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Questão de Português — Orações subordinadas substantivas: Subjetivas, Objetivas diretas, Objetivas indiretas... — Quadrix 2025

PortuguêsOrações subordinadas substantivas: Subjetivas, Objetivas diretas, Objetivas indiretas...
Código
qg603961
Banca
Quadrix
Órgão
SEDF
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica: Língua Portuguesa
A educação e, mais propriamente, o trabalho escolar de ensino e aprendizagem têm sido objeto de pesquisa sistemática. É desejável que os professores e todos os atores envolvidos com a educação tenham uma postura pró‑ativa na produção de conhecimento científico.

A pesquisa em sala de aula insere‑se no campo da pesquisa social e pode ser construída de acordo com um paradigma quantitativo, que deriva do positivismo, ou com um paradigma qualitativo, que provém da tradição epistemológica conhecida como interpretativismo. O positivismo e o interpretativismo são as duas principais tradições no desenvolvimento da pesquisa social. O positivismo começou a ser empregado nas ciências exatas e foi depois importado pelas ciências sociais, a partir do início do século XIX, desfrutando desde então de grande prestígio. Durante o século XX, a humanidade avançou mais na produção de conhecimento científico do que em todos os milênios de sua existência até agora. As ciências estão organizadas em associações científicas, guardiãs da tradição e da fidedignidade da produção dos cientistas e responsáveis pela intensa divulgação de seus progressos.
Mas não se pode imaginar que o nascedouro das ciências seja contemporâneo das modernas tecnologias. O conhecimento científico tem avançado juntamente com a história da humanidade. Contudo, há alguns períodos nessa história em que o avanço foi mais rápido e mais intenso.

Há muitos registros de atividade científica entre os povos antigos. Exemplos são os conhecimentos de astronomia dos maias, pré‑colombianos; a técnica de mumificação e de construção das pirâmides no antigo Egito; a tecnologia náutica entre os fenícios e outros povos navegadores. Mas foram os gregos, no século IV a.C., que usaram extensivamente a escrita para registrar a evolução de pensamento nas diversas ciências. Essa herança está, praticamente, nas raízes de todo o acervo científico ocidental.

BORTONI‑RICARDO, Stella Maris. O professor pesquisador: introdução à pesquisa qualitativa. São Paulo: Parábola Editorial, 2008, p. 10‑12 (com adaptações).

No que diz respeito aos aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir
O papel da oração “que os professores e todos os atores envolvidos com a educação tenham uma postura pró‑ativa na produção de conhecimento científico” no período “É desejável que os professores e todos os atores envolvidos com a educação tenham uma postura pró‑ativa na produção de conhecimento científico” é o de complementar a significação do adjetivo “desejável”.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Oração subordinada substantiva subjetiva: função sintática no período

Gabarito: E (Errado). A oração “que os professores e todos os atores envolvidos com a educação tenham uma postura pró‑ativa na produção de conhecimento científico” não complementa a significação do adjetivo “desejável”; ela exerce a função de sujeito do verbo “é” (oração subordinada substantiva subjetiva). A afirmação do item está incorreta porque confunde a função de sujeito com a de complemento nominal, que seria o papel de uma oração completiva nominal (ex.: “É desejável de que...”).

O comando

A questão pede uma análise sintática de uma oração dentro de um período. O verbo do enunciado é “julgar” — trata-se de uma assertiva sobre a função da oração destacada. Para resolver, é preciso classificar a oração subordinada e verificar se a função apontada (“complementar a significação do adjetivo”) corresponde à realidade. Não se trata de interpretação de sentido, mas de análise sintática — o que exige domínio das orações subordinadas substantivas.

O texto

O período em análise é:

“É desejável que os professores e todos os atores envolvidos com a educação tenham uma postura pró‑ativa na produção de conhecimento científico”

A oração principal é “É desejável”. O verbo “é” é de ligação (predicativo “desejável”). A oração iniciada por “que” é uma oração subordinada substantiva subjetiva, pois exerce a função de sujeito do verbo “é”. Para confirmar, basta substituir a oração por “isso”: “Isso é desejável” — “isso” é o sujeito. A oração não complementa o adjetivo; ela é o sujeito da predicação.

A técnica que decide

A classificação das orações subordinadas substantivas depende da função sintática que exercem em relação à oração principal. O teste clássico é substituir a oração por “isso” (ou “disto”, “nisso”) e verificar qual termo ela ocupa:

  • Subjetiva: “É desejável que...” → “Isso é desejável” → sujeito.

  • Objetiva direta: “Quero que...” → “Quero isso” → objeto direto.

  • Objetiva indireta: “Preciso de que...” → “Preciso disso” → objeto indireto.

  • Completiva nominal: “Tenho certeza de que...” → “Tenho certeza disso” → complemento nominal.

  • Predicativa: “A verdade é que...” → predicativo do sujeito.

  • Apositiva: “Só quero uma coisa: que...” → aposto.

No período em questão, a oração é subjetiva, pois é o sujeito de “é desejável”. A afirmativa do item diz que ela “complementa a significação do adjetivo ‘desejável’”, o que seria o caso de uma completiva nominal — mas isso exigiria uma preposição (“de que”) e um nome que pedisse complemento, o que não ocorre. O adjetivo “desejável” está como predicativo do sujeito, e o sujeito é justamente a oração.

Orações subordinadas substantivas
  • 1Teste: substituir por "isso"/"disso"/"nisso"
    • Subjetiva
      • "Isso é desejável"
      • função: sujeito
    • Objetiva direta
      • "Quero isso"
      • função: objeto direto
    • Objetiva indireta
      • "Preciso disso"
      • função: objeto indireto
    • Completiva nominal
      • "Tenho certeza disso"
      • função: complemento nominal
    • Predicativa
      • "A verdade é isso"
      • função: predicativo do sujeito
    • Apositiva
      • "Só quero uma coisa: isso"
      • função: aposto
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Alternativa E — ❌ Errado ⟵ GABARITO

A afirmativa está errada. A oração “que os professores e todos os atores envolvidos com a educação tenham uma postura pró‑ativa na produção de conhecimento científico” exerce a função de sujeito do verbo “é”, e não de complemento do adjetivo “desejável”. A prova está na substituição por “isso”: “Isso é desejável”. A banca tentou confundir o candidato ao sugerir que a oração “complementa” o adjetivo, mas a função sintática correta é de sujeito (oração subordinada substantiva subjetiva).

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre oração subjetiva e completiva nominal. A completiva nominal complementa um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e viria com preposição (“de que”). Aqui, a oração é o sujeito de “é desejável” — não há preposição e o teste do “isso” confirma.

PEGA ESSA DICA!

Ao classificar orações subordinadas substantivas, faça sempre o teste da substituição por “isso”/“disso”/“nisso”. Se a oração virar o sujeito da principal, é subjetiva; se virar complemento de um nome, é completiva nominal.

Conclusão: a oração destacada é subjetiva (sujeito de “é desejável”), e não complemento do adjetivo. Portanto, o item está errado.

Gabarito: E (Errado).

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