Questão de Português — Funções morfossintáticas da palavra QUE — Quadrix 2025
- Código
- qg603959
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- SEDF
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Educação Básica: Língua Portuguesa
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). O vocábulo "que" na oração em destaque não é conjunção integrante, mas sim pronome relativo, pois retoma o antecedente "os gregos" e introduz uma oração subordinada adjetiva restritiva. A afirmação do item está incorreta ao classificar a função e, consequentemente, ao atribuir-lhe papel de coesão sequencial — na verdade, trata-se de coesão referencial.
A questão é de gramática aplicada ao texto: pede-se o julgamento de uma afirmação sobre a classe e a função do "que" em um trecho específico. Não se trata de interpretação de sentido, mas de análise morfossintática — identificar se o vocábulo é conjunção integrante (que introduz oração subordinada substantiva) ou pronome relativo (que introduz oração subordinada adjetiva). A banca também testa o conhecimento de coesão: se o "que" fosse conjunção, ligaria orações por coesão sequencial; sendo pronome relativo, estabelece coesão referencial.
No texto, lê-se:
"Mas foram os gregos, no século IV a.C., que usaram extensivamente a escrita para registrar a evolução de pensamento nas diversas ciências."
Observe a estrutura: o "que" aparece logo após o substantivo "gregos" e inicia a oração "que usaram extensivamente a escrita". Para decidir a classe, o teste clássico é verificar se há antecedente e se o "que" pode ser substituído por "os quais". Veja:
"os gregos que usaram a escrita" → "os gregos os quais usaram a escrita" → substituição possível.
O "que" retoma "gregos" e exerce função de sujeito da oração adjetiva (quem usaram? os gregos).
Portanto, é pronome relativo, e a oração é subordinada adjetiva restritiva. Se fosse conjunção integrante, não haveria antecedente e a oração funcionaria como termo (sujeito, objeto etc.) de outra — por exemplo: "É importante que os professores pesquisem" (aqui "que" é conjunção integrante, pois a oração "que os professores pesquisem" é sujeito de "é importante").
A coesão sequencial é estabelecida por conectivos que ligam orações coordenadas ou subordinadas adverbiais, indicando relações como causa, consequência, tempo, oposição (ex.: "Estudou muito, por isso passou"). Já o pronome relativo promove coesão referencial, pois retoma um termo anterior (o antecedente), evitando repetição e amarrando o texto por referência. No trecho, o "que" retoma "gregos" — logo, a coesão é referencial, não sequencial. O item erra nos dois pontos: a classe e o tipo de coesão.
A afirmativa está errada porque classifica o "que" como conjunção integrante. Como demonstrado, o "que" é pronome relativo (equivale a "os quais") e introduz oração adjetiva. Além disso, a coesão gerada é referencial, não sequencial. A banca explora a confusão comum entre "que" conjunção e "que" pronome relativo — ambos ligam orações, mas o relativo sempre retoma um antecedente.
A questão ensina o teste decisivo: se o "que" tem antecedente e pode ser trocado por "o qual/a qual/os quais/as quais", é pronome relativo; se não tem antecedente e a oração funciona como termo da principal, é conjunção integrante. Aplicado ao trecho, o "que" retoma "gregos" → pronome relativo → oração adjetiva → coesão referencial. Portanto, o item está errado.
Ao julgar itens sobre o "que", pergunte: há um substantivo logo antes? Posso substituir por "o qual"? Se sim, é pronome relativo. Conjunção integrante não tem antecedente e a oração que introduz pode ser trocada por "isso".
Gabarito: letra E (Errado).
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