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Questão de Medicina — Oncologia — Quadrix 2025

MedicinaOncologia
Código
qg602241
Banca
Quadrix
Órgão
FMJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Especialidades com Pré-Requisito em Cirurgia Geral ou Área Cirúrgica Básica
Assinale a opção que apresenta o maior fator de risco para malignidade no pólipo da vesícula biliar.
  1. Apólipo único
  2. Bpólipo pediculado
  3. Cpólipo aderido a parede da vesícula
  4. Dcolangite esclerosante primária
  5. Eassociação com cálculos biliares
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GabaritoD — colangite esclerosante primária

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Pólipos da vesícula biliar: fatores de risco para malignidade

Gabarito: letra D. A colangite esclerosante primária (CEP) é o fator de risco de maior magnitude para malignidade no contexto de pólipo da vesícula biliar, superando características morfológicas isoladas como pólipo único, pediculado ou aderido à parede, e também a associação com cálculos biliares. Embora o material de apoio não quantifique diretamente o risco relativo da CEP, ela é reconhecidamente uma condição pré-maligna do epitélio biliar, com risco cumulativo de colangiocarcinoma e carcinoma de vesícula biliar muito superior aos demais fatores listados.

O pólipo da vesícula biliar é uma projeção da mucosa, observada em até 5% dos indivíduos submetidos à ultrassonografia. A maioria não é neoplásica, mas sim hiperplásica ou depósito lipídico (colesterolose). O risco de malignidade não é uniforme: depende de características do próprio pólipo e de condições do paciente. Os fatores clássicos de risco para neoplasia maligna em pólipo incluem idade superior a 60 anos, tamanho maior que 1 cm, presença de cálculos biliares e crescimento em exames subsequentes — todos citados no material de apoio. No entanto, a colangite esclerosante primária é um fator de risco sistêmico e muito mais potente: ela confere risco aumentado de colangiocarcinoma e também de carcinoma de vesícula biliar, sendo considerada uma condição pré-maligna do trato biliar como um todo.

A CEP é uma doença colestática crônica, de natureza inflamatória e fibrosante, que acomete os ductos biliares intra e extra-hepáticos. A inflamação crônica e a lesão epitelial persistente criam um microambiente propício à transformação maligna. No contexto de pólipo de vesícula biliar, a presença de CEP é um dos critérios que, isoladamente, já indica colecistectomia profilática, mesmo para pólipos pequenos, dado o risco elevado de carcinoma. Essa é a razão pela qual a banca a considera o maior fator de risco entre as opções.

As demais alternativas descrevem características do pólipo ou associações que aumentam o risco, mas em menor magnitude. Pólipo único, pediculado ou aderido à parede são aspectos morfológicos que podem sugerir maior risco em alguns contextos, mas não são fatores de risco tão fortes quanto a CEP. A associação com cálculos biliares é um fator de risco reconhecido, mas o risco absoluto de malignidade em pólipo com colelitíase é baixo, muito inferior ao risco conferido pela CEP.

A pegadinha da questão está em o candidato focar nas características do pólipo (único, pediculado, aderido) e esquecer que a CEP é uma condição sistêmica que eleva drasticamente o risco de malignidade biliar. A banca explora exatamente essa confusão: quem decora os fatores de risco do pólipo (tamanho, idade, cálculos) pode marcar a alternativa E, mas a CEP é o fator de risco mais forte.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Pólipo único é uma característica que pode sugerir maior risco em relação a pólipos múltiplos, mas não é o maior fator de risco. A maioria dos pólipos únicos é benigna (colesterolose, adenomiomatose), e o risco de malignidade depende mais do tamanho e do crescimento do que da quantidade. A CEP, por ser uma condição pré-maligna sistêmica, confere risco muito superior.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Pólipo pediculado (com pedículo) é uma descrição morfológica. Pólipos pediculados podem ser adenomas, mas o risco de malignidade não é determinado pela presença de pedículo. Na verdade, pólipos sésseis (sem pedículo) são frequentemente considerados de maior risco, pois são mais difíceis de ressecar e podem ter maior potencial de invasão. A CEP, novamente, é o fator de risco mais forte.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Pólipo aderido à parede da vesícula é uma descrição que pode sugerir invasão, mas não é um fator de risco independente. A aderência à parede pode ser um sinal de malignidade avançada, mas não é um fator de risco para o desenvolvimento de malignidade. A CEP é um fator de risco etiológico, não uma consequência.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A colangite esclerosante primária é o maior fator de risco para malignidade no pólipo da vesícula biliar. A CEP é uma doença inflamatória crônica dos ductos biliares que predispõe ao colangiocarcinoma e ao carcinoma de vesícula biliar. O risco de malignidade em pacientes com CEP e pólipo de vesícula é tão alto que a colecistectomia é indicada mesmo para pólipos pequenos. O material de apoio cita a CEP como fator de risco para colangiocarcinoma, e a literatura médica a considera o fator de risco mais forte para câncer de vesícula biliar.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A associação com cálculos biliares é um fator de risco reconhecido para carcinoma de vesícula biliar, mas o risco absoluto é baixo. A maioria dos pacientes com colelitíase não desenvolve câncer de vesícula. A CEP, por outro lado, confere um risco muito maior, sendo considerada uma condição pré-maligna de alto risco.

Gabarito: letra D — a colangite esclerosante primária é o fator de risco de maior magnitude para malignidade no pólipo da vesícula biliar.

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