Questão de Português — Funções morfossintáticas da palavra QUE — Quadrix 2025
- Código
- qg604997
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CORE-SE
- Ano
- 2025
- Nível
- Médio
- Aadjunto adverbial.
- Bcomplemento nominal.
- Caposto.
- Dadjunto adnominal.
- Esujeito.
GabaritoD — adjunto adnominal.
Gabarito: letra D. No trecho "Seu sangue tingiu o botão mais branco da mais bela rosa que já vira", o pronome relativo "que" exerce função de adjunto adnominal, pois retoma "rosa" e introduz a oração adjetiva restritiva "que já vira", que caracteriza o substantivo "rosa" sem completar-lhe o sentido. A passagem que ancora é exatamente essa: a oração "que já vira" equivale a "que ele já vira", ou seja, "a rosa que ele já vira" — o "que" funciona como objeto direto do verbo "ver" dentro da oração relativa, mas a oração inteira tem valor de adjunto adnominal do núcleo "rosa".
A questão pede a função sintática da oração introduzida pelo pronome relativo "que". Isso é diferente de pedir a função do próprio pronome dentro da oração. Aqui, o foco é a oração subordinada adjetiva como um todo: ela exerce, em relação ao substantivo antecedente, a mesma função que um adjetivo ou locução adjetiva exerceria — ou seja, adjunto adnominal. É uma questão de análise sintática do período composto, não de interpretação de texto.
O trecho é: "Seu sangue tingiu o botão mais branco da mais bela rosa que já vira". Vamos decompor:
Oração principal: "Seu sangue tingiu o botão mais branco da mais bela rosa"
Oração subordinada adjetiva restritiva: "que já vira"
O pronome relativo "que" retoma o antecedente "rosa" (substantivo). A oração "que já vira" restringe o sentido de "rosa": não é qualquer rosa, mas a rosa que ele já vira. Essa oração tem a mesma função que um adjetivo teria: "a mais bela rosa vista" ou "a mais bela rosa já vista". Portanto, é um adjunto adnominal oracional.
Para distinguir adjunto adnominal de complemento nominal, use o teste da voz passiva:
Adjunto adnominal tem valor ativo: "a rosa que já vira" = "a rosa vista" (a rosa é vista por alguém).
Complemento nominal tem valor passivo: "a leitura do livro" = "o livro é lido".
No trecho, "que já vira" equivale a "que ele já vira" — o sujeito oculto é "ele" (Pistu). A oração é ativa, logo é adjunto adnominal. Se fosse "a rosa que foi vista", aí teríamos voz passiva e poderia ser complemento nominal, mas não é o caso.
Adjunto adverbial indica circunstância (tempo, lugar, modo, causa etc.) e modifica verbo, adjetivo ou advérbio. A oração "que já vira" não expressa nenhuma circunstância; ela caracteriza o substantivo "rosa". Não há valor adverbial. Erro: troca de conceito — confunde função de caracterização com função circunstancial.
Complemento nominal completa o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e sempre vem regido de preposição, com valor passivo. Aqui, a oração "que já vira" não é introduzida por preposição e tem valor ativo. Não completa o sentido de "rosa" (que é pleno), apenas o restringe. Erro: troca de conceito — confunde adjunto adnominal com complemento nominal, pegadinha clássica.
Aposto é um termo que explica, enumera, resume ou especifica outro, geralmente entre vírgulas ou após dois-pontos. A oração "que já vira" não explica nem especifica "rosa" com pausa; ela restringe o sentido diretamente, sem pontuação. Não é aposto. Erro: troca de conceito — confunde oração adjetiva restritiva com aposto explicativo.
Adjunto adnominal é o termo que caracteriza ou determina um substantivo, podendo ser um adjetivo, locução adjetiva, artigo, pronome, numeral ou oração adjetiva. A oração "que já vira" é uma oração subordinada adjetiva restritiva que caracteriza "rosa", exatamente como um adjetivo. Portanto, exerce função de adjunto adnominal. A passagem "a mais bela rosa que já vira" comprova: a oração equivale a "a mais bela rosa vista".
Sujeito é o termo sobre o qual se declara algo, praticando ou sofrendo a ação. Dentro da oração "que já vira", o sujeito é "ele" (Pistu), oculto; o pronome relativo "que" exerce função de objeto direto (vira o quê? a rosa). A oração como um todo não é sujeito de nada. Erro: troca de conceito — confunde a função do pronome dentro da oração com a função da oração no período.
A banca explora a confusão entre adjunto adnominal e complemento nominal. Lembre: adjunto adnominal tem valor ativo (a rosa que vira = a rosa vista); complemento nominal tem valor passivo (a leitura do livro = o livro é lido).
Ao analisar a função de uma oração adjetiva, pergunte: ela caracteriza (adjunto adnominal) ou completa (complemento nominal)? E teste a voz passiva: se a oração puder ser convertida em particípio sem preposição, é adjunto adnominal.
Conclusão: a oração "que já vira" é uma oração subordinada adjetiva restritiva que exerce função de adjunto adnominal do substantivo "rosa". Portanto, Gabarito: letra D.
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