Um homem de 58 anos de idade, assintomático, realizou uma colonoscopia de rastreamento. O exame evidenciou pólipo único de 8 mm em cólon descendente, ressecado por polipectomia, além de diverticulose de cólon sigmoide sem sinais inflamatórios. O exame histopatológico do pólipo confirmou adenoma tubular com displasia de baixo grau.Com base nesse caso clínico hipotético e considerando as recomendações de rastreamento e seguimento do câncer colorretal no Brasil, assinale a opção que apresenta a conduta adequada.
Aalta do acompanhamento, por pólipos menores do que 1 cm não necessitarem de seguimento
Brepetir colonoscopia em um ano, independentemente do número ou da histologia dos pólipos
Cprogramar nova colonoscopia em três anos, devido à presença de adenoma tubular com displasia
Drepetir colonoscopia apenas em caso de sintomas gastrointestinais, como sangramento ou dor abdominal
Esubstituir a colonoscopia por pesquisa anual de sangue oculto nas fezes como único seguimento
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GabaritoC — programar nova colonoscopia em três anos, devido à presença de adenoma tubular com displasia
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Seguimento pós-polipectomia no rastreamento do câncer colorretal
Gabarito: letra C. Para um adenoma tubular de 8 mm com displasia de baixo grau, ressecado por polipectomia, a recomendação é repetir a colonoscopia em 3 anos — o intervalo é definido pela estratificação de risco baseada no número, tamanho e histologia dos pólipos, conforme as diretrizes brasileiras de rastreamento e seguimento do câncer colorretal.
O caso clínico descreve um pólipo adenomatoso de risco baixo a intermediário: adenoma tubular, com displasia de baixo grau e 8 mm (menor que 10 mm). A conduta correta não é alta do seguimento, nem repetição em 1 ano, nem substituição por sangue oculto nas fezes. A resposta exige conhecer a estratificação de risco pós-polipectomia e os intervalos de vigilância recomendados.
O que define o intervalo de seguimento?
A vigilância após a ressecção de pólipos colorretais é baseada no risco de desenvolvimento de lesões avançadas ou câncer no futuro. Esse risco é estratificado por três características principais do pólipo ressecado:
Número de pólipos: 1–2 pólipos é considerado baixo risco; 3–10 pólipos, risco intermediário; mais de 10 pólipos, risco alto.
Tamanho: pólipos < 10 mm são considerados pequenos; ≥ 10 mm, avançados.
Histologia: adenoma tubular (baixo risco) vs. adenoma viloso/tubuloviloso ou com displasia de alto grau (alto risco).
No caso, temos um único pólipo de 8 mm, adenoma tubular, com displasia de baixo grau — ou seja, um pólipo de baixo risco. As diretrizes brasileiras, alinhadas às internacionais (como as da US Multi-Society Task Force), recomendam para esse grupo:
Colonoscopia de vigilância em 3 anos após a polipectomia.
Se a colonoscopia de vigilância for normal, o próximo exame pode ser em 5–10 anos.
A alternativa C está correta porque reflete exatamente esse intervalo de 3 anos para adenomas tubulares pequenos com displasia de baixo grau.
Por que as outras alternativas estão erradas?
A) Alta do acompanhamento: incorreta, pois mesmo pólipos < 1 cm adenomatosos requerem seguimento, pois há risco de lesões metacrônicas.
B) Repetir em 1 ano: incorreta, pois o intervalo de 1 ano é reservado para pólipos de alto risco (≥ 3 adenomas, ≥ 10 mm, histologia vilosa ou displasia de alto grau).
D) Repetir apenas se sintomas: incorreta, pois a vigilância é baseada em risco, não em sintomas; o paciente é assintomático e ainda assim precisa de seguimento.
E) Substituir por sangue oculto: incorreta, pois a colonoscopia é o exame de escolha para vigilância após polipectomia; o sangue oculto é usado para rastreamento, não para seguimento de pólipos já ressecados.
Estratificação de risco e intervalos
Característica
Baixo risco
Alto risco
Número de pólipos
1–2
≥ 3
Tamanho
< 10 mm
≥ 10 mm
Histologia
Tubular, displasia baixo grau
Vilosa, displasia alto grau
Intervalo de vigilância
3 anos
1 ano (ou menos)
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato com o intervalo de 1 ano, que é para pólipos de alto risco. Aqui, o pólipo é de baixo risco (8 mm, tubular, displasia baixo grau), então o intervalo é de 3 anos. Não caia na tentação de aplicar o intervalo mais curto para todos os adenomas.
PEGA ESSA DICA!
Memorize a regra: 1–2 adenomas tubulares < 10 mm com displasia de baixo grau → colonoscopia em 3 anos. Se houver ≥ 3 adenomas, ≥ 10 mm, ou histologia vilosa/displasia de alto grau → 1 ano. Essa é a base das questões de seguimento pós-polipectomia.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que pólipos < 1 cm não necessitam de seguimento. Errado: mesmo pólipos pequenos adenomatosos têm risco de lesões metacrônicas e devem ser seguidos. O tamanho < 1 cm não elimina o risco; apenas reduz o intervalo em relação a pólipos maiores. A alta do acompanhamento só é considerada para pólipos hiperplásicos do reto/sigmoide < 5 mm, não para adenomas.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Repetir colonoscopia em 1 ano independentemente do número ou histologia é incorreto. O intervalo de 1 ano é reservado para pólipos de alto risco (≥ 3 adenomas, ≥ 10 mm, histologia vilosa ou displasia de alto grau). Para baixo risco, o intervalo é de 3 anos. A individualização é essencial.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Programar nova colonoscopia em 3 anos é a conduta adequada para adenoma tubular de 8 mm com displasia de baixo grau. Esse intervalo reflete a estratificação de risco: pólipo único, pequeno, com histologia de baixo risco. As diretrizes brasileiras e internacionais recomendam vigilância em 3 anos para esse grupo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Repetir colonoscopia apenas em caso de sintomas é incorreto. A vigilância pós-polipectomia é baseada no risco de lesões metacrônicas, não em sintomas. O paciente é assintomático, mas ainda assim precisa de seguimento programado. Sintomas como sangramento ou dor abdominal podem indicar lesões avançadas, mas a ausência deles não elimina o risco.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Substituir a colonoscopia por pesquisa anual de sangue oculto nas fezes como único seguimento é incorreto. O sangue oculto é um exame de rastreamento, não de vigilância pós-polipectomia. A colonoscopia é o padrão-ouro para vigilância, pois permite visualização direta e ressecção de novas lesões. O sangue oculto pode ser usado como complemento, mas não como substituto.