Em “que trocavam moedas de diferentes regiões” (linha 17), a palavra “que” é um(a)
Apronome relativo.
Bpronome possessivo.
Cpronome demonstrativo.
Dconjunção coordenativa.
Econjunção integrante.
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GabaritoA — pronome relativo.
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Funções morfossintáticas da palavra QUE: pronome relativo
Gabarito: letra A. Em “que trocavam moedas de diferentes regiões”, o “que” é pronome relativo, pois retoma um termo anterior (o antecedente) e introduz uma oração subordinada adjetiva. A pista decisiva: o “que” pode ser substituído por “os quais/as quais” e exerce função sintática dentro da oração que inicia — no caso, sujeito do verbo “trocavam”.
O comando
A questão pede a classificação morfossintática da palavra “que” em um trecho específico. Isso exige analisar o contexto: não basta saber as funções possíveis do “que”, é preciso identificar qual delas se realiza naquele uso. O comando é direto — “é um(a)” —, então a resposta deve ser a classe/função correta, sem inferências.
O texto e o trecho
O trecho citado é “que trocavam moedas de diferentes regiões”. Para classificar o “que”, precisamos localizar seu antecedente — o termo a que ele se refere. No texto original (disponível no site indicado), o trecho completo seria algo como “...os cambistas que trocavam moedas de diferentes regiões...”. O “que” retoma “cambistas” (ou termo equivalente), substituindo-o para evitar repetição. Essa é a característica central do pronome relativo: retomar um antecedente e introduzir uma oração subordinada adjetiva.
A técnica que decide
Para diferenciar pronome relativo de conjunção integrante, use o teste da substituição:
Pronome relativo: pode ser trocado por “o qual, a qual, os quais, as quais”. Ex.: “os cambistas que trocavam” → “os cambistas os quais trocavam”.
Conjunção integrante: inicia oração que funciona como termo da oração principal (sujeito, objeto etc.) e pode ser trocada por “isso”. Ex.: “Ele disse que viria” → “Ele disse isso”.
No trecho, “que” não pode ser trocado por “isso” — “os cambistas isso trocavam” não faz sentido. Já a troca por “os quais” funciona perfeitamente. Além disso, o “que” exerce função sintática de sujeito dentro da oração adjetiva: quem trocava moedas? Os cambistas (retomados por “que”).
O “que” é pronome relativo, pois retoma o antecedente (os cambistas) e introduz a oração subordinada adjetiva “que trocavam moedas de diferentes regiões”. A substituição por “os quais” confirma: “os cambistas os quais trocavam moedas...”. Além disso, exerce função sintática de sujeito na oração relativa.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Pronome possessivo indica posse (meu, teu, seu, nosso...). O “que” não expressa posse alguma; ele apenas retoma um termo anterior. Não há relação de posse no trecho.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Pronome demonstrativo (este, esse, aquele, o, a...) indica posição no espaço, tempo ou texto. O “que” não demonstra nada; ele retoma um termo já mencionado, função típica do relativo, não do demonstrativo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Conjunção coordenativa liga orações independentes (aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas, explicativas). O “que” aqui introduz uma oração subordinada adjetiva, dependente da principal, e não uma coordenada. Além disso, não há valor de adição, oposição, conclusão ou explicação.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Conjunção integrante introduz oração subordinada substantiva (que funciona como sujeito, objeto etc.) e pode ser trocada por “isso”. No trecho, a oração “que trocavam...” é adjetiva (caracteriza o antecedente), não substantiva. A troca por “isso” não é possível: “os cambistas isso trocavam” é agramatical.
NÃO CAIA NESSA!
A banca oferece outras funções do “que” (conjunção integrante, coordenativa) e outros pronomes (possessivo, demonstrativo) para confundir quem não identifica o antecedente. O teste da substituição por “o qual” resolve na hora.
PEGA ESSA DICA!
Sempre que a questão pedir a classificação do “que”, procure o antecedente e teste a substituição por “o qual” (relativo) ou por “isso” (integrante). Se o “que” puder ser trocado por “o qual”, é pronome relativo.