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Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).
Em “Lúcia Almeida lembrou da alegria do filho” (linhas 16 e 17), a regência do verbo “lembrar” está
Aincorreta, porque o verbo foi empregado como pronominal.
Bcorreta, porque o verbo, nesse contexto, rege a preposição “de”.
Cincorreta, porque, não pronominal, o verbo deve ser transitivo direto.
Dcorreta, porque o verbo deve sempre ser empregado como transitivo indireto.
Eincorreta, porque o verbo, quando não pronominal, rege a preposição “a”.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — incorreta, porque, não pronominal, o verbo deve ser transitivo direto.
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Regência do verbo “lembrar”: pronominal × não pronominal
Gabarito: letra C. A regência em “Lúcia Almeida lembrou da alegria do filho” está incorreta, porque, na forma não pronominal, o verbo “lembrar” é transitivo direto — exige complemento sem preposição. A forma correta seria “Lúcia Almeida lembrou a alegria do filho”. A alternativa C é a única que identifica exatamente esse desvio.
O comando
A questão pergunta se a regência do verbo “lembrar” está correta ou incorreta no trecho citado. Isso é uma questão de gramática normativa aplicada ao texto: não se trata de interpretar o sentido, mas de julgar a construção sintática segundo a norma culta. O verbo “lembrar” tem dois usos clássicos: pronominal (lembrar-se de algo) e não pronominal (lembrar algo). A banca testa exatamente essa distinção.
A regra que decide
O verbo “lembrar” pode ser:
Transitivo direto (VTD) — quando não é pronominal: “lembrar algo”. Ex.: O aluno lembrou a informação.
Transitivo indireto (VTI) — quando é pronominal: “lembrar-se de algo”. Ex.: O aluno lembrou-se da informação.
No trecho do texto, temos “lembrou da alegria” — ou seja, o verbo foi usado sem pronome, mas com a preposição “de”. Isso é um erro de regência: se não há pronome, não pode haver preposição. A forma correta seria “lembrou a alegria” (VTD).
PEGA ESSA DICA!
Para o verbo “lembrar”, vale o “tudo ou nada”: ou vem com pronome + de (lembrou-se de), ou vem sem pronome e sem preposição (lembrou algo). Nunca misture: “lembrou de” sem pronome é erro.
Análise das alternativas
Uso do verbo “lembrar”
Forma
Regência
Exemplo
Não pronominal
lembrar
Transitivo direto (sem preposição)
Lembrou a alegria do filho.
Pronominal
lembrar-se
Transitivo indireto (com “de”)
Lembrou-se da alegria do filho.
Verbo "lembrar": Pronominal (lembrar-se) (Transitivo indireto, Exige preposição "de"); Não pronominal (lembrar) (Transitivo direto, Sem preposição); Erro comum ("lembrou de" sem pronome)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que a regência está incorreta porque o verbo foi empregado como pronominal. Isso é falso: no trecho, o verbo não está pronominal — não há “se” junto ao verbo. O erro não é ter usado como pronominal; é ter usado sem pronome, mas com preposição. A alternativa contradiz o texto ao atribuir uma forma pronominal que não existe.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa diz que a regência está correta porque o verbo rege a preposição “de”. Isso é falso: a preposição “de” só é correta na forma pronominal (lembrar-se de). Como o verbo está sem pronome, a preposição é indevida. A alternativa generaliza a regência do uso pronominal para o uso não pronominal, ignorando a distinção essencial.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa afirma que a regência está incorreta, porque, não pronominal, o verbo deve ser transitivo direto. Exatamente: sem o pronome, “lembrar” exige objeto direto, sem preposição. O trecho “lembrou da alegria” deveria ser “lembrou a alegria”. A alternativa identifica com precisão o erro de regência.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa diz que a regência está correta porque o verbo deve sempre ser transitivo indireto. Isso é falso: o verbo “lembrar” pode ser VTD (sem pronome) ou VTI (com pronome). A palavra “sempre” é um absoluto que restringe indevidamente o comportamento do verbo — clássica armadilha de generalização.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que a regência está incorreta porque, quando não pronominal, o verbo rege a preposição “a”. Isso é falso: quando não pronominal, o verbo é transitivo direto, sem preposição alguma. A preposição “a” não se aplica a “lembrar” nesse sentido. A alternativa troca o termo: confunde a regência de “lembrar” com a de outros verbos (como “aspirar a” ou “visar a”).
Conclusão
A questão cobra a distinção entre o uso pronominal e não pronominal do verbo “lembrar”. A única alternativa que aponta corretamente o erro é a C: sem pronome, o verbo deve ser transitivo direto. As demais ou contradizem o texto, ou generalizam indevidamente, ou trocam a preposição correta.