Questão de Português — Regência — Quadrix 2025
- Código
- qg603950
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- SEDF
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Educação Básica: Língua Portuguesa
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: letra C (CERTO). A reescrita de “Lembre-se de que…” para “Lembre que…” é gramaticalmente válida porque o verbo “lembrar” admite as duas construções: a pronominal (lembrar-se de algo) e a não pronominal (lembrar algo), ambas com o mesmo sentido de “ter em mente, não esquecer”. A norma culta não impõe erro em nenhuma das duas formas, como se vê no próprio texto-base, que emprega a forma pronominal sem que isso torne a versão sem pronome incorreta.
O enunciado pede um julgamento de reescritura sem erro gramatical: a banca quer saber se a troca de “Lembre-se de que” por “Lembre que” preserva a correção. Isso é uma questão de regência verbal — mais especificamente, da dupla possibilidade de construção do verbo “lembrar”. Não se trata de interpretação de sentido, mas de conhecimento gramatical aplicado ao texto.
O verbo “lembrar” é um dos chamados verbos de dupla regência — e aqui está o ponto central que decide a questão:
Forma pronominal: “lembrar-se de algo” — o pronome “se” é parte integrante do verbo, e o complemento é introduzido pela preposição “de”. É a construção usada no texto-base: “Lembre-se de que o texto pode ser lido…”.
Forma não pronominal: “lembrar algo” — o verbo é transitivo direto, sem preposição. É exatamente a reescrita proposta: “Lembre que o texto pode ser lido…”.
Ambas as formas são igualmente corretas na norma culta e têm o mesmo sentido de “não esquecer, ter presente”. A gramática tradicional (Bechara, Cunha & Cintra, Celso Luft) registra as duas construções sem qualquer restrição. O que seria erro seria, por exemplo, misturar as duas: “lembrar-se que” (sem a preposição “de”) ou “lembrar de que” (com preposição na forma não pronominal) — mas nenhuma dessas é a reescrita proposta.
Na hora da prova, desconfie de itens que afirmam que uma reescrita é errada apenas porque trocou a forma pronominal pela não pronominal. Verbos como “lembrar”, “esquecer”, “custar” e “preferir” têm regências que variam conforme a construção — e a banca adora testar se você conhece essa dupla possibilidade.
No texto, a frase original é:
“Lembre-se de que o texto pode ser lido por criança, adolescente, pessoa com deficiência ou transtornos.”
A reescrita proposta é:
“Lembre que o texto pode ser lido por criança, adolescente, pessoa com deficiência ou transtornos.”
A única diferença é a supressão do pronome “se” e da preposição “de”. Como o verbo “lembrar” aceita a construção transitiva direta, a nova frase mantém a correção gramatical. O sentido permanece o mesmo: a recomendação de que o redator tenha em mente os possíveis leitores do texto.
A alternativa “Errado” (letra E) cometeria um erro de generalização indevida: ela trataria a forma pronominal como a única correta, ignorando que o verbo “lembrar” também se constrói sem pronome. Não há no texto-base — nem na norma culta — qualquer elemento que torne a reescrita incorreta.
A reescrita é gramaticalmente correta porque o verbo “lembrar” admite tanto a construção pronominal (“lembrar-se de”) quanto a não pronominal (“lembrar”). A banca testa exatamente esse conhecimento de regência verbal. Portanto, o item está CERTO.
Gabarito: letra C (CERTO).
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