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Questão de Português — Regência — Quadrix 2025

PortuguêsRegência
Código
qg603950
Banca
Quadrix
Órgão
SEDF
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica: Língua Portuguesa
O QUE É LINGUAGEM SIMPLES?

É uma técnica de comunicação utilizada para transmitir informações de maneira simples, objetiva e inclusiva, com a finalidade de facilitar a compreensão.

É a forma de estruturar o texto para o leitor encontrar facilmente o que procura, compreender o que encontrou e utilizar a informação, sem a necessidade da releitura do texto.

No Brasil, a primeira política pública para tratar exclusivamente do tema de Linguagem Simples surgiu em 2019 com a criação do Programa Municipal de Linguagem Simples da Prefeitura de São Paulo.

POR QUE USAR LINGUAGEM SIMPLES?

O público‑alvo da Secretaria de Educação é muito amplo. Temos crianças, adolescentes, pais, mães, avós. E ainda temos o público interno, servidores de várias áreas como administração, tecnologia, direito, pedagogia. É importante ter uma linguagem que todos os públicos possam compreender. Existem estudos que revelam a dificuldade de leitura dos brasileiros, o que deixa mais visível ainda a necessidade de adequação de linguagem: 3 a cada 10 brasileiros adultos têm dificuldade de entender textos simples (Todos Pela Educação, 2018).

As vantagens do emprego da linguagem simples são diversas:

• Garante a participação e o controle da gestão pública pela população.

• Reduz a necessidade de intermediários entre o governo e a população.

• É direito do usuário a adequada prestação de serviços.

• Dá foco nos cidadãos e na geração de valor.

• Facilita a comunicação interna e o entendimento das informações.

O QUE É PRECISO FAZER?

Adequar as mensagens, a linguagem, os documentos e os canais aos diferentes segmentos de público, de maneira simplificada e acessível.

• Empregue uma linguagem respeitosa, clara, acessível, inclusiva e de fácil compreensão.

• Dê preferência a palavras comuns e usadas no dia a dia. • Lembre‑se de que o texto pode ser lido por criança, adolescente, pessoa com deficiência ou transtornos.

• Sempre obedeça às regras gramaticais.

• Evite o uso de termos estrangeiros, jargões, termos técnicos e siglas desconhecidas.

• Use a linguagem simples no atendimento ao público e nos atos administrativos internos. Internet: (com adaptações).

Com base nas propriedades linguísticas do texto, julgue o item a seguir. 
Dadas as características do verbo “lembrar”, o período “Lembre‑se de que o texto pode ser lido por criança, adolescente, pessoa com deficiência ou transtornos” pode ser reescrito como “Lembre que o texto pode ser lido por criança, adolescente, pessoa com deficiência ou transtornos” sem incorrer em erro gramatical.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita do verbo “lembrar” — pronominal × não pronominal

Gabarito: letra C (CERTO). A reescrita de “Lembre-se de que…” para “Lembre que…” é gramaticalmente válida porque o verbo “lembrar” admite as duas construções: a pronominal (lembrar-se de algo) e a não pronominal (lembrar algo), ambas com o mesmo sentido de “ter em mente, não esquecer”. A norma culta não impõe erro em nenhuma das duas formas, como se vê no próprio texto-base, que emprega a forma pronominal sem que isso torne a versão sem pronome incorreta.

O comando da questão

O enunciado pede um julgamento de reescritura sem erro gramatical: a banca quer saber se a troca de “Lembre-se de que” por “Lembre que” preserva a correção. Isso é uma questão de regência verbal — mais especificamente, da dupla possibilidade de construção do verbo “lembrar”. Não se trata de interpretação de sentido, mas de conhecimento gramatical aplicado ao texto.

A regência do verbo “lembrar”

O verbo “lembrar” é um dos chamados verbos de dupla regência — e aqui está o ponto central que decide a questão:

  • Forma pronominal: “lembrar-se de algo” — o pronome “se” é parte integrante do verbo, e o complemento é introduzido pela preposição “de”. É a construção usada no texto-base: “Lembre-se de que o texto pode ser lido…”.

  • Forma não pronominal: “lembrar algo” — o verbo é transitivo direto, sem preposição. É exatamente a reescrita proposta: “Lembre que o texto pode ser lido…”.

Ambas as formas são igualmente corretas na norma culta e têm o mesmo sentido de “não esquecer, ter presente”. A gramática tradicional (Bechara, Cunha & Cintra, Celso Luft) registra as duas construções sem qualquer restrição. O que seria erro seria, por exemplo, misturar as duas: “lembrar-se que” (sem a preposição “de”) ou “lembrar de que” (com preposição na forma não pronominal) — mas nenhuma dessas é a reescrita proposta.

1Pronominal
"lembrar-se de algo"
Ex.: Lembre-se de que...
2Não pronominal
"lembrar algo"
Ex.: Lembre que...
3Erros comuns
"lembrar-se que" (sem "de")
"lembrar de que" (com "de" na forma não pronominal)
Verbo "lembrar" (dupla regência)
LEVELsoulevel.com.br
Verbo "lembrar" (dupla regência): Pronominal ("lembrar-se de algo", Ex.: Lembre-se de que...); Não pronominal ("lembrar algo", Ex.: Lembre que...); Erros comuns ("lembrar-se que" (sem "de"), "lembrar de que" (com "de" na forma não pronominal))
PEGA ESSA DICA!

Na hora da prova, desconfie de itens que afirmam que uma reescrita é errada apenas porque trocou a forma pronominal pela não pronominal. Verbos como “lembrar”, “esquecer”, “custar” e “preferir” têm regências que variam conforme a construção — e a banca adora testar se você conhece essa dupla possibilidade.

Aplicação ao texto-base

No texto, a frase original é:

“Lembre-se de que o texto pode ser lido por criança, adolescente, pessoa com deficiência ou transtornos.”

A reescrita proposta é:

“Lembre que o texto pode ser lido por criança, adolescente, pessoa com deficiência ou transtornos.”

A única diferença é a supressão do pronome “se” e da preposição “de”. Como o verbo “lembrar” aceita a construção transitiva direta, a nova frase mantém a correção gramatical. O sentido permanece o mesmo: a recomendação de que o redator tenha em mente os possíveis leitores do texto.

Por que a alternativa “Errado” falha

A alternativa “Errado” (letra E) cometeria um erro de generalização indevida: ela trataria a forma pronominal como a única correta, ignorando que o verbo “lembrar” também se constrói sem pronome. Não há no texto-base — nem na norma culta — qualquer elemento que torne a reescrita incorreta.

Conclusão

A reescrita é gramaticalmente correta porque o verbo “lembrar” admite tanto a construção pronominal (“lembrar-se de”) quanto a não pronominal (“lembrar”). A banca testa exatamente esse conhecimento de regência verbal. Portanto, o item está CERTO.

Gabarito: letra C (CERTO).

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