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Assinale a opção correta quanto ao toque retal (TR) no diagnóstico do câncer colorretal (CCR).
ATumores abaixo da reflexão peritoneal são factíveis de serem diagnosticados pelo TR.
B50% dos CCR são tocáveis.
CA colonoscopia substituiu a necessidade do toque retal.
DDeve ser realizado preferencialmente nos homens, para rastrear também o câncer de próstata.
EA posição de Sims ou genupeitoral deve ser evitada, para não causar constrangimento ao paciente.
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GabaritoA — Tumores abaixo da reflexão peritoneal são factíveis de serem diagnosticados pelo TR.
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Toque retal no diagnóstico do câncer colorretal
Gabarito: letra A. O toque retal (TR) é capaz de diagnosticar tumores localizados abaixo da reflexão peritoneal, ou seja, no reto distal e canal anal, que são acessíveis ao dedo indicador do examinador. Essa é a base anatômica da alternativa correta, e é o conhecimento que a banca espera que o candidato domine.
O toque retal é um procedimento semiológico simples, de baixo custo e que pode ser realizado no consultório, sem necessidade de preparo intestinal. Sua importância no diagnóstico do câncer colorretal (CCR) reside no fato de que cerca de 25% dos tumores colorretais estão localizados no reto e podem ser palpados pelo exame. A reflexão peritoneal é uma prega do peritônio que recobre a porção superior do reto, separando-o da porção intraperitoneal. Os tumores que se desenvolvem abaixo dessa reflexão, no reto distal e no canal anal, são acessíveis ao toque retal, pois estão dentro do alcance do dedo indicador. Já os tumores localizados acima da reflexão peritoneal, no reto proximal e no cólon, não são palpáveis pelo TR, sendo necessários outros métodos diagnósticos, como a colonoscopia.
A realização do TR é um procedimento que exige técnica e sensibilidade por parte do médico. O paciente pode ser posicionado de diversas formas, como em decúbito lateral (posição de Sims), genupeitoral, ortostática ou em litotomia. A escolha da posição deve levar em consideração o conforto do paciente e a facilidade de acesso do examinador. O exame deve ser realizado com o dedo indicador lubrificado, introduzido lentamente no reto, avaliando o tônus do esfíncter anal, a presença de lesões, a consistência da parede retal e a próstata nos homens. Apesar de ser um exame que pode causar algum desconforto, é fundamental para o diagnóstico de diversas doenças, incluindo o CCR e o câncer de próstata.
A alternativa B afirma que 50% dos CCR são tocáveis, o que é um valor incorreto. O percentual correto é de aproximadamente 25%, como mencionado anteriormente. A alternativa C sugere que a colonoscopia substituiu a necessidade do toque retal, o que é um erro conceitual. A colonoscopia é um exame complementar que permite a visualização de todo o cólon, mas o TR é um exame de rastreamento e diagnóstico inicial que não pode ser substituído, pois é capaz de detectar lesões no reto distal e no canal anal que podem não ser visíveis na colonoscopia sem preparo adequado. A alternativa D afirma que o TR deve ser realizado preferencialmente nos homens, para rastrear também o câncer de próstata. Essa afirmação é incorreta, pois o TR é um exame que deve ser realizado em ambos os sexos, sendo parte do exame físico de rotina. A alternativa E afirma que a posição de Sims ou genupeitoral deve ser evitada para não causar constrangimento ao paciente. Essa afirmação é incorreta, pois essas posições são as mais utilizadas para a realização do TR, e o constrangimento pode ser minimizado com uma abordagem adequada e acolhedora por parte do médico.
A pegadinha desta questão está na alternativa B, que apresenta um percentual incorreto. O candidato que não conhece o valor exato de 25% pode ser induzido a marcar essa alternativa, acreditando que a maioria dos tumores colorretais é palpável. No entanto, a alternativa A é a única que apresenta uma afirmação correta e anatomicamente fundamentada.
Toque retal (TR) no CCR: Alcance anatômico (Abaixo da reflexão peritoneal, Reto distal e canal anal, Acima da reflexão → não palpável); Percentual de tumores tocáveis (~25% dos CCR); Posições do paciente (Sims, Genupeitoral, Litotomia); Relação com colonoscopia (TR: rastreio inicial, Colonoscopia: complementar)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa A está correta porque tumores abaixo da reflexão peritoneal, ou seja, no reto distal e no canal anal, são acessíveis ao toque retal. O dedo indicador do examinador consegue alcançar essas regiões, permitindo a palpação de lesões tumorais. Essa é a base do exame e o que o torna útil no diagnóstico do CCR.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa B está incorreta porque o percentual de CCR tocáveis é de aproximadamente 25%, e não 50%. Esse valor é um distrator comum, pois o candidato pode confundir com outros percentuais ou simplesmente não conhecer o dado exato.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa C está incorreta porque a colonoscopia não substitui a necessidade do toque retal. O TR é um exame de rastreamento e diagnóstico inicial, enquanto a colonoscopia é um exame complementar que permite a visualização de todo o cólon. O TR é capaz de detectar lesões no reto distal e no canal anal que podem não ser visíveis na colonoscopia sem preparo adequado, e é parte do exame físico de rotina.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa D está incorreta porque o TR deve ser realizado em ambos os sexos, não apenas nos homens. Embora o TR seja importante para o rastreamento do câncer de próstata, ele também é fundamental para o diagnóstico de doenças anorretais e do CCR em mulheres. A afirmação de que deve ser realizado preferencialmente nos homens é uma generalização incorreta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa E está incorreta porque a posição de Sims ou genupeitoral é uma das mais utilizadas para a realização do TR, e não deve ser evitada. O constrangimento do paciente pode ser minimizado com uma abordagem adequada e acolhedora por parte do médico, mas a posição em si é segura e eficaz para o exame.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre o percentual de tumores palpáveis (25%) e outros valores. O candidato que não domina esse dado pode ser induzido a marcar a alternativa B. Lembre-se: o TR diagnostica tumores abaixo da reflexão peritoneal, e cerca de 25% dos CCR são tocáveis.