Questão de Português — Crase — Quadrix 2025
- Código
- qg604850
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CFO
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior


Internet:<www.unipacs.com.br> (com adaptações).
- CCerto
- EErrado


Internet:<www.unipacs.com.br> (com adaptações).
GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (Errado). A afirmação de que é facultativo o emprego do sinal indicativo de crase no “a” que antecede a expressão “2%” está incorreta, pois a crase é proibida diante de numeral masculino, como é o caso de “2%”. A regra é clara: só há crase quando há fusão da preposição “a” com o artigo feminino “a” ou com o “a” inicial de pronomes demonstrativos (aquele, aquela, aquilo) e relativos (a qual, as quais). Como “2%” é uma expressão masculina, não há artigo feminino para justificar a crase, e o “a” que a antecede é apenas preposição, sem acento grave.
O enunciado pede para julgar (certo ou errado) uma afirmação sobre a estrutura linguística do texto. Trata-se de uma questão de gramática normativa, especificamente sobre o uso da crase. O verbo “julgar” indica que devemos analisar se a afirmação está de acordo com as regras da língua padrão, não com o que “parece” correto. Aqui, a banca testa o conhecimento do candidato sobre os casos de crase facultativa e proibida.
O texto-base é uma crônica que narra a história de um cinzeiro. Na linha 35, há a expressão “o calção usado aos 2 anos de idade”. O “a” que antecede “2%” (na verdade, “2 anos”) é uma preposição exigida pela regência do verbo “usar” (usar algo a alguma idade). Não há artigo feminino, pois “2 anos” é masculino. Portanto, a crase é proibida.
A crase é a fusão da preposição “a” com o artigo feminino “a” ou com o “a” inicial de pronomes demonstrativos e relativos. Para que haja crase, é necessário que o termo seguinte seja feminino e admita o artigo. No caso de “2%”, temos um numeral masculino (por isso, “2%” é masculino), que não admite artigo feminino. Logo, não há crase. A banca tenta confundir o candidato ao afirmar que a crase é facultativa, mas ela é proibida diante de numerais masculinos.
A alternativa C afirma que é facultativo o emprego do sinal indicativo de crase no “a” que antecede a expressão “2%”. Isso está errado, pois a crase é proibida diante de numeral masculino. A regra é clara: só há crase quando há fusão da preposição “a” com o artigo feminino “a” ou com o “a” inicial de pronomes demonstrativos (aquele, aquela, aquilo) e relativos (a qual, as quais). Como “2%” é uma expressão masculina, não há artigo feminino para justificar a crase, e o “a” que a antecede é apenas preposição, sem acento grave.
A alternativa E afirma que é errado dizer que é facultativo o emprego do sinal indicativo de crase no “a” que antecede a expressão “2%”. Isso está correto, pois a crase é proibida diante de numeral masculino. A regra é clara: só há crase quando há fusão da preposição “a” com o artigo feminino “a” ou com o “a” inicial de pronomes demonstrativos (aquele, aquela, aquilo) e relativos (a qual, as quais). Como “2%” é uma expressão masculina, não há artigo feminino para justificar a crase, e o “a” que a antecede é apenas preposição, sem acento grave.
A banca tenta fazer o candidato confundir os casos de crase facultativa (antes de nomes próprios femininos, antes de pronomes possessivos adjetivos e na locução “até a”) com os casos de crase proibida (diante de numerais masculinos). A crase é facultativa apenas nos três casos citados, e “2%” não se enquadra em nenhum deles.
Para saber se há crase, substitua o termo feminino por um masculino. Se aparecer “ao”, há crase; se aparecer apenas “o”, não há. Ex.: “usado aos 2 anos” → “usado ao 2%” (não faz sentido, pois “2%” é masculino e não admite artigo feminino).
Gabarito: letra E
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