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Questão de Medicina — Clínica Médica Humana — Quadrix 2025

MedicinaClínica Médica Humana
Código
qg602559
Banca
Quadrix
Órgão
Fundação do ABC
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Generalista - Edital nº 1
Uma mulher de 43 anos de idade compareceu a uma consulta para a realização de um check‑up, apresentando‑se assintomática. Foi indicada, imediatamente, a realização de densitometria óssea.Com base nesse caso clínico hipotético, assinale a opção que apresenta a informação referida pela paciente, para que se justificasse a solicitação realizada.
  1. Amulher acima de 40 anos de idade
  2. Batraso no climatério
  3. Cuso crônico de corticosteroides para asma
  4. Duso de hidroclorotiazida
  5. Equestão étnica, em se tratando de afro‑americana
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GabaritoC — uso crônico de corticosteroides para asma

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Densitometria óssea: indicações e rastreamento de osteoporose

Gabarito: letra C. A densitometria óssea foi indicada imediatamente porque a paciente faz uso crônico de corticosteroides para asma — o uso de corticoide oral em dose ≥5 mg/dia de prednisona (ou equivalente) por ≥3 meses é um dos fatores de risco que justificam o rastreamento de osteoporose, conforme as diretrizes de rastreamento (ex.: Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde). As demais alternativas não correspondem a indicações isoladas de rastreamento imediato nesse contexto.

A densitometria óssea (DXA — dual-energy X-ray absorptiometry) é o exame padrão-ouro para o diagnóstico de osteoporose, medindo a densidade mineral óssea (DMO) em sítios como coluna lombar e fêmur proximal. O rastreamento não é feito em todas as mulheres assintomáticas; ele é direcionado àquelas que apresentam fatores de risco para fratura por fragilidade. Entre esses fatores, destacam-se: mulheres em pós-menopausa, homens ≥50 anos, história de fratura por baixo impacto, uso crônico de corticosteroides, e indivíduos entre 40-50 anos com alto risco de fratura calculado pelo FRAX.

O uso crônico de corticosteroides é um dos principais fatores de risco para osteoporose secundária. Os glicocorticoides inibem a formação óssea (reduzem a atividade dos osteoblastos) e aumentam a reabsorção óssea (estimulam os osteoclastos), levando a perda acelerada de massa óssea, especialmente nos primeiros meses de uso. Por isso, a diretriz recomenda iniciar o rastreamento na presença de uso de corticoide oral em dose ≥5 mg/dia de prednisona (ou equivalente) por ≥3 meses — exatamente o cenário da paciente com asma em uso crônico.

A idade de 43 anos, isoladamente, não é critério de rastreamento imediato — o rastreamento universal em mulheres começa aos 65 anos, ou antes (a partir da menopausa) se houver fatores de risco. O "atraso no climatério" não é um fator de risco; na verdade, a menopausa precoce (antes dos 40-45 anos) é que aumenta o risco. O uso de hidroclorotiazida, um diurético tiazídico, está associado a menor perda de cálcio urinário e, portanto, a um possível efeito protetor ósseo — não é indicação de rastreamento. A etnia afro-americana está associada a maior densidade óssea e menor risco de fratura em comparação com mulheres brancas — portanto, também não justifica rastreamento imediato.

A pegadinha desta questão está em reconhecer que a densitometria não é um exame de rotina para qualquer mulher assintomática; ela é indicada quando há fatores de risco específicos. O uso crônico de corticosteroides é um desses fatores, e a dose e a duração (≥5 mg/dia de prednisona por ≥3 meses) são os critérios que definem a indicação. As outras alternativas exploram conceitos que o candidato pode confundir: idade (mas o corte é 65 anos ou pós-menopausa), climatério (mas o risco é na menopausa precoce, não no atraso), e fatores que na verdade são protetores (hidroclorotiazida e etnia afro-americana).

Guarde o critério decisivo: o rastreamento de osteoporose com densitometria é indicado na presença de fatores de risco — e o uso crônico de corticosteroides é um deles. É exatamente nesse critério que as alternativas se dividem.

Densitometria óssea (DXA)
  • 1Padrão-ouro p/ osteoporose
  • 2Rastreamento direcionado
    • Fatores de risco
      • Pós-menopausa
      • Homens ≥50 anos
      • Fratura por baixo impacto
      • Uso crônico de corticoide
      • Alto risco FRAX (40-50 anos)
    • Não é rotina p/ assintomática
  • 3Fatores protetores
    • Hidroclorotiazida (tiazídico)
    • Etnia afro-americana
    • Menopausa tardia
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A idade de 40 anos, isoladamente, não é critério para rastreamento imediato de osteoporose. O rastreamento universal em mulheres assintomáticas é recomendado a partir dos 65 anos; antes disso, apenas na presença de fatores de risco (como menopausa precoce, uso de corticosteroides, história de fratura, etc.). A alternativa confunde o corte etário do rastreamento universal com uma indicação precoce isolada.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O "atraso no climatério" (menopausa tardia) não é fator de risco para osteoporose — na verdade, é um fator protetor, pois a exposição prolongada ao estrogênio preserva a massa óssea. O risco aumentado está na menopausa precoce (antes dos 40-45 anos), que leva à perda óssea acelerada pela deficiência estrogênica. A alternativa inverte o conceito.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O uso crônico de corticosteroides para asma é uma indicação clássica de rastreamento de osteoporose com densitometria óssea. A diretriz recomenda iniciar o rastreamento na presença de uso de corticoide oral em dose ≥5 mg/dia de prednisona (ou equivalente) por ≥3 meses. A paciente com asma em uso crônico de corticoide se enquadra exatamente nesse critério, justificando a solicitação imediata do exame.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O uso de hidroclorotiazida (diurético tiazídico) não é indicação de rastreamento de osteoporose. Na verdade, os tiazídicos reduzem a excreção urinária de cálcio e podem ter um efeito protetor sobre a densidade óssea. A alternativa apresenta um medicamento que não aumenta o risco de fratura, portanto não justifica a solicitação.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A etnia afro-americana está associada a maior densidade mineral óssea e menor risco de fraturas osteoporóticas em comparação com mulheres de etnia branca. Portanto, ser afro-americana é um fator protetor, não um fator de risco que justifique rastreamento imediato. A alternativa inverte a relação entre etnia e risco de osteoporose.

Gabarito: letra C — o uso crônico de corticosteroides para asma é o fator de risco que justifica a solicitação imediata da densitometria óssea.

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