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Questão de Português — Funções morfossintáticas da palavra QUE — Quadrix 2025

PortuguêsFunções morfossintáticas da palavra QUE
Código
qg604997
Banca
Quadrix
Órgão
CORE-SE
Ano
2025
Nível
Médio
Pistu, o menino do dedo vermelho

        Pistu desde criança vivia com um dom: tudo o que tocava ganhava sangue e vida. Tocou pássaros, gatos, cães, um bebê natimorto. Um dia, pôs o indicador sobre uma roseira e feriu‑se num espinho. Seu sangue tingiu o botão mais branco da mais bela rosa que já vira. E a roseira morreu.

Internet:<folhadabaixada.com.br>  (com adaptações).
No trecho “Seu sangue tingiu o botão mais branco da mais bela rosa que já vira”, o pronome relativo “que” introduz uma oração que exerce função sintática de
  1. Aadjunto adverbial.
  2. Bcomplemento nominal.
  3. Caposto.
  4. Dadjunto adnominal.
  5. Esujeito.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — adjunto adnominal.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Função sintática do pronome relativo "que"

Gabarito: letra D. No trecho "Seu sangue tingiu o botão mais branco da mais bela rosa que já vira", o pronome relativo "que" exerce função de adjunto adnominal, pois retoma "rosa" e introduz a oração adjetiva restritiva "que já vira", que caracteriza o substantivo "rosa" sem completar-lhe o sentido. A passagem que ancora é exatamente essa: a oração "que já vira" equivale a "que ele já vira", ou seja, "a rosa que ele já vira" — o "que" funciona como objeto direto do verbo "ver" dentro da oração relativa, mas a oração inteira tem valor de adjunto adnominal do núcleo "rosa".

O comando

A questão pede a função sintática da oração introduzida pelo pronome relativo "que". Isso é diferente de pedir a função do próprio pronome dentro da oração. Aqui, o foco é a oração subordinada adjetiva como um todo: ela exerce, em relação ao substantivo antecedente, a mesma função que um adjetivo ou locução adjetiva exerceria — ou seja, adjunto adnominal. É uma questão de análise sintática do período composto, não de interpretação de texto.

O texto e a estrutura

O trecho é: "Seu sangue tingiu o botão mais branco da mais bela rosa que já vira". Vamos decompor:

  • Oração principal: "Seu sangue tingiu o botão mais branco da mais bela rosa"

  • Oração subordinada adjetiva restritiva: "que já vira"

O pronome relativo "que" retoma o antecedente "rosa" (substantivo). A oração "que já vira" restringe o sentido de "rosa": não é qualquer rosa, mas a rosa que ele já vira. Essa oração tem a mesma função que um adjetivo teria: "a mais bela rosa vista" ou "a mais bela rosa já vista". Portanto, é um adjunto adnominal oracional.

A técnica que decide

Para distinguir adjunto adnominal de complemento nominal, use o teste da voz passiva:

  • Adjunto adnominal tem valor ativo: "a rosa que já vira" = "a rosa vista" (a rosa é vista por alguém).

  • Complemento nominal tem valor passivo: "a leitura do livro" = "o livro é lido".

No trecho, "que já vira" equivale a "que ele já vira" — o sujeito oculto é "ele" (Pistu). A oração é ativa, logo é adjunto adnominal. Se fosse "a rosa que foi vista", aí teríamos voz passiva e poderia ser complemento nominal, mas não é o caso.

Análise das alternativas

Oração adjetiva restritiva
  • 1Função: adjunto adnominal
    • Caracteriza o substantivo
    • Valor ativo
    • Teste: voz passiva → "rosa vista"
  • 2Distinção: complemento nominal
    • Completa o nome
    • Valor passivo
    • Teste: "leitura do livro" → "livro é lido"
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Adjunto adverbial indica circunstância (tempo, lugar, modo, causa etc.) e modifica verbo, adjetivo ou advérbio. A oração "que já vira" não expressa nenhuma circunstância; ela caracteriza o substantivo "rosa". Não há valor adverbial. Erro: troca de conceito — confunde função de caracterização com função circunstancial.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Complemento nominal completa o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e sempre vem regido de preposição, com valor passivo. Aqui, a oração "que já vira" não é introduzida por preposição e tem valor ativo. Não completa o sentido de "rosa" (que é pleno), apenas o restringe. Erro: troca de conceito — confunde adjunto adnominal com complemento nominal, pegadinha clássica.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Aposto é um termo que explica, enumera, resume ou especifica outro, geralmente entre vírgulas ou após dois-pontos. A oração "que já vira" não explica nem especifica "rosa" com pausa; ela restringe o sentido diretamente, sem pontuação. Não é aposto. Erro: troca de conceito — confunde oração adjetiva restritiva com aposto explicativo.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Adjunto adnominal é o termo que caracteriza ou determina um substantivo, podendo ser um adjetivo, locução adjetiva, artigo, pronome, numeral ou oração adjetiva. A oração "que já vira" é uma oração subordinada adjetiva restritiva que caracteriza "rosa", exatamente como um adjetivo. Portanto, exerce função de adjunto adnominal. A passagem "a mais bela rosa que já vira" comprova: a oração equivale a "a mais bela rosa vista".

Alternativa E — ❌ Incorreta

Sujeito é o termo sobre o qual se declara algo, praticando ou sofrendo a ação. Dentro da oração "que já vira", o sujeito é "ele" (Pistu), oculto; o pronome relativo "que" exerce função de objeto direto (vira o quê? a rosa). A oração como um todo não é sujeito de nada. Erro: troca de conceito — confunde a função do pronome dentro da oração com a função da oração no período.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre adjunto adnominal e complemento nominal. Lembre: adjunto adnominal tem valor ativo (a rosa que vira = a rosa vista); complemento nominal tem valor passivo (a leitura do livro = o livro é lido).

PEGA ESSA DICA!

Ao analisar a função de uma oração adjetiva, pergunte: ela caracteriza (adjunto adnominal) ou completa (complemento nominal)? E teste a voz passiva: se a oração puder ser convertida em particípio sem preposição, é adjunto adnominal.

Conclusão: a oração "que já vira" é uma oração subordinada adjetiva restritiva que exerce função de adjunto adnominal do substantivo "rosa". Portanto, Gabarito: letra D.

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