Questão de Português — Coesão e coerência — Quadrix 2025
- Código
- qg604959
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CORE-RJ
- Ano
- 2025
- Nível
- Médio

- A“primeiros caixeiros”.
- B“guarda‑livros”.
- C"empregadores”.
- D“falecido chefe”.
- E“filha”.

GabaritoD — “falecido chefe”.
Gabarito: letra D. O pronome possessivo “sua”, em “ou mesmo sua filha”, refere-se a “falecido chefe” — é a filha do falecido chefe. A pista decisiva está na estrutura do trecho: o caixeiro poderia ascender “se casando com a viúva do falecido chefe, ou mesmo sua filha”, ou seja, casar-se com a viúva ou com a filha do mesmo homem (o chefe falecido). A leitura que o texto autoriza é a de que “sua” retoma “falecido chefe”, e não qualquer outro termo.
“fosse formando uma sociedade, ou, até mesmo, se casando com a viúva do falecido chefe, ou mesmo sua filha, e herdando seu negócio.”
Aqui, “sua filha” só faz sentido se for a filha do falecido chefe — é ela que, junto com a viúva, representa o caminho para o caixeiro herdar o negócio. O pronome possessivo “sua” é um elemento de coesão referencial anafórica: ele retoma um termo já mencionado, e esse termo é “falecido chefe”.
A banca pede que você identifique o referente de um pronome possessivo. Isso é uma questão de coesão referencial: o pronome “sua” não tem sentido próprio; ele “aponta” para um termo anterior no texto. Para resolver, você não pode se basear no que “parece” lógico — deve seguir a estrutura sintática e a lógica do contexto.
Localize o pronome: “sua filha” — o possessivo “sua” concorda com “filha” (feminino singular), mas o referente é o possuidor, ou seja, quem é dono da filha. No texto, o possuidor é o “falecido chefe”.
Observe a estrutura: “a viúva do falecido chefe, ou mesmo sua filha” — há uma coordenação entre “a viúva do falecido chefe” e “sua filha”. O termo “do falecido chefe” é um adjunto adnominal que especifica de quem é a viúva; por paralelismo, “sua filha” também se refere ao mesmo possuidor.
Teste a lógica: se “sua” se referisse a “empregadores” (plural), teríamos “a filha dos empregadores”, o que não faz sentido no contexto — o caixeiro se casaria com a filha de todos os patrões? Não. O texto fala de um chefe específico, o falecido, cuja viúva ou filha poderia ser desposada para herdar o negócio.
A) “primeiros caixeiros”: está no plural e não é o possuidor lógico — a filha não é dos caixeiros, mas do chefe.
B) “guarda-livros”: também plural e sem relação de posse com “filha”.
C) “empregadores”: é o termo mais próximo e de sentido genérico, mas o texto especifica “falecido chefe” como o possuidor; além disso, “empregadores” está no plural, enquanto “sua” se refere a um possuidor singular.
E) “filha”: é o núcleo do sintagma, não o possuidor — o pronome possessivo não pode se referir ao próprio substantivo que acompanha.
A banca tenta fazer você escolher “empregadores” por ser o termo mais próximo e de sentido amplo, mas o texto é claro ao especificar “falecido chefe” como o possuidor. Fique atento ao paralelismo sintático: “a viúva do falecido chefe, ou mesmo sua filha” — o possessivo retoma o mesmo possuidor.
Em questões de coesão referencial, pergunte sempre: “de quem é isso?”. O possessivo “sua” exige um possuidor; rastreie no texto quem é o dono lógico, não apenas o termo mais próximo.
A alternativa D é a única que o texto sustenta: “sua filha” = filha do falecido chefe. As demais ou estão no plural, ou não têm relação de posse com “filha”, ou confundem o núcleo com o possuidor. Gabarito: letra D.
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