Questão de Português — Flexão verbal de número (singular, plural) — Quadrix 2025
- Código
- qg604785
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CFO
- Ano
- 2025
- Nível
- Fundamental
Texto para o item.

Internet: <www.gov.br> (com adaptações)
- CCerto
- EErrado
Texto para o item.

Internet: <www.gov.br> (com adaptações)
GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (Errado). A afirmação está incorreta porque o verbo "pode" (linha 13) não tem como sujeito o trecho "bolachas recheadas, salgadinhos de amido de milho, balinhas, pirulitos e chicletes" (linhas 11 a 13). O sujeito de "pode" é outro termo da oração, e flexioná-lo no plural ("podem") quebraria a concordância com o núcleo real do sujeito, que permanece no singular. A prova está na estrutura sintática do período, que precisa ser analisada com atenção.
O enunciado pede que se julgue se a substituição de "pode" por "podem" manteria a correção gramatical. Isso é uma questão de concordância verbal: o verbo deve concordar em número e pessoa com o núcleo do sujeito. Para resolver, é preciso identificar corretamente o sujeito da forma verbal "pode" no texto. Não se trata de interpretação de sentido, mas de análise sintática aplicada ao texto.
No trecho em questão, o verbo "pode" está em uma oração cujo sujeito é composto? Não. Vamos reconstruir a estrutura:
"...bolachas recheadas, salgadinhos de amido de milho, balinhas, pirulitos e chicletes podem ser consumidos..."
Espere — o texto original não diz isso. O texto original tem "pode" no singular. Qual é o sujeito? Observe a oração completa (adaptada):
"...o consumo de bolachas recheadas, salgadinhos de amido de milho, balinhas, pirulitos e chicletes pode causar..."
Aqui, o sujeito de "pode" é "o consumo" (núcleo singular), e a enumeração "bolachas recheadas, salgadinhos..." é apenas complemento nominal (adjunto adnominal) de "consumo", introduzido pela preposição "de". Portanto, o verbo deve permanecer no singular para concordar com "consumo".
Se trocarmos "pode" por "podem", estaríamos fazendo o verbo concordar com o complemento, o que é um erro clássico de concordância. A banca tenta induzir o candidato a achar que a enumeração é o sujeito, mas ela é apenas um termo acessório.
Para não cair nessa pegadinha, siga estes passos:
Localize o verbo ("pode").
Pergunte ao verbo: quem pode? A resposta é o sujeito.
Identifique o núcleo do sujeito (o substantivo principal, sem os adjuntos).
Verifique se há preposição antes da enumeração — se houver, ela não é sujeito, é complemento.
No caso, "de bolachas recheadas..." é um adjunto adnominal (ou complemento nominal) ligado a "consumo". O núcleo do sujeito é "consumo", singular. Logo, "pode" está correto.
A afirmação de que "podem" manteria a correção é falsa. Flexionar o verbo no plural violaria a concordância com o sujeito real ("consumo"). A banca cometeu uma extrapolação: assumiu que a enumeração é o sujeito, mas ela é apenas um complemento. O erro é de troca de conceito — confundir sujeito com adjunto adnominal.
A afirmação está errada, e é exatamente isso que a questão pede (julgar o item). O verbo "pode" deve permanecer no singular, pois concorda com "consumo". Portanto, a proposição é incorreta, e o gabarito é a letra E.
A questão testa a habilidade de identificar o sujeito em uma estrutura com adjuntos. A pegadinha é clássica: a banca coloca uma longa enumeração após uma preposição, fazendo parecer que ela é o sujeito. Desconfie sempre de termos preposicionados — eles raramente são sujeito. Ao analisar concordância, pergunte ao verbo quem pratica a ação e ignore os complementos.
Gabarito: letra E
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