Pular para o conteúdo principal

Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — Quadrix 2025

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
qg602563
Banca
Quadrix
Órgão
Fundação do ABC
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Generalista - Edital nº 1
Um homem de 72 anos de idade, com antecedente de infarto agudo do miocárdio há 2 anos, compareceu a uma consulta de rotina. O paciente referiu uso irregular de medicação. Ele negou tabagismo atual, mas já era hipertenso há 15 anos. Foram apresentados os resultados a seguir, referentes ao paciente.• Exame físico: PA = 162 × 92 mmHg, FC = 68 bpm.• Exames recentes: creatinina 1,2 mg/dL; K⁺ = 4,5 mEq/L; perfil lipídico com LDL = 98 mg/dL.• Eletrocardiograma: cicatriz de necrose anterior, sem sinais de isquemia aguda.Considerando esse caso clínico hipotético e de acordo com as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (2020), assinale a opção que apresenta a conduta inicial adequada para esse paciente.
  1. Ainiciar tratamento não farmacológico e reavaliar em três meses, sem prescrição de fármacos neste momento
  2. Bintroduzir apenas diurético tiazídico em baixa dose, por ser idoso
  3. Ciniciar terapia farmacológica com betabloqueador associado a inibidor da ECA ou bloqueador do receptor de angiotensina (BRA), além de medidas não medicamentosas
  4. Dsubstituir qualquer medicação anti‑hipertensiva por antiagregante plaquetário, em razão do antecedente de infarto
  5. Eindicar cirurgia de revascularização miocárdica como primeira medida terapêutica para controle da pressão arterial
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — iniciar terapia farmacológica com betabloqueador associado a inibidor da ECA ou bloqueador do receptor de angiotensina (BRA), além de medidas não medicamentosas

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Hipertensão Arterial no Idoso com Cardiopatia Isquêmica: Conduta Inicial

Gabarito: letra C. Para um paciente hipertenso com antecedente de infarto agudo do miocárdio (IAM), a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2020) recomenda o início de terapia farmacológica com betabloqueador associado a inibidor da ECA (IECA) ou bloqueador do receptor de angiotensina (BRA), além de medidas não medicamentosas. Essa conduta se justifica porque, em pacientes pós-IAM, o betabloqueador é uma classe preferencial, e o IECA/BRA é indicado como primeira escolha, especialmente na presença de disfunção ventricular ou doença coronariana.

O caso clínico apresenta um homem de 72 anos, hipertenso há 15 anos, com PA = 162 × 92 mmHg (hipertensão estágio 2) e histórico de IAM há 2 anos. A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2020) estabelece que, para pacientes com risco cardiovascular elevado, como aqueles com doença cardiovascular estabelecida, o tratamento farmacológico deve ser iniciado imediatamente, juntamente com as medidas não medicamentosas. A meta pressórica para esse grupo é < 130/80 mmHg.

A escolha dos fármacos deve considerar as condições clínicas associadas. No paciente pós-IAM, o betabloqueador é uma classe com indicação específica, pois reduz a mortalidade e a recorrência de eventos isquêmicos. O IECA ou BRA também é recomendado, pois melhora o prognóstico, especialmente se houver disfunção ventricular esquerda. A associação dessas duas classes é a conduta inicial adequada, conforme o fluxograma de tratamento da diretriz, que indica a associação de dois medicamentos para pacientes com risco alto e PA ≥ 140/90 mmHg.

A diretriz também destaca que os betabloqueadores são úteis em condições clínicas específicas, como pós-infarto agudo do miocárdio e angina do peito, e que o IECA ou BRA é uma das cinco principais classes de fármacos anti-hipertensivos, com benefícios comprovados na redução de desfechos cardiovasculares. Portanto, a conduta inicial para esse paciente deve incluir a associação de betabloqueador com IECA ou BRA, além de medidas não medicamentosas, como dieta, atividade física e cessação do tabagismo.

A pegadinha da questão está em considerar que, por ser idoso, o paciente deveria receber apenas um diurético tiazídico em baixa dose, ou que o tratamento não farmacológico seria suficiente. No entanto, a diretriz é clara: pacientes com risco cardiovascular alto, como aqueles com doença cardiovascular estabelecida, devem iniciar tratamento farmacológico imediatamente, independentemente da idade. A idade não é um critério para adiar ou negar o tratamento, e a conduta deve ser baseada no risco cardiovascular global.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa sugere iniciar apenas tratamento não farmacológico e reavaliar em três meses, sem prescrição de fármacos. Isso está incorreto porque o paciente apresenta PA = 162 × 92 mmHg (hipertensão estágio 2) e alto risco cardiovascular devido ao histórico de IAM. A diretriz recomenda iniciar tratamento farmacológico imediatamente nesses casos, em conjunto com medidas não medicamentosas. A conduta de apenas reavaliar em três meses seria adequada apenas para pacientes com risco baixo ou moderado e PA em estágio 1, o que não é o caso.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa propõe introduzir apenas diurético tiazídico em baixa dose, por ser idoso. Isso está incorreto porque, embora os diuréticos tiazídicos sejam uma das cinco principais classes de anti-hipertensivos, a diretriz não recomenda o uso isolado em pacientes pós-IAM. Nesses pacientes, o betabloqueador e o IECA/BRA são as classes preferenciais, pois reduzem a mortalidade e a recorrência de eventos isquêmicos. O diurético tiazídico pode ser usado em associação, mas não como monoterapia inicial nesse contexto.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa está correta porque recomenda iniciar terapia farmacológica com betabloqueador associado a IECA ou BRA, além de medidas não medicamentosas. Essa é a conduta inicial adequada para um paciente hipertenso com histórico de IAM, conforme a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2020). O betabloqueador é indicado em condições específicas, como pós-IAM, e o IECA/BRA é uma das cinco principais classes de anti-hipertensivos, com benefícios comprovados na redução de desfechos cardiovasculares. A associação dessas duas classes é recomendada para pacientes com risco cardiovascular alto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa sugere substituir qualquer medicação anti-hipertensiva por antiagregante plaquetário, em razão do antecedente de infarto. Isso está incorreto porque o antiagregante plaquetário (como AAS) é indicado para prevenção secundária de eventos cardiovasculares, mas não substitui o tratamento anti-hipertensivo. O controle da PA é fundamental para reduzir o risco de novos eventos, e a terapia anti-hipertensiva deve ser mantida. O antiagregante é uma medida adicional, não substitutiva.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa indica cirurgia de revascularização miocárdica como primeira medida terapêutica para controle da pressão arterial. Isso está incorreto porque a revascularização miocárdica é indicada para tratar doença arterial coronariana obstrutiva, não para controlar a PA. O controle da PA é feito com medidas não medicamentosas e fármacos anti-hipertensivos. A cirurgia de revascularização pode ser indicada em casos específicos de doença coronariana, mas não é a primeira medida para controle da hipertensão.

Gabarito: letra C

Link permanente: /questoes/qg602563