Questão de Português — Interpretação de Textos — Quadrix 2025
- Código
- qg603946
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- SEDF
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Educação Básica: Língua Portuguesa
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (Errado). A oração “A Gramática é o esqueleto da língua” não contém uma comparação, mas uma metáfora. A diferença é decisiva: na comparação (ou símile) há um conectivo comparativo explícito (como, tal qual, que nem, feito, etc.); na metáfora, a comparação é implícita, sem conectivo. No trecho, não há nenhum conectivo — o autor simplesmente afirma que a Gramática é o esqueleto da língua, estabelecendo uma identificação simbólica entre dois seres de universos distintos. Por isso, o item está errado.
A questão pede que você julgue se a figura de linguagem presente na oração é a comparação. Isso exige conhecimento conceitual de figuras de linguagem, aplicado ao texto. Não se trata de interpretação de sentido, mas de classificação de um recurso estilístico — e a banca explora exatamente a confusão clássica entre comparação e metáfora.
No texto, o autor (Luís Fernando Verissimo) discute o papel da Gramática e afirma:
“A Gramática é o esqueleto da língua.”
Aqui, ele compara implicitamente a Gramática a um esqueleto: assim como o esqueleto sustenta o corpo, a Gramática sustentaria a língua. Mas essa comparação não é marcada por conectivo — não há “como”, “tal qual”, “que nem”. O verbo ser (“é”) estabelece uma identidade metafórica: a Gramática é o esqueleto, não é como o esqueleto. Essa é a assinatura da metáfora.
Para distinguir as duas figuras, pergunte: há um conectivo comparativo explícito?
Comparação (símile): sim, há conectivo. Ex.: “Ele é forte como um touro.”
Metáfora: não, a comparação é subentendida. Ex.: “Ele é um touro.” (sem “como”)
Na oração do texto, não há conectivo. Portanto, é metáfora, não comparação. O item afirma que é comparação — logo, está errado.
A afirmação de que há uma comparação está incorreta. A oração “A Gramática é o esqueleto da língua” é uma metáfora, pois estabelece uma comparação implícita, sem conectivo comparativo. O verbo “é” cria uma identificação direta entre Gramática e esqueleto, típica da metáfora. Se fosse comparação, o trecho diria algo como “A Gramática é como o esqueleto da língua”. Como não há conectivo, o item é errado.
A alternativa C afirmaria que o item está certo, ou seja, que há comparação. Isso contradiz a análise: não há conectivo comparativo. Portanto, a alternativa C está incorreta — ela troca o conceito de comparação por metáfora, apegando-se à ideia superficial de que “comparar” é o mesmo que “comparação”. A banca explora exatamente essa confusão.
A banca tenta fazer você acreditar que toda comparação de ideias é a figura “comparação”. Mas a figura exige o conectivo explícito. Sem ele, é metáfora.
Ao identificar figuras de linguagem, procure marcadores como “como”, “tal qual”, “que nem”, “feito”. Se não houver, desconfie de metáfora.
Conclusão: a oração é uma metáfora, não uma comparação. Portanto, o item está errado.
Gabarito: letra E
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