Questão de Medicina — Medicina Intensiva — Quadrix 2025
Medicina›Medicina Intensiva
Código
qg602209
Banca
Quadrix
Órgão
FMJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Especialidades com Acesso Direto
Assinale a opção correta, acerca de como deve ser realizada a intubação orotraqueal em um paciente com colar cervical.
AIdealmente com dois profissionais, sendo um para remover parcialmente o colar cervical, apenas a parte anterior e mantendo a estabilização manual da cabeça e outro para a intubação.
BIdealmente com dois profissionais, sendo um para remover o colar cervical e ajudar na preparação do laringoscópio e do tubo orotraqueal e outro para a intubação.
CIdealmente com dois profissionais, sendo um para remover parcial do colar cervical, apenas a parte anterior, e para realizar a manobra de Sellick e outro para a intubação.
DNão há necessidade de dois profissionais, desde que mantenha o colar cervical.
ENão há necessidade de dois profissionais, desde que retire o colar cervical e mantenha a cabeça estabilizada.
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GabaritoA — Idealmente com dois profissionais, sendo um para remover parcialmente o colar cervical, apenas a parte anterior e mantendo a estabilização manual da cabeça e outro para a intubação.
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Intubação Orotraqueal em Paciente com Colar Cervical
Gabarito: letra A. A intubação orotraqueal em paciente com colar cervical deve ser realizada idealmente por dois profissionais: um remove parcialmente a parte anterior do colar, mantendo a estabilização manual da cabeça, enquanto o outro realiza a intubação. Essa conduta preserva a proteção da coluna cervical durante o procedimento, conforme os princípios de imobilização e manejo de via aérea em trauma.
A intubação orotraqueal é um procedimento crítico em pacientes com suspeita de trauma cervical, pois qualquer movimento da cabeça e do pescoço pode agravar uma lesão medular. O colar cervical é um dispositivo de imobilização que limita os movimentos da coluna cervical, mas, durante a intubação, ele pode dificultar o acesso à via aérea, especialmente a abertura da boca e a visualização das cordas vocais. Por isso, a abordagem ideal envolve a remoção parcial do colar, apenas da parte anterior, enquanto um profissional mantém a estabilização manual da cabeça em posição neutra. Essa técnica permite que o intubador tenha acesso adequado à via aérea sem comprometer a proteção da coluna.
A estabilização manual da cabeça é um princípio fundamental no atendimento ao politraumatizado. O material de apoio destaca que "a instalação do colar não é prioridade máxima no atendimento ao politraumatizado enquanto a estabilização manual da cabeça puder ser realizada de forma eficiente por um profissional". Isso significa que, em situações de emergência, como a necessidade de intubação, a estabilização manual é mais importante do que a manutenção do colar, pois permite o acesso à via aérea sem comprometer a proteção da coluna cervical.
A remoção parcial do colar, apenas da parte anterior, é uma técnica que visa conciliar a necessidade de acesso à via aérea com a manutenção da estabilização cervical. A parte anterior do colar é a que limita a abertura da boca e a visualização das cordas vocais, portanto, sua remoção facilita a intubação. No entanto, a parte posterior do colar pode ser mantida, pois não interfere no procedimento e ainda oferece algum suporte à coluna cervical. Essa abordagem é recomendada em diretrizes de manejo de via aérea em trauma, como as do ATLS (Advanced Trauma Life Support) e do PHTLS (Prehospital Trauma Life Support).
A manobra de Sellick, também conhecida como pressão cricoide, é uma técnica que visa comprimir o esôfago contra a coluna vertebral para prevenir a regurgitação e a aspiração durante a intubação. No entanto, sua eficácia é controversa e não é recomendada rotineiramente em pacientes com trauma cervical, pois pode dificultar a intubação e aumentar o risco de lesão medular. Portanto, a alternativa C, que sugere a realização da manobra de Sellick, não é a conduta ideal.
A presença de dois profissionais é essencial para a intubação orotraqueal em paciente com colar cervical, pois permite que um profissional mantenha a estabilização manual da cabeça enquanto o outro realiza a intubação. A alternativa B, que sugere que um profissional remova o colar e ajude na preparação do laringoscópio e do tubo, não é ideal, pois a remoção completa do colar pode comprometer a estabilização cervical. As alternativas D e E, que sugerem que não há necessidade de dois profissionais, também são incorretas, pois a estabilização manual da cabeça é fundamental durante o procedimento.
Guarde a fronteira entre a remoção parcial do colar com estabilização manual e a remoção completa ou a manutenção do colar: é exatamente nela que as alternativas se dividem.
1Dois profissionais
2Remoção parcial anterior
3Estabilização manual da cabeça
4Intubação
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa descreve corretamente a conduta ideal para a intubação orotraqueal em paciente com colar cervical. A remoção parcial da parte anterior do colar permite o acesso à via aérea, enquanto a estabilização manual da cabeça mantém a proteção da coluna cervical. Essa abordagem é recomendada em diretrizes de manejo de via aérea em trauma, como as do ATLS e do PHTLS.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Esta alternativa sugere que um profissional remova o colar cervical e ajude na preparação do laringoscópio e do tubo orotraqueal, enquanto o outro realiza a intubação. O erro está na remoção completa do colar, que pode comprometer a estabilização cervical. A remoção deve ser parcial, apenas da parte anterior, mantendo a estabilização manual da cabeça.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Esta alternativa sugere que um profissional remova parcialmente o colar cervical e realize a manobra de Sellick, enquanto o outro realiza a intubação. O erro está na realização da manobra de Sellick, que não é recomendada rotineiramente em pacientes com trauma cervical, pois pode dificultar a intubação e aumentar o risco de lesão medular.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Esta alternativa sugere que não há necessidade de dois profissionais, desde que o colar cervical seja mantido. O erro está na manutenção do colar, que pode dificultar o acesso à via aérea, e na ausência de estabilização manual da cabeça, que é fundamental durante o procedimento.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Esta alternativa sugere que não há necessidade de dois profissionais, desde que o colar cervical seja retirado e a cabeça seja mantida estabilizada. O erro está na ausência de dois profissionais, pois a estabilização manual da cabeça e a intubação não podem ser realizadas simultaneamente por uma única pessoa.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre a remoção parcial do colar com estabilização manual e a remoção completa ou a manutenção do colar. A alternativa B parece correta, mas a remoção completa do colar compromete a estabilização cervical. A alternativa C parece correta, mas a manobra de Sellick não é recomendada em trauma cervical. Fique atento a esses detalhes para não cair nessas armadilhas.
PEGA ESSA DICA!
Para memorizar a conduta ideal, lembre-se: "dois profissionais, remoção parcial anterior, estabilização manual da cabeça". Essa é a sequência correta para a intubação orotraqueal em paciente com colar cervical.