Eis um personagem que você ainda não conhece
no folclore brasileiro. Reza a lenda que, no primeiro
dia de dezembro, a primeira criança que subir num pé
de goiaba ou de manga às 06:00h da manhã em ponto
vira um bem-te-vi e sai voando e cantando livremente,
feito passarinho.
O que acontece depois, bem… As versões variam.
Uns dizem que o bem-te-vi acorda de um sonho atrasado
para a escola. Outros, que o João Paulo Bem‑te‑vi pode ser
qualquer um de nós, que já foi passarinho e apenas não se
lembra de mais nada… Seja como for, um novo dezembro
sempre vem...
Internet: (com adaptações).
No trecho “Reza a lenda que, no primeiro dia de dezembro, a primeira criança que subir num pé de goiaba ou de manga”, o sujeito da forma verbal “reza” é
Asimples, implícito/recuperável pelo contexto.
Bum termo que não se pode determinar, pela natureza do verbo.
Cum termo que sofre a ação do verbo nesse contexto.
Dum termo oracional posposto ao verbo.
Euma expressão com núcleo substantivo posposta ao verbo.
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GabaritoE — uma expressão com núcleo substantivo posposta ao verbo.
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Sujeito de “reza”: oração subjetiva posposta
Gabarito: letra E. No trecho “Reza a lenda que, no primeiro dia de dezembro, a primeira criança que subir num pé de goiaba ou de manga”, o sujeito da forma verbal “reza” é uma expressão com núcleo substantivo posposta ao verbo — mais precisamente, a oração subordinada substantiva subjetiva “que a primeira criança que subir num pé de goiaba ou de manga…”. A banca pede a classificação do sujeito, e a alternativa E descreve exatamente a estrutura: o sujeito vem depois do verbo e tem como núcleo o substantivo “criança”.
O comando e o que ele exige
A questão pergunta: “o sujeito da forma verbal ‘reza’ é…”. Isso é uma tarefa de análise sintática — você precisa identificar qual termo da oração exerce a função de sujeito do verbo “reza”. Não é uma questão de interpretação de sentido, mas de estrutura gramatical. O comando não pede “o que o texto diz”, mas “como se classifica o sujeito”. Portanto, a resposta deve descrever a natureza sintática do termo, não o seu conteúdo.
O texto e a estrutura da oração
No trecho, a oração principal é: “Reza a lenda que…”. O verbo “reza” é transitivo direto? Não — aqui ele é intransitivo no sentido de “dizer, contar” (como em “reza a lenda que…”). O que vem depois de “reza” é o sujeito: a oração “que a primeira criança que subir num pé de goiaba ou de manga…”. Essa oração é substantiva subjetiva, pois exerce a função de sujeito do verbo “reza”. Ela está posposta (depois) ao verbo, o que é comum nesse tipo de construção: “Reza a lenda que…”.
“Reza a lenda que, no primeiro dia de dezembro, a primeira criança que subir num pé de goiaba ou de manga…”
A oração subjetiva tem como núcleo o substantivo “criança” (dentro dela, “a primeira criança” é o sujeito da oração subordinada, mas o núcleo do sujeito oracional é “criança”). Portanto, o sujeito de “reza” é oracional e posposto.
A técnica: como identificar o sujeito oracional
Pergunte ao verbo: “O que reza?” → Resposta: “que a primeira criança…”. Isso é o sujeito.
Verifique se é oração: o sujeito é uma oração (tem verbo “subir”) → é sujeito oracional.
Posição: está depois do verbo → posposto.
Núcleo: dentro da oração, o núcleo é um substantivo (“criança”) → a alternativa E fala em “expressão com núcleo substantivo posposta ao verbo”, que é exatamente isso.
A alternativa D diz “termo oracional posposto ao verbo” — também é verdade, mas a E é mais específica e correta, pois destaca o núcleo substantivo. A banca considerou a E como gabarito, e ela é a mais completa.
Análise das alternativas
Sujeito de "reza"
1Natureza
Oração subordinada substantiva subjetiva
Posposto ao verbo
Núcleo: substantivo "criança"
2Como identificar
Perguntar ao verbo: "o que reza?"
Resposta é oração → sujeito oracional
Verificar posição (depois do verbo)
Identificar o núcleo
3Erros comuns
Confundir com objeto direto ("a lenda")
Confundir com sujeito implícito
Confundir com verbo impessoal
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Simples, implícito/recuperável pelo contexto. O sujeito de “reza” não é implícito (desinencial) nem recuperável apenas pelo contexto: ele está explícito na oração subordinada. O verbo “reza” está na 3ª pessoa do singular, mas o sujeito não é “ele/ela” oculto; é a oração “que…”. A alternativa erra ao classificar como sujeito simples e implícito.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Um termo que não se pode determinar, pela natureza do verbo. O verbo “reza” aqui não é impessoal (como “chover” ou “haver”); ele tem sujeito determinado. A oração subjetiva é perfeitamente identificável. A alternativa confunde com verbo impessoal, o que não ocorre.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Um termo que sofre a ação do verbo nesse contexto. Isso descreve o objeto direto, não o sujeito. O sujeito é quem pratica a ação (ou, em voz passiva, quem a sofre). Aqui, “a lenda” é o sujeito? Não — “a lenda” é o objeto direto de “reza” (reza-se a lenda). O sujeito é a oração. A alternativa inverte a função: trata o sujeito como se fosse objeto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Um termo oracional posposto ao verbo. Essa descrição é parcialmente correta: o sujeito é oracional e posposto. Porém, a alternativa E é mais precisa ao mencionar o núcleo substantivo. A banca considerou a D incorreta porque ela não especifica a natureza do núcleo — e, em provas, a alternativa mais completa e exata é a correta. A D não está errada em si, mas é incompleta diante da E.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Uma expressão com núcleo substantivo posposta ao verbo. Exatamente: o sujeito é a oração “que a primeira criança que subir num pé de goiaba ou de manga…”, que está posposta ao verbo “reza” e tem como núcleo o substantivo “criança”. A alternativa descreve com precisão a estrutura sintática.
NÃO CAIA NESSA!
A banca oferece a alternativa D (oracional posposto) como isca — ela parece correta, mas falta o detalhe do núcleo substantivo. A E é a única que completa a descrição.
PEGA ESSA DICA!
Ao identificar o sujeito, pergunte ao verbo “quem?” ou “o quê?”. Se a resposta for uma oração, é sujeito oracional. Verifique se está antes ou depois do verbo e qual é o núcleo.
Conclusão: o sujeito de “reza” é uma oração subordinada substantiva subjetiva, posposta ao verbo, com núcleo substantivo “criança”. A alternativa E é a única que descreve todos esses elementos. Gabarito: letra E.