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Questão de Medicina — Cirurgia Geral — Quadrix 2025

MedicinaCirurgia Geral
Código
qg602269
Banca
Quadrix
Órgão
FMJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Especialidades com Pré-Requisito em Cirurgia Geral ou Área Cirúrgica Básica
Assinale a opção correta, a respeito da classificação de Bosniak.
  1. ASistema radiológico que categoriza cistos renais com base em características de imagem obtidas por ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética.
  2. BNo Bosniak IV, a cirurgia é geralmente recomendada para remover o cisto e confirmar o diagnóstico, dada a alta suspeita de malignidade.
  3. CBosniak III a ultrassonografia evidencia cisto complexo com septos e(ou) paredes espessas, contendo calcificações grosseiras e irregulares.
  4. DBosniak V é compatível com cistos múltiplos (doença renal policística).
  5. EBosniak IIF significa a necessidade de acompanhamento.
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GabaritoE — Bosniak IIF significa a necessidade de acompanhamento.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Classificação de Bosniak para Cistos Renais

Gabarito: letra E. A classificação de Bosniak é um sistema radiológico que categoriza cistos renais com base em achados de imagem, e a categoria IIF designa lesões que, embora mais complicadas que as da categoria II, não são claramente malignas, exigindo acompanhamento (follow-up) para avaliar estabilidade ou progressão. A alternativa E está correta ao afirmar exatamente isso.

A classificação de Bosniak, introduzida em 1986 e revisada desde então, é uma ferramenta essencial na prática urológica e de imagem para estratificar o risco de malignidade de lesões císticas renais. Ela se baseia principalmente em achados de tomografia computadorizada (TC) trifásica, que inclui fases sem contraste, nefrográfica e excretora, permitindo avaliar características como presença de septos, espessamento de parede, calcificações e, crucialmente, o realce de componentes sólidos após a administração de contraste. A classificação divide as lesões em categorias que vão de I (cisto simples, benigno) a IV (neoplasia maligna), com a subcategoria IIF representando um grupo intermediário que requer vigilância.

O princípio fundamental por trás da classificação é que a probabilidade de malignidade aumenta com a complexidade da lesão. Cistos das categorias I e II são considerados benignos e não requerem intervenção. A categoria IIF, por sua vez, apresenta um risco de malignidade que varia de 0% a 38%, o que justifica a necessidade de acompanhamento radiológico seriado para detectar mudanças nas características da lesão ao longo do tempo. Já as categorias III e IV apresentam risco significativamente maior (40-60% e 85-100%, respectivamente) e são tratadas como carcinoma renal até prova em contrário, sendo geralmente submetidas à ressecção cirúrgica.

Na prática clínica, a classificação de Bosniak orienta o manejo: lesões categoria I e II são tranquilizadas, categoria IIF é acompanhada com exames de imagem periódicos (geralmente TC ou ressonância magnética em intervalos de 6 a 12 meses), e categorias III e IV são encaminhadas para avaliação cirúrgica. É importante notar que a classificação não avalia a agressividade do tumor, apenas a probabilidade de malignidade. Uma revisão adicional da classificação foi proposta em 2019, incorporando avanços tecnológicos e conhecimentos mais recentes.

A pegadinha desta questão reside em detalhes específicos de cada categoria. A banca explora a confusão entre as categorias, especialmente a diferença entre IIF e III, e a modalidade de imagem utilizada. Enquanto a classificação é baseada em TC, a ultrassonografia pode ser o exame inicial, mas não é o padrão para a classificação de Bosniak. Além disso, não existe categoria V na classificação original, que vai de I a IV, com a subcategoria IIF. A alternativa correta é a que descreve com precisão o significado da categoria IIF.

1Base: TC trifásica
Sem contraste
Nefrográfica
Excretora
2Categorias
I — cisto simples
II — benigno
IIF — acompanhamento
III — risco 40–60%
IV — risco 85–100%
3Manejo
I e II — tranquilizar
IIF — follow-up seriado
III e IV — cirurgia
Classificação de Bosniak
LEVELsoulevel.com.br
Classificação de Bosniak: Base: TC trifásica (Sem contraste, Nefrográfica, Excretora); Categorias (I — cisto simples, II — benigno, IIF — acompanhamento, III — risco 40–60%, IV — risco 85–100%); Manejo (I e II — tranquilizar, IIF — follow-up seriado, III e IV — cirurgia)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o sistema categoriza cistos renais com base em características de imagem obtidas por ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética. Embora a ultrassonografia e a ressonância magnética possam ser usadas na avaliação de cistos renais, a classificação de Bosniak é especificamente baseada em achados de tomografia computadorizada (TC) trifásica. O erro está em incluir a ultrassonografia como uma modalidade válida para a classificação, pois ela não permite avaliar adequadamente o realce de componentes sólidos, que é um critério fundamental. A TC é o exame padrão-ouro para essa classificação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que no Bosniak IV a cirurgia é geralmente recomendada para remover o cisto e confirmar o diagnóstico, dada a alta suspeita de malignidade. Embora a cirurgia seja de fato recomendada no Bosniak IV, o erro está em dizer que o objetivo é "confirmar o diagnóstico". Na prática, a lesão é considerada maligna até prova em contrário, e a cirurgia é realizada com intenção terapêutica (ressecção curativa), não apenas diagnóstica. O diagnóstico de malignidade é geralmente confirmado pelo exame anatomopatológico da peça cirúrgica, mas a indicação cirúrgica já é baseada na alta probabilidade de malignidade (85-100%). A alternativa confunde o papel da cirurgia, que é tratar, não apenas diagnosticar.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que no Bosniak III a ultrassonografia evidencia cisto complexo com septos e(ou) paredes espessas, contendo calcificações grosseiras e irregulares. O erro está em atribuir à ultrassonografia a capacidade de classificar a lesão como Bosniak III. A classificação de Bosniak é baseada em tomografia computadorizada, não em ultrassonografia. Embora a ultrassonografia possa mostrar um cisto complexo, a classificação formal e a decisão de manejo dependem dos achados na TC, especialmente a presença de realce. Além disso, a descrição de "calcificações grosseiras e irregulares" é mais característica da categoria IIF, enquanto o Bosniak III é definido por paredes ou septos espessos, irregulares ou lisos, com realce na TC.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que Bosniak V é compatível com cistos múltiplos (doença renal policística). O erro é duplo. Primeiro, não existe categoria V na classificação de Bosniak, que vai de I a IV, com a subcategoria IIF. Segundo, a doença renal policística é uma condição genética distinta, caracterizada por múltiplos cistos em ambos os rins, e não é classificada pelo sistema de Bosniak, que se aplica a lesões císticas focais. A classificação de Bosniak avalia o risco de malignidade de um cisto ou massa cística individual, não doenças císticas difusas como a doença renal policística.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa afirma que Bosniak IIF significa a necessidade de acompanhamento. Isso está correto. A categoria IIF (F de follow-up) designa lesões císticas que são mais complicadas que as da categoria II, mas que não apresentam características claramente malignas. Essas lesões apresentam múltiplos septos finos ou espessamento liso mínimo da parede ou septos, podendo conter calcificações espessas e nodulares. O risco de malignidade varia de 0% a 38%, o que justifica a necessidade de acompanhamento radiológico seriado para monitorar possíveis mudanças nas características da lesão. Se a lesão permanecer estável, o acompanhamento pode ser mantido; se houver progressão, a lesão pode ser reclassificada e tratada.

A classificação de Bosniak é uma ferramenta fundamental para o manejo de cistos renais, e a categoria IIF representa um grupo intermediário que exige vigilância. A distinção entre as categorias é crucial para evitar tanto intervenções desnecessárias em lesões benignas quanto a demora no tratamento de lesões malignas. A banca explora a confusão entre as categorias e a modalidade de imagem, mas a alternativa E descreve com precisão o significado da categoria IIF.

Gabarito: letra E

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