Questão de Biologia — Identidade dos seres vivos — Quadrix 2025
Biologia›Identidade dos seres vivos
Código
qg602943
Banca
Quadrix
Órgão
SEDF
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica: Biologia
Considere-se a figura a seguir.
Internet:<www.researchgate.net> (com adaptações).
A respeito das fases do potencial de ação indicadas na figura apresentada e das suas características, assim como das propriedades do potencial de ação, julgue o item seguinte.O limiar de excitação é variável e pode ser ultrapassado com qualquer estímulo, mesmo sub‑limiar.
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EErrado
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GabaritoE — Errado
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Potencial de ação: limiar de excitação e estímulos sub-limiares
Gabarito: letra E (ERRADO). O limiar de excitação é um valor relativamente constante para cada neurônio em condições fisiológicas estáveis, e estímulos sub-limiares (abaixo do limiar) NÃO conseguem ultrapassá-lo — eles apenas geram potenciais locais (graduados), que se somam (somação temporal e espacial) até, eventualmente, atingir o limiar e disparar um potencial de ação. A afirmativa está errada ao dizer que o limiar "pode ser ultrapassado com qualquer estímulo, mesmo sub-limiar".
O potencial de ação é uma mudança rápida e transitória do potencial de membrana, que ocorre quando a despolarização atinge um valor crítico chamado limiar de excitação. Esse limiar é o ponto em que os canais de sódio dependentes de voltagem se abrem em massa, deflagrando a despolarização explosiva. Para que isso ocorra, o estímulo precisa ser supra-limiar — ou seja, forte o suficiente para despolarizar a membrana até o limiar.
Estímulos sub-limiares (abaixo do limiar) produzem apenas potenciais locais (ou potenciais graduados), que são despolarizações pequenas e localizadas, que decaem com a distância e o tempo. Eles não disparam potencial de ação. Contudo, se vários estímulos sub-limiares ocorrerem em rápida sucessão (somação temporal) ou em pontos próximos da membrana (somação espacial), suas despolarizações podem se somar e, juntas, atingir o limiar — mas, isoladamente, um estímulo sub-limiar nunca ultrapassa o limiar.
A banca explora a confusão entre limiar fixo e limiar variável. O limiar de excitação é, na prática, relativamente constante para um dado neurônio em condições fisiológicas estáveis (embora possa ser modulado por fatores como pH, temperatura, fármacos). A afirmativa mistura dois erros: (1) diz que o limiar é "variável" (o que é parcialmente verdadeiro, mas não no sentido usado) e (2) afirma que pode ser ultrapassado por estímulo sub-limiar (o que é falso). O erro nuclear é o segundo: estímulo sub-limiar, por definição, NÃO ultrapassa o limiar.
1Estímulo sub-limiar
2Potencial local (graduado)
3Somação temporal/espacial
4Atinge o limiar
5Dispara potencial de ação
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Item — ❌ ERRADO
A afirmativa está errada porque estímulos sub-limiares não ultrapassam o limiar de excitação. O limiar é o valor de despolarização que deve ser atingido para disparar o potencial de ação; estímulos abaixo dele geram apenas potenciais locais, que não se propagam. A frase "pode ser ultrapassado com qualquer estímulo, mesmo sub-limiar" é contraditória: se o estímulo é sub-limiar, ele está abaixo do limiar e, portanto, não o ultrapassa. A única forma de um estímulo sub-limiar "vencer" o limiar é por somação (temporal ou espacial), mas aí ele deixa de ser considerado isoladamente sub-limiar — a somação de vários sub-limiares pode atingir o limiar, mas cada um individualmente não.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta fazer você acreditar que o limiar é um valor "flexível" que qualquer estímulo pode cruzar. Na verdade, o limiar é um valor crítico relativamente estável, e estímulos sub-limiares só geram potenciais locais. A pegadinha está em "qualquer estímulo, mesmo sub-limiar" — isso inverte o conceito: sub-limiar significa abaixo do limiar, logo não o ultrapassa. Fique atento: a somação é o mecanismo que permite que vários sub-limiares juntos atinjam o limiar, mas isso não torna o estímulo individual capaz de ultrapassá-lo.