Representante comercial que morreu na queda de
avião em Vinhedo é sepultado em Mossoró
Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).
Na linha 7, o verbo “chegar”, que ocorre sob a forma verbal “chegou”, é
Atransitivo direto, e seu complemento é “O corpo”, não preposicionado.
Btransitivo indireto, e seu complemento é “à cidade do Oeste potiguar”, preposicionado.
Ctransitivo direto e indireto, sendo o complemento direto o termo “à cidade” e o complemento indireto o termo “do Oeste potiguar”.
Dintransitivo, já que não foi empregado com complementos.
Ecopulativo, ou de ligação, já que liga o sujeito “O corpo” ao predicativo do sujeito “à cidade do Oeste potiguar”.
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GabaritoD — intransitivo, já que não foi empregado com complementos.
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Transitividade do verbo “chegar”: intransitivo com adjunto adverbial
Gabarito: letra D. O verbo “chegar”, na linha 7, é intransitivo, pois não exige complemento verbal (objeto direto ou indireto); o termo “à cidade do Oeste potiguar” é adjunto adverbial de lugar, uma circunstância, não um complemento. A banca cobra a distinção entre complemento verbal (exigido pelo verbo) e adjunto adverbial (circunstância acessória), e a alternativa D é a única que classifica corretamente o verbo.
O comando
A questão pergunta, diretamente, qual é a classificação sintática do verbo “chegou” no texto. Isso é uma questão de análise sintática (gramática), não de interpretação. O candidato precisa identificar a transitividade do verbo e, principalmente, não confundir o adjunto adverbial de lugar com um objeto indireto — armadilha clássica da banca.
O texto e o verbo “chegar”
O texto-base (notícia sobre o sepultamento) traz a frase na linha 7, em que “o corpo” é o sujeito e “chegou” é o verbo. O termo “à cidade do Oeste potiguar” indica destino/lugar, respondendo à pergunta “aonde?”. Essa é a função de um adjunto adverbial de lugar, não de um complemento verbal.
O verbo “chegar” é intransitivo quando indica movimento com destino: ele não pede objeto, apenas uma circunstância de lugar. A preposição “a” (em “à cidade”) é exigida pela regência nominal do adjunto adverbial, não pelo verbo como complemento. Compare com verbos como “gostar” (que exige “de” como objeto indireto) — “chegar” não exige complemento, apenas admite uma circunstância.
A técnica que decide
A pergunta-chave para classificar a transitividade é: o termo é exigido pelo verbo para completar seu sentido, ou é uma informação acessória (circunstância)?
Objeto direto/indireto: complemento exigido pelo verbo; sem ele, a frase fica incompleta ou com sentido diferente.
Adjunto adverbial: informação acessória de tempo, lugar, modo etc.; pode ser retirado sem prejuízo da estrutura básica.
No caso, “chegou” já tem sentido completo com o sujeito “o corpo”. O termo “à cidade do Oeste potiguar” apenas situa onde o corpo chegou — é circunstância, não complemento. Portanto, o verbo é intransitivo.
PEGA ESSA DICA!
Para testar se um termo preposicionado é objeto indireto ou adjunto adverbial, pergunte: o verbo exige esse termo para fazer sentido? Se a resposta for “não” (é só uma circunstância), é adjunto adverbial.
Análise das alternativas
Verbo "chegar": Classificação (Intransitivo (não exige complemento), Verbo de ação/movimento); Termo "à cidade..." (Adjunto adverbial de lugar, Circunstância acessória); Distinção-chave (Complemento verbal (exigido), Adjunto adverbial (acessório))
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que “chegar” é transitivo direto e que “O corpo” é o objeto direto. Erro duplo: “O corpo” é o sujeito da oração (quem chega), não o complemento; e o verbo “chegar” não é transitivo direto. A alternativa contradiz o texto ao inverter a função sintática do termo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que “chegar” é transitivo indireto e que “à cidade do Oeste potiguar” é o objeto indireto. Erro de classificação: o termo preposicionado é adjunto adverbial de lugar, não objeto indireto. O verbo “chegar” não exige complemento; a preposição “a” é regida pela circunstância de destino, não pelo verbo como objeto. A alternativa confunde adjunto adverbial com objeto indireto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que “chegar” é transitivo direto e indireto, com dois complementos. Erro grave: o verbo não tem objeto direto nem indireto; “à cidade” é adjunto adverbial e “do Oeste potiguar” é adjunto adnominal (especifica “cidade”). A alternativa inventa complementos que não existem na oração.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Afirma que “chegar” é intransitivo, pois não foi empregado com complementos. Correto: o verbo tem sentido completo com o sujeito “o corpo”; o termo “à cidade do Oeste potiguar” é adjunto adverbial de lugar, uma circunstância acessória, não um complemento verbal. A alternativa classifica corretamente o verbo e não confunde o adjunto com objeto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que “chegar” é copulativo (verbo de ligação) e que “à cidade do Oeste potiguar” é predicativo do sujeito. Erro conceitual: verbo de ligação liga o sujeito a um predicativo (qualidade/estado), como “ser”, “estar”, “permanecer”. “Chegar” é verbo de ação (movimento), e “à cidade” indica lugar, não qualidade do sujeito. A alternativa confunde verbo intransitivo com verbo de ligação.
Conclusão
A questão testa a capacidade de distinguir complemento verbal de adjunto adverbial. A pegadinha está em tratar o termo preposicionado “à cidade do Oeste potiguar” como objeto indireto, quando na verdade é uma circunstância de lugar. Gabarito: letra D.