Questão de Medicina — Doenças Infecto-Parasitárias — Quadrix 2025
Medicina›Doenças Infecto-Parasitárias
Código
qg602220
Banca
Quadrix
Órgão
FMJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Especialidades com Acesso Direto
Assinale a opção correta, em relação ao condiloma acuminado.
AA vacinação nonavalente está contraindicada nos pacientes com antecedente de condiloma acuminado.
BCondiloma acuminado na região de glande tem que ser tratado com cirurgia e, posteriormente, com postectomia.
CVerrugas na região vaginal estão relacionadas aos tipos virais oncogênicos.
DA depender da localização, condilomas podem ser tratados clinicamente com pomada.
ECondilomas na região da vagina, do ânus ou do pênis estão sempre relacionados à atividade sexual sem preservativo.
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GabaritoD — A depender da localização, condilomas podem ser tratados clinicamente com pomada.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Condiloma acuminado: diagnóstico, tratamento e prevenção
Gabarito: letra D. O condiloma acuminado, causado pelo HPV (principalmente tipos 6 e 11), pode ser tratado topicamente com pomadas (como imiquimode ou podofilina) dependendo da localização e extensão das lesões — a alternativa D reflete essa possibilidade. As demais alternativas contêm erros conceituais: a vacina não é contraindicada em quem já teve condiloma, a cirurgia não é obrigatória para lesões de glande, verrugas vaginais são causadas por tipos não oncogênicos, e a transmissão não é exclusivamente por relação sexual sem preservativo.
O condiloma acuminado é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pelo papilomavírus humano (HPV), mais comumente pelos subtipos 6 e 11, que são considerados de baixo risco oncogênico. As lesões são verrugas anogenitais que podem acometer também a mucosa oral, embora isso seja raro. A transmissão ocorre por contato sexual, incluindo sexo oral, e pode haver autoinoculação. O diagnóstico é clínico na maioria dos casos, e o tratamento varia conforme a localização, o tamanho e o número de lesões: opções tópicas (pomadas como imiquimode, podofilina, ácido tricloroacético), cauterização química ou elétrica, crioterapia, laser e excisão cirúrgica. A escolha do método depende da avaliação médica — não há uma regra fixa de que determinada localização exija cirurgia.
A vacinação contra o HPV é uma medida preventiva fundamental. A vacina nonavalente protege contra nove tipos do vírus, incluindo os tipos 6 e 11 (causadores de verrugas) e os tipos 16 e 18 (oncogênicos). A vacina é recomendada mesmo para pessoas que já tiveram condiloma, pois pode proteger contra outros tipos virais não adquiridos e reduzir o risco de reinfecção. Não há contraindicação nesse cenário.
A distinção crucial que a banca explora é entre os tipos virais oncogênicos e não oncogênicos. Os tipos 6 e 11 são responsáveis por cerca de 90% dos condilomas acuminados e não estão associados ao câncer. Já os tipos 16 e 18 são os principais causadores de câncer de colo de útero, pênis, ânus e orofaringe, mas não costumam causar verrugas visíveis. Portanto, a afirmação de que verrugas vaginais estão relacionadas a tipos oncogênicos é incorreta — as verrugas são manifestação dos tipos não oncogênicos.
A transmissão do HPV ocorre por contato sexual, mas não é correto afirmar que está "sempre" relacionada à atividade sexual sem preservativo. O uso de preservativo reduz, mas não elimina, o risco de transmissão, pois o vírus pode estar presente em áreas não cobertas pela camisinha. Além disso, a transmissão pode ocorrer por contato pele a pele, inclusive em relações com preservativo, e há casos de transmissão vertical (da mãe para o bebê durante o parto). A palavra "sempre" torna a alternativa E incorreta.
Guarde a fronteira entre os tipos virais e as formas de tratamento: é exatamente nela que as alternativas se dividem. A alternativa correta reconhece a possibilidade de tratamento tópico, enquanto as incorretas ou invertem a relação entre tipos virais e manifestações clínicas, ou fazem afirmações absolutas e incorretas sobre contraindicações e vias de transmissão.
Condiloma acuminado (HPV)
1Tipos virais
6 e 11 (não oncogênicos)
Causam verrugas
16 e 18 (oncogênicos)
Associados ao câncer
2Transmissão
Contato sexual
Pele a pele (preservativo não elimina)
Vertical (mãe → bebê)
3Tratamento
Tópico (pomadas)
Cauterização/crioterapia/laser
Cirurgia (casos específicos)
4Vacinação
Recomendada mesmo após infecção
Protege contra outros tipos
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A vacinação nonavalente não é contraindicada em pacientes com antecedente de condiloma acuminado. Pelo contrário, a vacina é recomendada para prevenir infecções por outros tipos de HPV e reduzir o risco de novas lesões. A banca tenta confundir o candidato ao sugerir que quem já teve a doença não deve se vacinar, mas a vacina é uma medida preventiva válida mesmo após a infecção.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que condiloma na glande "tem que" ser tratado com cirurgia e postectomia. Isso é falso: o tratamento depende da avaliação clínica e pode incluir opções tópicas, cauterização, crioterapia ou laser. A postectomia (remoção do prepúcio) é indicada em casos específicos, como fimose ou lesões extensas, mas não é regra para todo condiloma de glande. A palavra "tem que" torna a afirmação absoluta e incorreta.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Inverte a relação entre tipos virais e manifestações clínicas. As verrugas (condilomas) são causadas principalmente pelos tipos 6 e 11, que são não oncogênicos. Os tipos oncogênicos (16 e 18) estão associados ao câncer, mas não costumam causar verrugas visíveis. Portanto, verrugas vaginais não estão relacionadas a tipos oncogênicos — elas são manifestação dos tipos de baixo risco.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Correta. O condiloma acuminado pode ser tratado topicamente com pomadas, como imiquimode, podofilina ou ácido tricloroacético, dependendo da localização, tamanho e número de lesões. Essa é uma opção válida para lesões externas (pênis, vulva, região perianal) e até mesmo intravaginais, quando acessíveis. A alternativa reconhece que o tratamento é individualizado e que a via tópica é uma possibilidade real.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A palavra "sempre" torna a afirmação incorreta. O HPV pode ser transmitido por contato pele a pele, inclusive com o uso de preservativo (que não cobre toda a área genital), e há casos de transmissão vertical. Além disso, a infecção pode ocorrer em pessoas que nunca tiveram relação sexual sem preservativo, pois o vírus pode ser transmitido por outras formas de contato íntimo. A transmissão não é exclusiva de atividade sexual sem proteção.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora inverter a relação entre os tipos virais do HPV. Lembre-se: tipos 6 e 11 = verrugas (não oncogênicos); tipos 16 e 18 = câncer (oncogênicos). A alternativa C cai exatamente nessa armadilha. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪.
PEGA ESSA DICA!
Na prova, desconfie de palavras absolutas como "sempre", "nunca", "tem que" — elas costumam tornar a afirmação incorreta. No condiloma, o tratamento é individualizado e a vacina é recomendada mesmo após infecção prévia.