Questão de Noções de Informática — Software — Quadrix 2025
- Código
- qg604558
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CAU-MA
- Ano
- 2025
- Nível
- Médio
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ERRADO. A afirmativa inverte o conceito de software livre: ele é justamente aquele que possui o código-fonte disponível (aberto), permitindo que qualquer pessoa estude, modifique e redistribua o programa. A gratuidade, por sua vez, não é requisito do software livre — ele pode ser pago ou gratuito. A definição correta está na filosofia da Free Software Foundation (FSF), criada por Richard Stallman.
O software livre é um movimento que nasceu na década de 1980, quando Richard Stallman, insatisfeito com a recusa de uma empresa em liberar o código-fonte de um software de impressora, decidiu criar um mecanismo legal que garantisse aos usuários a liberdade de copiar, redistribuir e modificar programas. A Free Software Foundation (FSF) foi fundada para defender essas liberdades. O termo "software livre" refere-se à liberdade, não ao preço: um software pode ser livre e cobrado, assim como pode ser gratuito e proprietário (como muitos aplicativos que não abrem seu código).
A definição clássica de software livre envolve quatro liberdades essenciais: executar o programa para qualquer propósito, estudar como ele funciona e adaptá-lo às suas necessidades, redistribuir cópias e melhorar o programa e disponibilizar as melhorias para a comunidade. Para que essas liberdades sejam exercidas, o código-fonte deve estar acessível — é ele que permite o estudo e a modificação. Sem código-fonte aberto, não há software livre.
Na prática, um exemplo clássico é o sistema operacional Linux: seu código-fonte é público, qualquer pessoa pode baixá-lo, estudá-lo, modificá-lo e redistribuí-lo, inclusive comercialmente. Já o Microsoft Windows é um software proprietário: seu código-fonte é fechado, e o usuário apenas adquire uma licença de uso, sem acesso ao código. A gratuidade não define a categoria: o Linux pode ser vendido (algumas distribuições são pagas), e o Windows, embora pago, tem versões gratuitas (como o Windows 10/11 sem ativação).
A pegadinha desta questão é exatamente a inversão: a banca afirma que software livre "não possui código-fonte disponível", quando o correto é o oposto. Além disso, associa software livre a "utilizado gratuitamente", o que também é falso — a gratuidade é uma consequência possível, mas não uma característica definidora. Guarde a distinção: software livre = código aberto + liberdade de uso, estudo, modificação e redistribuição; software gratuito (freeware) = não exige pagamento, mas pode ter código fechado.
A afirmativa está errada por dois motivos: (1) inverte a característica central do software livre, que é a disponibilidade do código-fonte — sem ele, não há como estudar, modificar ou redistribuir o programa, que são as liberdades essenciais; (2) confunde software livre com software gratuito, pois a gratuidade não é requisito — um software livre pode ser comercializado, e um software gratuito pode ter código fechado. O conceito correto é: software livre é aquele que respeita a liberdade dos usuários de executar, copiar, distribuir, estudar, modificar e melhorar o programa, o que exige código-fonte aberto.
A banca inverte o conceito: diz que software livre "não possui código-fonte disponível", quando o correto é que ele possui código-fonte aberto. Além disso, troca "liberdade" por "gratuidade" — o software livre é questão de liberdade, não de preço. Fique atento: se a alternativa falar em "código-fonte fechado" ou "sem código-fonte" para software livre, está errada.
Para acertar questões sobre software livre, lembre-se do mnemônico LAMR (ou LAMR): Liberdade de executar, Acessar o código-fonte, Modificar e Redistribuir. Se faltar qualquer uma dessas liberdades, não é software livre. E nunca associe software livre a "grátis" — essa é a pegadinha mais comum.
Gabarito: ERRADO.
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