Questão de Português — Ortografia — Quadrix 2025
- Código
- qg603951
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- SEDF
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Educação Básica: Língua Portuguesa
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (ERRADO). A substituição de “dia a dia” por “dia‑a‑dia” não é gramaticalmente correta nesse contexto, pois altera a classe gramatical e o sentido da expressão. No trecho original, “dia a dia” funciona como adjunto adverbial (ideia de frequência/cotidiano), enquanto “dia‑a‑dia” é um substantivo (sinônimo de rotina). A troca, portanto, não é permitida sem mudar o sentido — e a afirmação do item, ao dizer que a substituição é correta, está errada.
O comando pede um julgamento sobre propriedades linguísticas do texto, especificamente sobre a possibilidade de substituir uma expressão por outra com hífen. A questão exige conhecimento de ortografia (emprego do hífen) e de semântica (mudança de sentido). Não se trata de interpretação de ideias do texto, mas de análise gramatical aplicada a um trecho específico.
No texto-base, a orientação é clara: “Dê preferência a palavras comuns e usadas no dia a dia”. Aqui, “dia a dia” tem valor adverbial — indica “cotidianamente”, “no dia a dia”, funcionando como adjunto adverbial de tempo. Já a forma com hífen, “dia‑a‑dia”, é um substantivo masculino que significa “rotina”, “vida cotidiana”. Compare:
Forma | Classe | Sentido | Exemplo |
|---|---|---|---|
dia a dia (sem hífen) | Adjunto adverbial | cotidianamente, diariamente | “Ele treina dia a dia.” |
dia‑a‑dia (com hífen) | Substantivo | rotina, cotidiano | “O dia‑a‑dia da empresa é agitado.” |
A regra que decide: o hífen substantiva a expressão. Sem hífen, temos uma locução adverbial; com hífen, um substantivo. A troca, portanto, não é gramaticalmente correta no contexto, pois muda a função sintática e o sentido. A afirmação do item, ao dizer que a substituição é correta, está errada.
A banca explora a confusão clássica entre a locução adverbial “dia a dia” (sem hífen) e o substantivo “dia‑a‑dia” (com hífen). O candidato que não percebe a mudança de classe aceita a troca como inócua — mas ela altera o sentido.
Ao julgar substituições, pergunte: a troca muda a classe gramatical? Se sim, muda o sentido — e a substituição não é “gramaticalmente correta” sem alterar o texto.
A afirmativa diz que a substituição é gramaticalmente correta e que altera o sentido. A primeira parte é falsa: a troca não é gramaticalmente correta no contexto, pois transforma um adjunto adverbial em substantivo, exigindo reestruturação da frase. A segunda parte é verdadeira (altera o sentido), mas a conjunção “mas” liga duas ideias que não se sustentam juntas: se não é correta, a substituição não pode ser aceita como mera variação. O erro está em afirmar que a troca é gramaticalmente válida.
A afirmativa está errada porque a substituição não é gramaticalmente correta no contexto. No trecho “Dê preferência a palavras comuns e usadas no dia a dia”, a expressão “dia a dia” é uma locução adverbial (adjunto adverbial de tempo), indicando “cotidianamente”. A forma com hífen, “dia‑a‑dia”, é um substantivo (sinônimo de “rotina”). A troca mudaria a classe gramatical e o sentido, exigindo ajustes na frase — portanto, a substituição não é gramaticalmente correta sem alterar o sentido. O item, ao afirmar que é correta, está errado.
Conclusão: a questão testa o domínio do emprego do hífen e da mudança de classe gramatical. A forma sem hífen é adverbial; com hífen, substantiva. A substituição não é inócua — altera o sentido e a estrutura. Por isso, o gabarito é letra E.
Gabarito: letra E
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