Questão de Português — Sintaxe — Quadrix 2025
- Código
- qg604718
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CFBio
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior

Internet:<nationalgeographicbrasil.com> (com adaptações).
- CCerto
- EErrado

Internet:<nationalgeographicbrasil.com> (com adaptações).
GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A afirmação está parcialmente correta — as orações "que infectam" e "que nos cercam" são, sim, adjetivas restritivas — mas o vocábulo "que" não funciona como sujeito em ambas. Na primeira, "que" é sujeito; na segunda, é objeto direto. O erro está em generalizar a função do "que" para as duas ocorrências, ignorando a estrutura interna de cada oração. A banca explora a tendência de assumir que todo "que" após um substantivo é sujeito, mas a função só se define pelo papel que o termo exerce dentro da oração adjetiva.
A questão pede um julgamento Certo/Errado sobre um aspecto gramatical. Não se trata de interpretação de texto, mas de análise sintática aplicada a trechos específicos. O comando exige que você verifique duas afirmações simultâneas: (1) as orações são adjetivas restritivas; (2) o "que" é sujeito em ambas. Para marcar Certo, as duas precisariam ser verdadeiras. Basta uma falha para o item ser Errado.
No texto-base, as orações aparecem em contextos como:
"[...] os vírus que infectam [...]" "[...] os problemas que nos cercam [...]"
Ambas são introduzidas pelo pronome relativo "que", que retoma um antecedente ("vírus", "problemas") e inicia uma oração subordinada adjetiva restritiva — restringe o sentido do antecedente, sem vírgulas. Até aqui, a afirmação está correta. O problema está na função sintática do "que".
Para descobrir a função do pronome relativo, troque-o pelo seu antecedente e analise a oração resultante. Veja:
"que infectam" → "os vírus infectam" → Quem infecta? Os vírus → o "que" exerce a função de sujeito.
"que nos cercam" → "os problemas nos cercam" → O que os problemas cercam? Nos (objeto direto) → o "que" exerce a função de objeto direto.
Na segunda oração, o verbo "cercar" é transitivo direto e exige um complemento. O pronome "que" ocupa esse lugar: os problemas cercam algo — e esse algo é o antecedente "problemas". O termo "nos" é apenas um adjunto/objeto indireto? Não: "nos" é pronome oblíquo átono que funciona como objeto direto (cercam a nós). Portanto, o "que" não pode ser sujeito, pois o sujeito já é "os problemas" (retomado pelo relativo).
A banca arma uma generalização indevida: como o "que" costuma ser sujeito em orações adjetivas (ex.: "o livro que está na mesa"), o candidato tende a aplicar isso a todas as ocorrências. Mas a função do relativo depende da transitividade do verbo e da presença de outros termos na oração. Sempre que houver um verbo transitivo direto sem outro complemento, o "que" será objeto direto; se o verbo for intransitivo ou estiver acompanhado de um objeto, o "que" será sujeito.
A primeira parte da afirmação ("ambas adjetivas restritivas") é verdadeira, mas a segunda ("o 'que' funciona como sujeito") é falsa para "que nos cercam". Como o item exige que toda a afirmação seja verdadeira, ele é Errado.
Em questões sobre função do "que", sempre substitua o pronome pelo antecedente e analise a oração resultante. Pergunte: quem pratica a ação? O que recebe a ação? Isso revela se é sujeito ou objeto.
Gabarito: letra E (Errado).
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