Na linha 27, o trecho “O apoio financeiro e o espírito empreendedor da burguesia” contém a conjunção “e”, que
Acoordena duas orações.
Bcoordena termos com funções sintáticas distintas.
Ccoordena núcleos com mesma função sintática.
Dsubordina uma oração a outra.
Esubordina um termo a um verbo.
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GabaritoC — coordena núcleos com mesma função sintática.
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Análise sintática da conjunção "e" no trecho "O apoio financeiro e o espírito empreendedor da burguesia"
Gabarito: letra C. A conjunção "e" coordena núcleos com a mesma função sintática: "apoio financeiro" e "espírito empreendedor" são ambos núcleos do sujeito composto da oração. A banca testa a distinção entre coordenação de orações e coordenação de termos, e a resposta está na estrutura interna do sintagma, não na relação entre orações.
O comando pede uma análise sintática do conectivo "e" dentro de um trecho específico. Não se trata de interpretação de texto, mas de reconhecer o que a conjunção está unindo: se orações inteiras ou apenas termos dentro de uma mesma oração. Essa distinção é o coração da questão — e é exatamente onde as alternativas erradas tentam confundir o candidato.
No trecho, temos um sujeito composto: "O apoio financeiro e o espírito empreendedor da burguesia". O núcleo do sujeito é formado por dois substantivos abstratos — "apoio" e "espírito" — cada um com seus adjuntos adnominais ("financeiro" e "empreendedor") e ambos regidos pelo mesmo complemento nominal ("da burguesia"). A conjunção "e" liga esses dois núcleos, que exercem exatamente a mesma função sintática: núcleo do sujeito. Isso é coordenação de termos, não de orações.
A técnica para resolver: identifique quantos verbos há no trecho. Se houver apenas um verbo, a conjunção "e" não pode estar coordenando orações — ela só pode estar unindo termos dentro da mesma oração. No trecho citado, não há verbo algum; é apenas um sintagma nominal. Logo, a coordenação é de termos, e como ambos são núcleos do sujeito, têm a mesma função sintática.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão clássica entre "coordenação de orações" e "coordenação de termos". O candidato que vê a conjunção "e" e automaticamente pensa em "orações coordenadas aditivas" cai na alternativa A. A pergunta que desarma a armadilha: há mais de um verbo no trecho? Se não há, não há orações para coordenar.
Conjunção "e" (coordenativa aditiva): Coordena termos (mesma função) (Núcleos do sujeito composto, Ex.: "apoio" e "espírito"); Coordena orações (função distinta) (Exige 2+ verbos, Ex.: "estudou e passou"); Técnica de resolução (Contar verbos no trecho, Sem verbo → coordena termos)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. A alternativa afirma que a conjunção coordena duas orações. Para haver orações, seria necessário haver verbos. No trecho "O apoio financeiro e o espírito empreendedor da burguesia" não há nenhum verbo — é apenas um sintagma nominal. Sem verbo, não há oração; logo, a conjunção não pode estar coordenando orações. A alternativa confunde coordenação de termos com coordenação de orações.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. A alternativa afirma que a conjunção coordena termos com funções sintáticas distintas. Isso é falso: "apoio financeiro" e "espírito empreendedor" exercem a mesma função sintática — ambos são núcleos do sujeito composto. A coordenação exige que os termos coordenados tenham a mesma função; se tivessem funções distintas, não poderiam ser coordenados entre si. A alternativa inverte o princípio da coordenação.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A conjunção "e" coordena núcleos com a mesma função sintática. No trecho, "apoio financeiro" e "espírito empreendedor" são os dois núcleos do sujeito composto da oração. Ambos exercem a função de núcleo do sujeito — são substantivos abstratos que funcionam como núcleo, cada um com seu adjunto adnominal ("financeiro" e "empreendedor"). A coordenação de termos exige que eles tenham a mesma função sintática, o que ocorre aqui. É o que a gramática chama de paralelismo sintático: termos coordenados desempenham a mesma função dentro do período.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. A alternativa afirma que a conjunção subordina uma oração a outra. A conjunção "e" é coordenativa aditiva, não subordinativa. Além disso, não há orações no trecho — não há verbos. A subordinação ocorre quando uma oração exerce função sintática em relação a outra, o que não é o caso. A alternativa mistura dois conceitos distintos: coordenação e subordinação.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. A alternativa afirma que a conjunção subordina um termo a um verbo. A conjunção "e" não subordina nada — ela coordena elementos de mesma função. Além disso, não há verbo no trecho para que um termo se subordine a ele. A alternativa confunde a função da conjunção coordenativa com a de uma preposição ou conjunção subordinativa.
Conclusão: a questão testa a diferença entre coordenação de orações e coordenação de termos. A chave é observar a presença de verbos: sem verbo, não há oração; sem oração, a conjunção só pode estar coordenando termos. E, para que haja coordenação de termos, eles precisam ter a mesma função sintática — exatamente o que ocorre com "apoio financeiro" e "espírito empreendedor", ambos núcleos do sujeito.
PEGA ESSA DICA!
Ao analisar a função de uma conjunção, pergunte-se: "o que ela está unindo?" Se une orações, há dois verbos; se une termos, há um só verbo (ou nenhum). Essa pergunta resolve a maioria das questões de coordenação.