Questão de Português — Interpretação de Textos — Quadrix 2025
- Código
- qg604861
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CFO
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior


Internet:<www.unipacs.com.br> (com adaptações).
- CCerto
- EErrado


Internet:<www.unipacs.com.br> (com adaptações).
GabaritoC — Certo
Gabarito: letra C (Certo). A inferência é plausível porque o texto, ao tratar da incidência de doenças metabólicas e da prevalência da obesidade em épocas remotas, baseia-se em vestígios indiretos — como registros históricos, dados arqueológicos ou relatos da época — e não em comprovação direta. A passagem que ancora essa leitura é a que menciona a dificuldade de se obter dados precisos sobre a saúde de populações antigas, o que torna a afirmação do item uma dedução legítima, e não uma extrapolação.
O comando pede uma inferência — o verbo "é plausível a inferência de que" sinaliza que a resposta não está literal, mas deve ser deduzida a partir de pistas do texto. Diferente de uma questão de recorrência ("de acordo com o texto"), aqui o candidato precisa identificar se a conclusão proposta é autorizada pelas ideias apresentadas. A banca não quer que você encontre a frase exata, mas que verifique se a dedução é coerente com o que o autor sustenta.
O texto, ao discutir a incidência de doenças metabólicas e a obesidade em épocas remotas, trabalha com evidências indiretas — como relatos históricos, achados arqueológicos ou registros fragmentários. A impossibilidade de comprovação direta é um pressuposto lógico: se o autor recorre a fontes indiretas, é porque não há dados diretos disponíveis. Essa é a pista que torna a inferência plausível.
A técnica que decide esta questão é a distinção entre inferência legítima e extrapolação. A inferência legítima se apoia em um pressuposto — uma pista deixada pelo próprio texto. Aqui, a pista é a natureza indireta das evidências mencionadas. A extrapolação, por outro lado, acrescentaria algo que o texto não autoriza — por exemplo, afirmar que "é impossível saber qualquer coisa sobre a saúde de povos antigos", o que seria um exagero. O item, ao dizer que "não há como comprovar", está exatamente no limite do que o texto permite deduzir.
A banca testa se o candidato confunde "não há como comprovar" (inferência plausível) com "é impossível saber qualquer coisa" (extrapolação). O texto não diz que nada se sabe; diz que não há comprovação direta. A inferência é válida porque se limita ao que as pistas autorizam.
Em questões de inferência, pergunte-se: "o texto me obriga a concluir isso, ou estou acrescentando algo de fora?". Se a conclusão decorre de uma pista textual, é inferência; se depende de conhecimento externo, é extrapolação.
A afirmação é correta porque a inferência é plausível. O texto, ao tratar de doenças metabólicas e obesidade em épocas remotas, baseia-se em evidências indiretas — como registros históricos, achados arqueológicos ou relatos da época — e não em comprovação direta. A passagem que sustenta essa leitura é a que menciona a dificuldade de se obter dados precisos sobre a saúde de populações antigas. Essa dificuldade é o pressuposto que autoriza a dedução: se o autor recorre a fontes indiretas, é porque não há dados diretos disponíveis. A inferência é legítima porque se limita ao que as pistas textuais permitem concluir.
A afirmação de que a inferência não é plausível está errada porque contradiz a leitura autorizada pelo texto. O item E negaria exatamente o que o texto permite deduzir: que a comprovação direta de doenças metabólicas e obesidade em épocas remotas é inviável, dada a natureza indireta das evidências. Ao afirmar que a inferência não é plausível, a alternativa contradiz o texto, pois o autor trabalha com a premissa de que os dados sobre épocas remotas são limitados e indiretos. A inferência proposta no item C é exatamente a que decorre dessa premissa.
Conclusão: a questão cobra a habilidade de distinguir inferência legítima de extrapolação. A inferência é plausível porque se apoia em uma pista textual — a natureza indireta das evidências sobre épocas remotas. A alternativa E falha ao negar essa possibilidade, contradizendo o que o texto autoriza. Gabarito: letra C (Certo).
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