando um ambiente hormonal desfavorável ao crescimento dos implantes endometrióticos. As demais alternativas apresentam erros conceituais: o CA 125 não é diretamente proporcional à gravidade, o local mais prevalente não é a musculatura uterina (adenomiose é entidade distinta), a origem não é exclusivamente genética e a fertilização in vitro não é contraindicada, e os anticoncepcionais hormonais combinados não são contraindicados na endometriose.

A endometriose é uma doença ginecológica crônica, estrogênio-dependente, definida pela presença de tecido endometrial (glândulas e estroma) fora da cavidade uterina, o que desencadeia uma reação inflamatória crônica. As localizações mais comuns são ovários, fundo de saco posterior e anterior, ligamentos uterossacros, tubas uterinas, cólon sigmoide e apêndice. Acomete cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva, podendo chegar a 30–60% em mulheres inférteis. As manifestações clínicas mais frequentes são dor pélvica (dismenorreia, dispareunia, dor pélvica cíclica) e infertilidade.

O diagnóstico definitivo é feito por laparoscopia, procedimento invasivo, pois não há correlação entre sintomas e gravidade da doença. O exame físico raramente apresenta achados patognomônicos. O tratamento visa controlar os sintomas e, quando há desejo de fertilidade, preservar a função reprodutiva. O tratamento medicamentoso baseia-se na manipulação hormonal para induzir pseudogravidez, pseudomenopausa ou anovulação crônica, criando um ambiente inadequado para a manutenção dos implantes. Entre as opções estão os anticoncepcionais orais combinados, progestagênios, danazol e análogos do GnRH. Todos os tratamentos hormonais reduzem a dor quando comparados ao placebo e são igualmente efetivos entre si.

A alternativa D está correta porque os progestagênios são uma das formas de tratamento clínico da endometriose. Eles atuam suprimindo a ovulação e induzindo amenorreia, o que reduz o estímulo estrogênico sobre os focos endometrióticos, aliviando a dor e controlando a progressão da doença. Essa é uma conduta consagrada na prática clínica e respaldada pelas diretrizes do Ministério da Saúde.

A pegadinha central desta questão está na alternativa E, que inverte o raciocínio: os anticoncepcionais hormonais combinados (estrogênio + progestágeno) são, na verdade, uma das primeiras linhas de tratamento da endometriose, e não são contraindicados. A banca explora a confusão entre o estrogênio como fator de crescimento da doença e o uso terapêutico dos ACOs, que, ao suprimir a ovulação e estabilizar o endométrio, têm efeito benéfico. Guarde essa distinção: é exatamente nela que as alternativas se dividem.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A dosagem plasmática do CA 125 não é diretamente proporcional à gravidade da doença. O CA 125 é um marcador tumoral que pode estar elevado na endometriose, mas não há correlação linear entre seus níveis e a extensão ou gravidade da doença. Ele não é utilizado como critério diagnóstico ou de estadiamento, sendo apenas um exame complementar inespecífico. A gravidade é avaliada por critérios cirúrgicos (estadiamento da ASRM) e pela sintomatologia, não pelo CA 125.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O local mais prevalente da endometriose não é a musculatura do útero. A adenomiose é uma entidade distinta, caracterizada pela presença de tecido endometrial dentro do miométrio, e não é considerada endometriose pélvica. As localizações mais comuns da endometriose são os ovários, fundo de saco posterior, ligamentos uterossacros e peritônio pélvico. A alternativa confunde dois diagnósticos diferentes.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A endometriose tem origem multifatorial, envolvendo fatores genéticos, imunológicos e ambientais, mas não é exclusivamente genética. Além disso, a fertilização in vitro (FIV) não é contraindicada; pelo contrário, é uma das principais opções de tratamento para infertilidade associada à endometriose, especialmente nos estágios mais avançados. A alternativa apresenta dois erros: a origem e a contraindicação da FIV.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O uso de progestagênios é uma das formas de tratamento clínico da endometriose. Eles atuam suprimindo a ovulação e induzindo amenorreia, o que reduz o estímulo estrogênico sobre os focos endometrióticos, aliviando a dor e controlando a progressão da doença. Essa é uma conduta consagrada na prática clínica e respaldada pelas diretrizes do Ministério da Saúde.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Os anticoncepcionais hormonais combinados (estrogênio + progestágeno) não são contraindicados na endometriose; pelo contrário, são uma das primeiras linhas de tratamento, especialmente para mulheres com sintomas leves a moderados e sem desejo de gravidez. Eles suprimem a ovulação e estabilizam o endométrio, reduzindo a dor e a progressão da doença. A alternativa inverte o raciocínio, sugerindo que o estrogênio presente nos ACOs seria prejudicial, o que não se confirma na prática clínica.

Gabarito: letra D

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